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Ana Lorena Marche assume direção de futebol feminino em São Paulo

2020.09.09 16:41 futebolstats Ana Lorena Marche assume direção de futebol feminino em São Paulo

Nesta terça-feira (8), Ana Lorena Marche falou pela primeira vez como diretora de futebol feminino da Federação Paulista de Futebol (FPF). A dirigente, que coordenava o respectivo departamento na entidade, substitui Aline Pellegrino na direção, já que a antecessora assumiu a recém-criada coordenação de competições da modalidade na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
"Estou há oito meses na casa e sempre aprendendo. É difícil citar uma só [característica de Aline]. Ela olha para o todo, é estratégica. Pensa fora da caixinha, na massificação; entende que o futebol feminino é um produto que tem de ser pensado de maneira diferente. Uma peneira pode não fazer muito sentido no masculino, mas, no feminino faz total sentido nesse momento em que vivemos", afirmou Ana Lorena durante entrevista coletiva por videoconferência, mencionando a seletiva realizada pela FPF para o Campeonato Paulista sub-17, que reuniu cerca de 600 meninas, entre 14 e 17 anos, no ano passado.
Segundo a diretora, atrair garotas mais jovens à modalidade é uma das missões no cargo. "Esse ano, teríamos o [Paulista] sub-15, mas veio a pandemia [do novo coronavírus]. No ano que vem, se tudo melhorar e tivermos segurança, pretendemos realizar o sub-15 e aumentar os festivais das categorias menores, para que possamos atingir mais lugares no estado, e que elas [meninas] não tenham o festival em só uma ou duas datas no ano. Queremos, também, conversar com as escolas e o governo estadual. São parcerias interessantes para massificar a modalidade, ensinar as meninas a gostarem mais de futebol", detalhou.

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Essa imagem descreve bem o trabalho da Aline, multitarefas, dedicação total e uma paixão incrível por transformar o futebol de mulheres!! Meio maluca as vezes, rs. Mas cheia de ideias mirabolantes e geniais. Parabens, vc merece!! Sempre foi um prazer trabalhar ao seu lado, obrigada por todo aprendizado e confiança. Pode ter certeza que a parceria continua!
Uma publicação compartilhada por Ana Lorena Marche (@ana_lorena_marche) em 3 de Set, 2020 às 8:25 PDT
Educadora física de formação, Ana Lorena chegou à FPF em dezembro, após duas temporadas coordenando o futebol feminino da Ferroviária. Na gestão dela, as Guerreiras Grenás foram campeãs brasileiras e vices da Libertadores em 2019. Até por isso, a nova diretora da modalidade na entidade entende que o interior do estado tem potencial a ser explorado.
"[As cidades de] Franca, São José do Rio Preto, Araraquara e Botucatu foram grandes formadoras e continuam sendo. Boa parte da base de alguns clubes é de meninas que vieram daí. Então, é olhar e valorizarmos cada vez mais. Pensarmos cada vez mais em festivais [sub-14] como os dos dois últimos anos em Araraquara, e levá-los a outras regiões do estado onde o futebol não é tão desenvolvido; fazer que mais cursos de capacitação cheguem nesses locais. O estado é gigantesco, com uma população enorme. Há muita coisa a ser feita", planejou.
"Ainda temos de quebrar mais e mais barreiras para inserirmos mais meninas e mudarmos a percepção de marcas e dos clubes. Nem todos [os clubes] fazem uma gestão [do futebol feminino] pensando no todo. Para isso, teremos que ter muita resiliência, como Aline teve nesses quatro anos. Acho que é um dos grandes feitos dela, ter movido uma federação inteira em prol da modalidade, e não só o departamento", concluiu.
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2020.07.14 00:18 Bell_13 Plano que acabou com um triângulo amoroso

Olá Luba, editores, falecidos papelões, Pekeaunu Reaves, possível convidado virtual- coronga irus gente tem que ser virtual-, gatas e um adeus para o sexto andar. Bem essa história que vou contar pode parecer muito absurda inicialmente mas com o contexto não ficará tanto assim ( ela é gigante então peguem uma mascara e álcool em gel, quer dizer... Pipoca e suco de uva).
Um ano atrás mais ou menos, eu e meus -até no momento- melhores amigos (vou chama-los de M e T) começamos a contar os segundos pro final da aula juntos e assim que terminou a danada da aula o T me pegou no colo e eu sendo uma boa amiga aceitei, mais conhecida como preguiça.
Porém, entretanto, todavia existem pessoas que tiram tudo do contexto e uma colega (vou chama-la de N) tirou uma foto de quando nos três estávamos saindo da quadra suados e eu vestindo a blusa do M por cima do meu uniforme -estávamos tendo aula de edução física e eu não tinha levado troca de roupa- e postou com seguinte legenda " quando descobrimos duas traições com a mesma pessoa" mesmo que eles não tivessem namoradas -Não será importante então não será necessário guardar.
Duas horas depois da postagem ser feita, o M e o T vieram falar comigo pelo whatsapp- a gente tem um grupo onde conversamos sobre a vida- criando um plano talvez esquisito ou no mínimo malicioso pra apagar aquela foto da memória de todos, a gente fingiria namorar e logo aquilo cairia no esquecimento da escola e a chantagem daria certo- sei que não fez sentido nenhum mas tá- eu por não ter a menor ideia do que eu faria caso aquela foto chegasse aos meus pais aceitei aquela ideia maluca.
No dia seguinte na hora que eu cheguei na escola fui bem calminha pra sala de aula evitando todo e qualquer ser humano que poderia me fazer perguntas sobre o post que a N tinha feito, maaaass como felicidade de pessoa do interior dura pouco quando cheguei na sala estavam o M e o T me roubaram um beijo na frente de metade da sala - cada um roubou um beijo por eu estar distraída, ok?- deixando todo mundo estático e a mim também.
Isso aconteceu por dois dias mais ou menos até eu começar a retribuir os beijos dos dois, só que cada semana que passava o plano dava mais certo já que o blog da escola tava sendo esquecido e a postagem já tava meio morta -no processo do esquecimento- até que em um dia aleatório mais especificamente na primeira segunda feira depois do dia das crianças os meninos que estavam no terceiro A iam passar trote nas meninas do primeiro ano A- onde eu estava- e as meninas do terceiro B - onde a N estava -iam passar trote nos meninos do primeiro ano A- onde o T e o M estavam.
A gente havia tido uma conversa no dia anterior pra parar de se falar naquela semana para as pessoas entenderem como se a gente tivesse terminado, só que tínhamos esquecido daquele trote.
Resultado: dois meninos, o G e o F, jogaram leite em mim e a camiseta por ser branca e de linho ficou quase transparente, o M e o T ficaram com farinha no cabelo, o M ficou sem camisa por ter me emprestado e ainda tiveram que explicar pro diretor, que era pai do M, do porque ele tinha ficado literalmente sem camisa no meio do primeiro ano e do ensino fundamental 1.
Duas semanas depois daquele acontecimento na data do meu aniversário eu convidei os dois pra ir na minha casa e vi meus pais conversando com eles, horas depois eles me propuseram o triangulo amoroso e eu aceitei.
Essa foi minha história que eu deveria criar uma fanfic sobre. до свидания (tchau)
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2020.03.16 02:05 Leotmat Compilado organizado (na medida do possível) das perguntas já feitas

Concientização:
P: Como convencer e conscientizar as pessoas da minha família a evitar aglomerações e encontros de várias pessoas, ainda mais com gente gripada no meio ?
R:Acho que o mais eficaz seria lembrar a eles que esses são apenas os casos confirmados, o número real de infectados pode ser muito maior porque muita gente pode estar assintomática ou não vai se testar porque os sintomas são similares aos da gripe. (+vídeos do atila,claro)
P: Existe algum vídeo ou site confiável (fora o do MS) sobre as medidas contra o COVID-19 para eu mandar para a minha família? Eles estão caindo em vídeo de "químico autodidata" que fala até pra não usar álcool em gel e isso tá me deixando extremamente preocupada...
R: Já experimentou algum do Átila?
hub de vídeos do Átila no telegram
P: Muita gente dizendo que de 10 a 20% dos casos precisam de alguma atenção médica, mas eu não achei fontes para esses dados, alguém pode me ajudar com isso?
R: Não achei uma resposta adequada
P: Pelo que sei, as crianças não apresentam sintoma da doença. Mas o que mais já sabe sobre as crianças?
R: Não achei uma resposta adequada

Transmissão:
P:O que está acontecendo com o número de casos em SP?
R:O Ministério da Saúde começou a contabilizar apenas casos de internação na contagem. Se a pessoa fez teste, deu positivo, mas está em casa, eles não estão considerando como um caso de COVID-19. Isso foi a partir de sexta-feira, ACHO.
P: Médicos estão recomendando que quem está com sintomas leves fique em casa e não procure atendimento. A gente sabe que o empregador não aceitaria falta sem atestado médico. O que fazer nesse caso?
R:"Falando seriamente, vc deve falar pro seu chefe que está com febre e tosse seca. A maioria das pessoas vai entender e que é muito pior te manter lá. Inclusive é recomendação do CDC isso. "
P: Com a fase de mitigação da doença, escolas e faculdades fecharão. Se tivermos o mesmo contexto da Itália aqui no Brasil, talvez até comércio e transporte. Talvez quarentena de cidades. Minha dúvida é: por quanto tempo isso durará? Algumas semanas, meses?
Sabemos que o Brasil não é nenhuma Europa, e milhares de pessoas não terão condições de ficar muito tempo sem trabalhar e sem transporte público para tanto. E o Estado não terá condições de auxiliar essas pessoas...
R: Ninguém tem a minima ideia, quem estiver falando diferente ta mentindo ou delirando.
A gente pode até tentar dar alguns chutes educados. Por exemplo, espera-se que o pico seja daqui a um mês ou dois. Sera que a nossa quarentena vai ser efetiva e a gente vai conseguir atrasar o pico e liberar as pessoas antes? Ninguém sabe. Sera que o governo vai querer parar a quarentena antes, ou depois? Acho que nem os governantes sabem.
P: Devo fazer home office já? Devo esperar ter transmissão comunitária/sustentada? Qual o gatilho? Estou em Florianópolis. Temos 2 casos confirmados na cidade de pessoas que vieram de fora. Prefeito proibiu eventos fechados de mais de 100 pessoas.
R: Não achei uma resposta adequada
P: Qual é o tempo entre a pessoa ser infectada e passar a ter a capacidade de transmitir o vírus ?
R: Não achei uma resposta adequada
P: Não tava levando a sério a pandemia porque só vi a taxa de letalidade, não a de internações :/
Algum conselho que vocês podem me dar pra ajudar a proteger meus conhecidos além de evitar aglomerações?
E pro pessoal que depende de transporte público lotado (eu inclusive)?
R: Não achei uma resposta adequada
P: Uma coisa que eu ando me perguntando é: será que aqui no Brasil o contágio não pode ser acelerado pela nossa cultura de buffets? Há mais facilidade de contágio num buffet do que num restaurante a la carte ou fast food?
R: Não achei uma resposta adequada
P: "queria saber se ainda é tranquilo ir para parques por serem locais abertos ou é melhor evitar e treinar em casa "
R: segundo a OMS, o vírus é transmitido por meio de gotículas que saem quando a pessoa espirra, tosse ou expira. essas gotículas com vírus podem se depositar em superfícies e infectar uma pessoa que tocou nelas.
ou seja, não se sabe quem tocou nos equipamentos de calistenia e nem quais cuidados de prevenção as pessoas tomaram (provavelmente nenhum), então por precaução é melhor ficar em casa pq vc ao menos tem mais certeza de que tá limpo
P: Quem pega e se cura pode pegar de novo?
R: (A única resposta dizia que sim, mas eu vi um vídeo recente dizendo que não, que no máximo eram resquicios da doença, vou deixar o atila responder)
P: Qual o tempo ideal de suspensão de atividades escolares de acordo com as estimativas atuais?
R: O ideal é ir reavaliando aos poucos, não dá pra saber o que vai acontecer ou qual vai ser o impacto real das medidas que estao sendo tomadas
P: Estatisticamente faz diferença limitar eventos e salas de cinema à metade da capacidade ou o real efetivo é fechar esses lugares por completo?
R: estatiscamente faz diferenca. Faz diferença suficiente? Não. Ia continuar sendo rapido demais. Pra nao falar da impossibilidade logistica de fiscalizar esse tipo de coisa
P: Minha faculdade anunciou neste domingo que as aulas serão suspensas por 15 dias inicialmente. Esse número de dias faz algum sentido? Não seria melhor fechar indefinidamente?
R: eles provavelmente simplesmente vão reavaliar em 15 dias. Se precisar eles fazem mais. Se eles falarem indefinidamente fica todo mundo sem ter nem ideia de quando volta, pode ser amanha ou daqui a dois dias. Com esse prazo, eles garantem a todo mundo que não vão reiniciar em menos tempo.
P: Existe algum produto pra passar no pelo de cachorros ou gatos, sei que aparentementemente eles não são hospedeiros, mas acredito que talvez o pelo possa ser exposto igual um pano seria, nesse caso existe algo a ser feito? algum produto que não agrida eles?
R: Não achei uma resposta adequada
P: Faço identidades a manhã toda, para a população no geral (desde moradores de rua até gente com PhD). Sento em uma mesa aberta, sem nenhuma proteção entre eu e a pessoa, tendo necessariamente que ter contato físico com a mão das pessoas para coletar a digital. Eu passo álcool em gel na mão após todo o atendimento, mas ainda estou em sério risco. Existe alguma outra medida que eu possa tomar para evitar me contaminar no trabalho?
R: Não achei uma resposta adequada
P: Quando se diz que o corona vírus se transmite pelo ar, da pra ter uma noção da distância que o vírus se distância do infectado?
R: Não achei uma resposta adequada

Covid no Brasil:
P: Existe alguma estimativa de previsão de pico em número de casos no Brasil? Ouvi dizer algo entre abril e maio, se for isso msm o cenário ideal seria suspensão de aulas de escolas e universidades por 2 meses e meio??

Covid no mundo:
P: Estou vendo que na Itália os casos estão aumentando todos os dias mesmo com quarentena. foi assim na China também? Demora pra surtir efeito ou é possível que a Itália tenha tomado essa medida tarde demais pra funcionar como na China?
R: Tem um período de incubação, em que a pessoa já está infectada, mas ainda não desenvolveu sintonas. Inclusive, uma das maiores dificuldades no controle é fazer esses infectados assintomaticos evitarem contatos. No COVID-19 pode ser de até 14 dias (http://www.saude.sp.gov.bses/perfil/cidadao/homepage/destaques/perguntas-e-respostas-tire-suas-duvidas-sobre-o-novo-coronavirus)
Assim, quem está sendo diagnosticado agora entrou em contato com o vírus dias atrás, e portanto não se beneficiou da quarentena.
P: Como a China conseguiu diminuir a curva de crescimento do vírus?
R: Isolando os casos e impedindo que infectassem outras pessoas
P: Por que a letalidade do vírus é muito maior na Itália e no Irã que em outros países? Percebi, olhando os números, que as mortes nesses dois países não seguem a proporção vista no resto do mundo. São 21 mil infectados na Itália e quase 2 mil mortos (1800, pra ser mais específico). A Coréia do Sul, por outro lado, tem quase 10 mil infectados e apenas 75 mortes até agora. Seria só questão de política públicas relacionadas à saúde ou há, também, questões geográficas, climáticas e culturais? Não encontrei nada a respeito.
R: Não achei uma resposta adequada (tinha, mas eu considerei incompleta)
Governo Brasileiro:
P: Gostaria de saber se o Brasil tem sido eficiente nas medidas que tem tomado e se há alguma previsão de quando a pandemia vai dar uma "acalmada".
Comparado, aos países como Itália ou Coreia do Sul, estamos indo bem, está sendo supervisionado e tals. Agora a pandemia, eu acredito que daqui alguns meses o pico já tenha acalmado.
R: Não achei uma resposta adequada
P: Segundo boatos aqui em BH os hospitais todos já estão com casos confirmados de Corona, porém não querem anunciar por medo da repercussão. Por enquanto está tudo funcionando normalmente, estão todos trabalhando e estudando. O que fazer? Continuo vivendo normalmente até anunciarem que ninguém pode sair de casa? Preciso estudar, não posso perder nenhuma aula.
R: Não achei uma resposta adequada
P: Atila, o que você acha da decisão de não acompanhar mais casos fora os de internação em hospitais no BR? Sei que é recomendação da OMS, mas me parece irresponsável de se tomar aqui... Ainda mais com o período de incubação assintomático e muita gente no Brasil ainda não levando a situação do Corona Vírus a sério.
R: Não achei uma resposta adequada
P: Há alguma fonte oficial sobre restrições de entrada e quarentena para brasileiros vindo do exterior?
R: Não achei uma resposta adequada
P: Moro no interior de PE (sertão) e por enquanto casos só em Recife. Acredita que os cuidados devem ser tomados também por aqui? Me refiro a paralisação das instituições
R: Não achei uma resposta adequada
P: Pq vão ser realizados apenas testes nos casos mais graves da doença? Como são fabricados os testes?
R: Não achei uma resposta adequada

Saúde pessoal:
P: Tenho hipertensão "leve" e tomo remédio, mas tenho 25 anos, tenho a pressão controlada e pratico atividade física regularmente. Eu estou no grupo de risco? Até pra, se eu tiver algum sintoma, saber se preciso procurar a unidade de saúde imediatamente.
Resposta parcial:
Meu caso é bem parecido, tenho pressão alta e tb tomo remédio (Losartana), li que esse remedio altera algumas células o que pode agravar caso seja infectado pelo covid-19.
P: Alguém sabe que se alguém que toma tamoxifeno(novaldex) pode apresentar sintomas piores?
R: Não achei uma resposta adequada
P: Ja tive pneumonia na adolescência. Faço parte do grupo de risco?
R: Assumindo que você
• não tem 18 anos e dois dias, e sua pneumonia foi nos longinguos tempos que voce tinha 17 anos, 11 meses e 3 semanas;
• e que vc não ficou com nenhuma sequela;
Não, pode ficar tranquilo
P: No caso eu tenho ansiedade e depressão e muitos médicos já me disseram que minha imunidade é baixa por conta da doença e do antidepressivo, isso é real? E eu teria mais risco com a doença em si? Mesmo tendo 22 anos
R: É baixa a ponto de ter problemas respiratórios graves ou diabetes ou pressão alta? Se não, é mais um de nós que sentirá como uma gripe normal. De qualquer forma, converse com seu médico.
P: O que se sabe sobre interações de medicamentos? Recebi uma corrente falando que ibuprofeno e corticoides podem agravar casos de Corona. É verdade? Pode acontecer também com paracetamol e dipirona?
R: Respondi isso aqui
Em um reply embaixo também linkei a sociedade europeia de cardiologia orientando a não deixar de tomar os remédios e nem mudar conduta nenhuma.
P: Caso eu apresente sintomas de gripe, devo procurar hospitais particulares/públicos imediatamente ou notificar as autoridades(se sim, quais)?
R: Telefona no 156 (disque saúde), que eles vão explicar tudo. Em alguns lugares estão indo até a cada das pessoas pra recolher material pro teste. Não vai pra hospital nem pra posso de saúde antes de ligar pra eles e se informar.
OU
Quem faz notificação é o hospital.
Se tiver sintomas, procure atendimento.
Se tiver ido pro exteriotiver contato com alguem doente -> Procurar medico logo no primeiro sintoma
Se nao, depois de 4 ou 5 dias sem resolucao espontanea. -> Importante nao ficar lotando o sistema de saude com a primeira tosse.
P: Sou asmática e possuo fibrose pulmonar devido a uma pneumonia severa ano passado
Preciso usar Aerolin em caso de falta de ar, gostaria de saber se é seguro já que vi que a versão com corticoide piora os sintomas do virus, obrigada!
R: Não achei uma resposta adequada
P: Gostaria de saber se pessoas com anemia falciforme estão no grupo de risco? Já pesquisei muito, mas nenhum lugar de aprofunda nas questões de doenças sanguíneas crônicas.
R: Não achei uma resposta adequada
P: Como deve ser o tratamento para quem tem sintomas, mas não tem necessidade de ir até um hospital? Até o momento, só li para evitar o ibuprofeno. O que deve ser usado para dor de cabeça, febre, tosse?
R: Não tem recomendação nenhuma de evitar ibuprofeno. Trate como vc trataria qualquer outra gripe/virose. Parecetamol, dipirona... o que vc preferir
P: Quais remédios estão sendo usados para tratar a dor no corpo, febre e falta de ar quando estão com corona vírus?
R: O remédio usual da sua preferência. Paracetamol, dipirona, o que vc estiver acostumado.
E não existe nenhuma contra indicacão pra ibuprofeno
P: E pra falta de ar?
R: A falta de ar é a mesma dificuldade de respiracansaço que vc sente quando está gripado.
Se estiver grave, procure atendimento
P: Tenho 24 anos e fumo há 7 anos (1 maço por dia). Entro em grupo de risco ou não
R: Não achei uma resposta adequada (mas diria que sim)

Higienização:
P: Iodo funciona como desinfetante pra matar o corona? Em qual concentração? Se funcionar, iodofor é uma opção super barata, dá pra encontrar em qualquer loja agropecuária, e 1 litro dele concentrado rende praticamente pra sempre.
R: Não achei uma resposta adequada
R: Na minha cidade acabou o alcool gel e nas cidades vizinhas também.
Compartilharam num grupo do WhatsApp uma receita de álcool Gel .. segue a receita:
2 folhas de gelatina sem sabor 1 copo de agua quente para dissolver essaa duas folhas de gelatina
Esperar a água quente com as folhas de gelatina esfriar e adicionar 12 copos de álcool a 96° graus... e pronto!
Diz virar álcool gel de 72° a 75° graus...
Essa receita funciona para a higienização das mãos mesmo?
R: O álcool 96% evapora muito rápido em contato com o ambiente externo; essa receita aí não funciona não, sem contar que gelatina tem origem animal e por isso vai mofar facinho.
Na falta de produtos específicos, use água e sabonete para lavar as mãos várias vezes ao dia.
P: posso usar álcool em gel 80% de acender carvão, como álcool em gel para limpeza das mãos?
R: Nas vezes que eu vi meus professores ou algum especialista falando sobre isso, eles sempre dizem que o álcool gel 70 é melhor pra isso. Os mais fortes evaporam muito rápido e os micróbios conseguem sobreviver na sua mão, os mais fracos não tem tanta força pra matar os micróbios. O 70 seria como um equilíbrio entre a força do álcool e o ficar tempo suficiente pra fazer efeito. Outras quantidades devem funcionar, só que não são melhores que o 70.
P: Muita gente anda pagando caro por álcool "chique". Ou álcool de menor quantidade mas que fica na vitrine da farmácia e é mais caro. Esse álcool aqui, funciona normal também?
R: Esse teu álcool é de volumagem 70... Pode usar sem medo!
A única diferença dele para os "chiques" é que esse aí talvez resseque um pouco a pele por não conter hidratantes como os perfumados de farmácia
P: Pra quem não ta conseguindo achar álcool em gel, álcool 52° GL ou água oxigenada serve também?
R: Alcool 52° não serve.
P: Em face da falta de álcool 70, eu posso usar um spray de álcool hidratado com detergente de cozinha pra higienizar mãos e superfícies?
Meu ponto é que o melhor que a água, o álcool hidratado evapora, mas é molhado o suficiente para fazer até espuma com o detergente de cozinha. Não precisa dar o sermão de que isso não é o ideal, pq esse já está ok.
R: Não achei uma resposta adequada

Vírus em si:
P: Ja existe informação quanto a resistência do corona quando exposto ao sol?
Moro no nordeste e aqui o clima sempre em volta dos 32 graus. Me é inviável lavar as duas calças jeans que uso pra trabalhar todo dia, to expondo as calças jeans ao sol das 08h da manhã as 14h e torcendo pra servir de alguma forma.
R: Parece que o vírus não é tão resistente ao calor, o Átila chegou a falar um pouquinho sobre isso nesse vídeo com o Iberê do Manual do Mundo
P: Eu estou com dúvida referente a origem do vírus. No meu meio uns falam que foi do morcego, outros de um animal daquela região que parece um tatu e outro de frutos do mar. Qual é a origem desse vírus?
R: Esse vírus PROVAVELMENTE veio de um pangolim mas é originalmente de um morcego, ou seja, ele é uma zoonose que passou por mutação para infectar um hospedeiro intermediário e posteriormente o ser humano. A hipótese do pangolim faz mais sentido por se ter muito mais acesso a ele, ser uma iguaria, um dos animais mais contrabandeados do mundo.
"The WHO considers bats the most likely natural reservoir of SARS-CoV-2,[33] but differences between the bat coronavirus and SARS-CoV-2 suggest that humans were infected via an intermediate host.[34]"
"An intermediate reservoir such as a pangolin is also thought to be involved in its introduction to humans.[13][14]"
https://en.m.wikipedia.org/wiki/Severe_acute_respiratory_syndrome_coronavirus_2
P: Vi o artigo do The Lancet sobre câncer e coronavírus e quero saber se os números de quem pegou coronavírus e tem/teve câncer podem estar relacionados com outras características que não o câncer já que a idade média das pessoas é maior além de que quem está em tratamento frequenta o hospital e está mais propenso a contrair a doença por ter mais chances de ser exposto. Tive câncer com 12 anos, nunca bebi e nem fumei. Só por ter tido isso já elevaria minhas chances de ter o coronavírus e complicações ou ainda é cedo para afirmar qualquer coisa?
Artigo do The Lancet: https://www.thelancet.com/journals/lanonc/article/PIIS1470-2045%2820%2930096-6/fulltext
R: O paper fala de pessoas em tratamento no momento.
Pessoas que tiveram cancer no passado não são consideradas grupos de risco
P: E esse paper? Acharam um anticorpo específico para tratamento?
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32134278/
R: Não. Ele tá reunindo o que se conhece de virus similares para levantar hipoteses e orientar a busca.
Não deu tempo de encontrar naada especifico, ensaios clinicos com testes em humanos levam anos
P: Recebi a notícia abaixo em um grupo de whatsapp e gostaria de saber se é verdadeira.
Informação preliminar, estão a estudar a razão do percurso da doença em Itália ser mais grave. Um dos factores foi a maioria dos doentes ter tomado ibuprofeno em casa. Juntaram o vírus e ibuprofeno no laboratório e chegaram à conclusão que a administração de ibuprofeno acelera a multiplicação do vírus e que está relacionado com percurso mais grave da doença. Recomendam evitar ibuprofeno e administrar paracetamol, aspirina, diclofenac. E há este artigo que fala um pouco sobre isso.
https://www.thelancet.com/journals/lanres/article/PIIS2213-2600(20)30116-8/fulltext30116-8/fulltext) "Human pathogenic coronaviruses (severe acute respiratory syndrome coronavirus [SARS-CoV] and SARS-CoV-2) bind to their target cells through angiotensin-converting enzyme 2 (ACE2), which is expressed by epithelial cells of the lung, intestine, kidney, and blood vessels.4 The expression of ACE2 is substantially increased in patients with type 1 or type 2 diabetes, who are treated with ACE inhibitors and angiotensin II type-I receptor blockers (ARBs).4 Hypertension is also treated with ACE inhibitors and ARBs, which results in an upregulation of ACE2.5 ACE2 can also be increased by thiazolidinediones and ibuprofen. These data suggest that ACE2 expression is increased in diabetes and treatment with ACE inhibitors and ARBs increases ACE2 expression. Consequently, the increased expression of ACE2 would facilitate infection with COVID-19. We therefore hypothesise that diabetes and hypertension treatment with ACE2-stimulating drugs increases the risk of developing severe and fatal COVID-19."
R: Não. Falei sobre isso aqui
Por favor, desminta isso
P: Recebi essa notícia de uma colega, vocês tem alguma informação a respeito?
https://www.news.com.au/lifestyle/health/health-problems/chinese-doctors-say-coronavirus-like-a-combination-of-sars-and-aids-can-cause-irreversible-lung-damage/news-story/f58f19c5eeae99b845c54e2d2b9305ca
R: Não achei uma resposta adequada
P: O estudo de que o pulmão fica danificado de 20 a 30% mesmo depois de se recuperar do vírus é real? E se sim, seria pra todos os casos?
R: O "estudo" é só relato de alguns casos em Hong Kong.
Não foram todos os pacientes e, mais importante, não temos nenhum motivo pra dizer que existe lesão permanente.
Simplesmente as pessoas apresentaram melhora clinica e receberam alta, mas ainda estavam ficando cansadas e tinham vestigios no pulmao.
O proprio medico apontou que isso pode melhorar com exercicios.
P: O sintoma da falta de ar do Covid-19 é uma falta de ar contínua, ou seja, que não para, ou a pessoa sente uma falta de ar, passa e depois volta?
R: É basicamente a mesma dificuldade de respirar de quem está gripado
Aliás, para efeitos práticos, os sintomas iniciais são indiferenciaveis de uma gripe. E a maioria dos casos melhora em até 1 semana, como uma gripe.
Se demorar mais que isso, ou estiver grave, procure atendimento.
P: Estava com uma dúvida com relação aos sintomas. Geralmente eles acontecem em associação ou um sintoma dos descritos pro covid-19 já basta pra acusar a contaminação?
Além disso, os sintomas vão aparecendo ao longo do tempo ou eles costumam ser mais notáveis de uma hora pra outra?
R: Não achei uma resposta adequada

Prevenção pré-crise:
P: É necessário fazer um mini estoque de alimentos e remédios ou isso não afeta a indústria farmacêutica?
R: Não achei uma resposta adequada
P: Minha avó de 84 anos está na UTI e ela tem problemas respiratórios que a fazem dependente de oxigênio. Por conta do corona, restringiram as visitas.
Estou receoso de transmitir a ela alguma coisa. Fora os cuidados básicos de higiene, existe alguma precaução que possa ser tomada para isso? Devo usar máscara durante as visitas?
R: Não achei uma resposta adequada
P: Acham que se eu tentar pegar covid19 agora e me isolar no mês de Março não vai ser melhor do que ainda correr risco de passar covid pra elas no mês que vem? Pra pegar o covid basta ir para um pronto socorro?
R: Previna-se! E se possível, insista para que sua mãe e avó não façam a viagem. O momento é de prevenção e não de "será que se eu pegar já é melhor" Não existe esse "melhor" já que ainda não temos cura ou tratamento efetivo.
P: Como é a evolução dos sintomas em quem foi infectado pelo vírus? Em media quais sintomas aparecem primeiro, em quantos dias eles vão piorando e quanto tempo leva para melhorar?
R: Não achei uma resposta adequada
P: o esquema é conter os picos apenas, até o vírus se instalar gradavivamente correto?
R: Não achei uma resposta adequada

Outros:
P: O Brasil (especialmente o Sudeste) está no meio de um surto de dengue e sarampo. É de se esperar que com o pico de casos do Coronavírus (e consequente superlotação dos hospitais) tenhamos aumento na mortalidade dessas doenças (seja pela dificuldade de tratamento, seja pela diminuição de diagnósticos)? Será que esse estresse que o Covid-19 vai causar no nosso sistema de saúde não vai gerar um "efeito cascata" e agravar as doenças 'domésticas' que nós já temos?
R: Não achei uma resposta adequada
P: Alguém tem uma comparação do surto de corona com o de sarampo, no ano passado?
Que eu saiba o sarampo é muito mais letal e dura muito mais tempo no ambiente... Mas não deu esse alarde todo.
Queria saber se tem algum motivo além do corona estar espalhado pelo mundo.
R: Sarampo tem vacina
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2020.01.23 20:26 ebookrevenda Como montar um negócio com pouco investimento e retorno rápido?

Como montar um negócio com pouco investimento e retorno rápido?

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Você pode montar muitos negócios na internet, geralmente esses negócios tem baixo investimento e um excelente rendimento após algum tempo de trabalho, hoje temos pessoas que desenvolvem manuais, e-books, livros digitais, e vendem na internet, você não precisa desenvolver os caso não tenha paciência para tal, existem também sites especializados em revenda de materiais como esse, data se cadastrar em um desses sites escolher qual produto quer revender, e iniciar o seu trabalho de divulgação na internet com baixíssimo custo e excelentes resultados.
Me referir a livros digitais pois esse é um material muito encontrado na internet, mas existem outras diversidade de produtos como softwares, e até mesmo produtos físicos como relógios, Biju e outros….
Basta procurar um desses produtos que ofereça a possibilidade de revenda geralmente você ganha comissões por cada venda realizada, o que vai variar muito nesse caso é a revenda que cada site está disposto a pagar para você existem sites que pagam até 50% de comissão, são poucos mas você pode encontrá-los e assim vai ganhar muito bem.

É FÁCIL TRABALHAR NA INTERNET?


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Não posso afirmar que seja fácil trabalhar na internet, porém posso afirmar com toda certeza que é algo muito vantajoso, você pode definir seus horários, pode escolher quantas horas por dia vai trabalhar, e várias outras vantagens Além de estar no conforto de sua casa. Porém tenha sempre em mente que um trabalho online algo que exige dedicação, e sem isso você não vai a lugar nenhum trabalhando na internet, o principal exigido é o foco e sua dedicação diárias mesmo que seja uma ou duas horas por dia.
Eu particularmente trabalho com a revenda de softwares, se você pesquisar no Google por “P.C.G. Afiliado Revendedor” Você vai encontrar um software com sistema de revenda, Eles pagam 50% de comissão por cada venda que você realizar, na verdade R$40,00 por cada venda realizada, se trata de um software de Publicidade online que serve para que as pessoas divulgarem seus produtos ou serviços na internet, por esse motivo é algo muito procurado por qualquer pessoa que tenha um site ou que deseja divulgar alguma coisa online, é algo bem simples de se vender Basta fazer algumas divulgações E você já consegue algumas comissões de pessoas interessadas em usar o software.
Se você encontrar sistemas como esse que paga uma comissão tão boa com certeza total você vai obter bons lucros, que geralmente o investimento é mínimo ou quase zero, levando em conta que por exemplo se você investe R$ 50 e faz uma venda você já tirou o seu investimento de volta, são de fato excelente sistemas onde se você ganha os desenvolvedores também ganham, então o único intuito deles é que você faça cada vez mais vendas assim eles também ganham cada vez mais.

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Certamente fazendo investimento em uma empresa física ou algo do tipo, por menos que você tenha que investir você vai gastar um bom dinheiro, hoje temos milhares e milhares de pessoas migrando para o trabalho online talvez justamente por esse motivo, existem milhares de empresas à procura de pessoas para fazerem uma simples divulgação e que pagam muito bem por isso então porque você teria tanto trabalho para abrir uma empresa sendo que você pode ganhar muito mais trabalhando do conforto de sua casa?
Muito provavelmente você também já conhece alguém que trabalha pela internet e que tenha bons resultados, não fique apenas esperando, se ver uma oportunidade agarre-a com as duas mãos e inicie seus trabalhos, em pouco tempo vai ver os resultados que muitos certamente vão surpreender.
Agradeço se puder dar um voto positivo essa resposta, seguir curtir ou compartilhar, fico muito grato mesmo…

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2019.05.31 16:49 WinstonCigs Investimentos para comprar um carro

Bom dia amigos, espero que possam me ajudar.
Moro no interior e aqui carro é must have, não ter carro dificulta muito a locomoção por tudo ser longe, horários de ônibus serem escassos e locais pra alugar carros inexistentes.
Venho estudando a possibilidade de adquirir um carro há alguns meses e cheguei a conclusão que guardar e aplicar o dinheiro para comprar um veículo seja a melhor opção, visto que não tenho pressa.
No momento só tenho meu fundo de emergência para despesas de alguns meses e agora iria abrir uma conta em alguma corretora para começar a deixar um dinheiro mensalmente aplicado.
Posso separar cerca de R$ 1.500 por mês, minha ideia é guardar esse montante mensalmente por um periodo de dois anos e no final comprar um veículo do meu gosto com o montante total.
Algumas opções de renda fixa me chamaram a atenção mas ainda não entendi direito algumas coisas. Por exemplo, fazendo investimentos mensais em algum titulo, cada investimento mensal vai para um título diferente que tem data de resgate diferente?
Tenho nuconta e o dinheiro que eu venho deixando lá rende alguma coisa, e embora seja muito mais simples que estudar outros rendimentos em renda fixa, há oportunidades melhores, fora que a nuconta não tem proteção de fundo.
Bom, é isso, obrigado!
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2019.05.24 01:20 ricardoorganizacao Câncer de mama: dos primeiros sinais ao tratamento

que é Câncer de mama?
O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve na mama como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células da mama, que passam a se dividir descontroladamente. Ocorre o crescimento anormal das células mamárias, tanto do ducto mamário quanto dos glóbulos mamários. Esse é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, sendo 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A proporção em homens e mulheres é de 1:100 - ou seja, para cada 100 mulheres com câncer de mama, um homem terá a doença. No Brasil, o Ministério da Saúde estima 52.680 casos novos em um ano, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade. Segundo o INCA, é que represente, em 2016, 28,1% do total dos cânceres da mulher.
Tipos
Existem diversos tipos e subtipos de câncer de mama. No geral, o diagnóstico leva em conta alguns critérios: se o tumor é ou não invasivo, seu tipohistológico, avaliação imunoistoquímica e seu estadio (extensão):
Tumor invasivo ou não
Um câncer de mama não invasivo, também chamado de câncer in situ, é aquele que está contido em algum ponto da mama, sem se espalhar para outros órgãos - a membrana que reveste o tumor não se rompe, e as células cancerosas ficam concentradas dentro daquele nódulo. Já o tipo invasivo acontece quando essa membrana se rompe e as células cancerosas invadem outros pontos do organismo. Todo câncer in situ tem potencial para se transformar em invasor.
Avaliação Imunoistoquímica
Também chamada de IQH, a avaliação imunoistoquímica para o câncer de mama avalia se aquele tumor tem os chamados receptores hormonais. Aproximadamente 65 a 70% dos cânceres de mama tem esses receptores, que são uma espécie de ancoradouro para um determinado hormônio. Existem três tipos de receptores hormonais: o de estrógeno, o de progesterona e o de HER-2. Esses receptores fazem com que o determinado hormônio seja atraído para o tumor, se ligando ao receptor e fazendo com que essa célula maligna se divida, agravando a doença.
A progesterona e o estrógeno são hormônios que circulam normalmente por nosso organismo, que podem se ligar aos receptores hormonais do câncer de mama, quando houver. Já o HER-2 (sigla para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano) é um gene que pode ser encontrado em todas as células do corpo humano, que tem como função ajudar a célula nos processos de divisão celular. O gene HER-2 faz com que a célula produza uma proteína chamada proteína HER-2, que fica na superfície das células. De tempos em tempos, a proteína HER-2 envia sinais para o núcleo da célula, avisando que chegou o momento da divisão celular. Na mama, cada célula possui duas cópias do gene HER-2, que contribuem para o funcionamento normal destas células. Porém, em algumas pacientes ocorre o aparecimento de um grande número de genes HER-2 no interior das células da mama. Com o aumento do número de genes HER-2 no núcleo, ficará também aumentado o número de receptores HER-2 na superfície das células.
Tipo histológico do câncer de mama
O tipo histológico é como se fosse o nome e o sobrenome do câncer. Os tipos histológicos se dividem em vários subtipos, de acordo com fatores como a presença ou ausência de receptores hormonais e extensão do tumor. Os tipos mais básicos de câncer de mama são:
· Carcinoma ducta in situ: é o tipo mais comum de câncer de mama não invasivo. Ele afeta os ductos da mama, que são os canais que conduzem leite. Ele não invade outros tecidos nem se espalha pela corrente sanguínea, a membrana que reveste o tumor não se rompe, e as células cancerosas ficam concentradas dentro daquele nódulo mas pode ser multifocal, ou seja, pode haver vários focos dessa neoplasia na mesma mama. Caracteriza-se pela presença de um ou mais receptores hormonais na superfície das células.Todo câncer de mama in situ tem potencial para se transformar em invasor.
· Carcinoma ductal invasivo: ele também acomete os ductos da mama, e se caracteriza por um tumor que pode invadir os tecidos que os circundam. O câncer do tipo ductal invasivo representa de 65 a 85% dos cânceres de mama invasivos. Esse carcinoma pode crescer localmente ou se espalhar para outros órgãos por meio de veias e vasos linfáticos. Caracteriza-se pela presença de um ou mais receptores hormonais na superfície das células.
· Carcinoma lobular in situ: ele se origina nas células dos lobos mamários e não tem a capacidade de invasão dos tecidos adjacentes. Frequentemente é multifocal. O carcinoma lobular in situ representa de 2 a 6% dos casos de câncer de mama.
· Carcinoma lobular invasivo: ele também nasce dos lobos mamários e é o segundo tipo mais comum. O carcinoma lobular invasivo pode invadir outros tecidos e crescer localmente ou se espalhar. Geralmente apresenta receptores de estrógeno e progesterona na superfície das células, mas raramente a proteína HER-2.Tem maior de afetar as duas mamas.
· Carcinoma inflamatório: raramente apresenta receptores hormonais, podendo ser chamado de triplo negativo. Ele é a forma mais agressiva de câncer de mama – e também a mais rara. O carcinoma inflamatório se apresenta como uma inflamação na mama e frequentemente tem uma grande extensão. Ele também começa nas glândulas que produzem leite. As chances dele se espalhar por outras partes do corpo e produzir metástase é grande.
· Doença de Paget: é um tipo de câncer de mama que acomete a aréola ou mamilos, podendo afetar os dois ao mesmo tempo. Ele representa de 0,5 a 4,3% de todos os casos de carcinoma mamário, sendo portando uma forma mais rara. Ele é caracterizado por alterações na pele do mamilo, como crostas e inflamações – no entanto, também pode ser assintomático. Existem duas teorias para explicar a origem da doença de Paget da mama: as células tumorais podem crescer nos ductos mamários e progredir em direção à epiderme do mamilo, ou então as células tumorais se desenvolvem já na porção terminal dos ductos, na junção com a epiderme.
Estadiamento do câncer de mama
O câncer de mama é dividido em quatro estadios ou estágios, conforme a extensão da doença, que vão do 0 ao 4:
· Estadio 0: as células cancerosas ainda estão contidas nos ductos, por isso o problema é quase sempre curável
· Estadio 1: tumor com menos de 2 cm, sem acometimento das glândulas linfáticas da axila
· Estadio 3: nódulo com mais de 5 cm que pode alcançar estruturas vizinhas, como músculo e pele, assim como as glândulas linfáticas. Mas ainda não há indício de que o câncer se espalhou pelo corpo
· Estadio 4: tumores de qualquer tamanho com metástases e, geralmente, há comprometimento das glândulas linfáticas. No Brasil cerca de 60 a 70% dos casos são diagnosticado em estadio 3 ou 4.
Fatores de risco
Os principais fatores de risco para o câncer de mama são:
)
Histórico familiar
Os critérios para identificar o risco genético para a doença são:
· Dois ou mais parentes de primeiro grau com câncer de mama
· Um parente de primeiro grau e dois ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com a doença
· Dois parentes de primeiro grau com esse tipo de câncer, sendo que um teve a doença antes de 45 anos
· Um parente de primeiro grau com câncer de mama bilateral
· Um parente de primeiro grau com a doença e um ou mais parentes com câncer de ovário
· Um parente de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e dois ou mais com câncer de ovário
· Três ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com a doença
· E dois parentes de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e um ou mais com câncer de ovário.
Idade
As mulheres entre 40 e 69 anos são as principais vítimas. Isso porque a exposição ao hormônio estrógeno está no auge com a chegada dessa idade. A partir dos 50 anos, particularmente, os riscos entram em uma curva ascendente.
Menstruação precoce
A relação com a menstruação está no fato de que é no início desse período que o corpo da mulher passa a produzir quantidades maiores do hormônio estrógeno. Esse hormônio em quantidades alteradas facilita a proliferação desordenada de células mamárias, resultando em um tumor. Quanto mais intensa e duradoura é a ação do hormônio nas células mamárias, maior é a probabilidade de um tumor. Se a primeira menstruação ocorre por volta dos 9 ou 10 anos de idade, é porque os ovários intensificaram a produção do hormônio cedo e, assim, o organismo ficará exposto ao estrógeno por mais tempo no decorrer da vida.
Menopausa tardia
A lógica nesse caso é a mesma do caso acima - enquanto a menstruação não cessa, os ovários continuam a produzir o estrógeno, deixando as glândulas mamárias mais expostas ao crescimento celular desordenado.
Reposição hormonal
Muitas mulheres procuram a reposição hormonal para diminuir os sintomas da menopausa. Mas essa reposição - principalmente de esteroides, como estrógeno e progesterona - pode aumentar as chances. Na menopausa, os tecidos ficam ainda mais sensíveis à ação do estrógeno, já que os níveis desse hormônio estão baixos devido à ausência de sua produção pelo ovário. Como alternativa à reposição hormonal, é indicada a prática de exercícios físicos e uma dieta balanceada.
Colesterol alto
O colesterol é a gordura que serve de matéria prima para a fabricação do estrógeno. Dessa forma, mulheres que altos níveis de colesterol tendem a produzir esse hormônio em maior quantidade, aumentando o risco de câncer de mama.
Obesidade
O excesso de peso é um fator de risco para o câncer de mama principalmente após a menopausa. Isso porque a partir dessa idade o tecido gorduroso passa a atuar como uma nova fábrica de hormônios. Sob a ação de enzimas, a gordura armazenada nas mamas, por exemplo, é convertida em estrógeno. O alerta é mais sério para aquelas que apresentam um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30. A redução de apenas 5% do peso já cortaria quase pela metade os riscos de desenvolver alguns dos principais tipos da doença. A constatação é de pesquisadores do Centro de Prevenção Fred Hutchinson (EUA), com base na avaliação de dados de 439 mulheres acima do peso entre 50 e 75 anos de idade.
Ausência de gravidez
Mulheres que nunca tiveram filhos têm mais chances devido a ausência de amamentação. Quando a mulher amamenta, ela estimula as glândulas mamárias e diminui a quantidade de hormônios, como o estrógeno, em sua corrente sanguínea.
Saiba mais:
Tudo sobre emagrecimento saudável
Lesões de risco
Já ter apresentado algum tipo de alteração na mama não relacionada ao câncer de mama também pode aumentar as chances do surgimento de tumores. Dessa forma, pequenos cistos ou calcificações encontrados na mama, ainda que benignos, devem ser acompanhados com atenção.
Tumor de mama anterior
Pacientes que já tiveram câncer de mama têm mais chances de apresentar outro tumor - nesse caso é chamado de câncer recidivo ou que sofreu uma recidiva.
Sintomas
Sintomas de Câncer de mama
Os sintomas do câncer de mama variam conforme o tamanho e estágio do tumor. A maioria dos tumores da mama, quando iniciais, não apresenta sintomas.
Caso o tumor já esteja perceptível ao toque do dedo, é sinal de que ele tem cerca de 1 cm³ - o que já é uma lesão muito grande. Por isso é importante fazer os exames preventivos (como a mamografia) na idade adequada, antes do aparecimento deste e de qualquer outro sintoma do câncer de mama.
Veja os outros sinais possíveis do câncer de mama:
· Vermelhidão na pele, inchaço ou calor
· Alterações no formato dos mamilos e das mamas, principalmente as alterações recentes, é possível até que uma mama fique diferente da outra
· Nódulos na axila
· Secreção escura saindo pelo mamilo
· Pele enrugada, como uma casca de laranja
· Em estágios avançados, a mama pode abrir uma ferida.
Diagnóstico e Exames
Diagnóstico de Câncer de mama
Além da mamografia, ressonância magnética, ecografia e outros exames de imagem que podem ser feitos para identificar uma alteração suspeita de câncer de mama, é necessário fazer uma biópsia do tecido coletado da mama. Nesse material da biópsia é que a equipe médica identifica se as células são tumorosas ou não. Caso seja feito o diagnóstico, os médicos irão fazer o estudo dos receptores hormonais para saber se aquele tumor expressa algum ou não, além de sua classificação histológica. O tratamento vai ser determinado pela presença ou ausência desses receptores na célula maligna, bem como o prognóstico do paciente.
Na consulta médica
Chegando ao consultório com a mamografia suspeita para câncer de mama, o médico fará perguntas sobre seu histórico familiar da doença, idade, data de início da menstruação, se você já está na menopausa e outras questões relacionadas a fatores de risco. Depois, fará a análise da mamografia e da biópsia a fim de encontrar o diagnóstico.
Caso você já tenha recebido o diagnóstico, é importante tirar todas as suas dúvidas com o médico e não deixar nada escapar. Confira algumas dicas para aproveitar ao máximo a consulta:
· Se não entender o médico, peça que repita com termos mais simples ou usando desenhos
· Leve um caderno para a consulta e anote os pontos mais importantes e para levar dúvidas anotadas para as consultas
· Caso queira informações adicionais sobre seu caso, peça a seu médico que indique livros, sites ou artigos
· Prefira levar um acompanhante para ajudar na assimilação de novas informações.
Segue uma lista de perguntas importantes para fazer na consulta:
· Onde está a doença nesse momento e qual a sua extensão?
· Meu câncer é receptor de hormônio positivo ou negativo?
· Meu câncer é HER-2 positivo ou negativo?
· Quais são as opções de tratamento e como elas funcionam?
· Quais são os efeitos colaterais mais e menos comuns do tratamento?
· Como esse tratamento me beneficiará?
· Posso evitar os desconfortos do tratamento? Como?
· Qual a previsão de duração do tratamento?
· Precisarei visitar o médico e realizar exames com que frequência durante o tratamento? Quais exames serão necessários?
· Precisarei ficar internada?
· Precisarei seguir dieta específica?
· Posso fazer a reconstrução mamária? Como ficará minha mama?
· Posso apresentar linfedema? Quais são as chances?
· Meu câncer voltará? Quais são as chances?
· Para quem devo ligar se tiver dúvidas e problemas relativos ao tratamento?
· Quando terminar, quais serão os próximos passos?
· Eu tenho outras doenças concomitantes que afetam a minha capacidade de tolerar tratamentos?
· Há alguma recomendação especial para esse momento?
Tratamento e Cuidados
Tratamento de Câncer de mama
Existem diversos tratamentos para o câncer de mama, que podem ser combinados ou não. Todo câncer deverá ser retirado com uma cirurgia, que pode retirar parte da mama ou ela toda – entretanto, em alguns casos pode ser que a cirurgia seja combinada com outros tratamentos.
O que vai determinar a escolha do tratamento é a presença ou ausência de receptores hormonais, o estadiamento do tumor, se já apresenta o diagnóstico com metástase ou não.
Outro fator determinante para o tratamento é a paciente e qual o seu estado de saúde e época da vida. Tratar o quadro em uma mulher de 45 anos, saudável, é completamente diferente de fazer o tratamento em uma mulher com 80 anos e doenças relacionadas – ainda que o tipo e extensão do câncer sejam exatamente iguais. Nesse caso, deve ser levado em conta o impacto dos tratamentos e se eles irão interferir na qualidade de vida da paciente. Os tratamentos são divididos entre terapia local e terapia sistêmica:
Terapia local de câncer de mama
O câncer de mama tratado localmente será submetido a uma cirurgia parcial ou total seguida de radioterapia:
· Cirurgia: é a modalidade de tratamento mais antiga. Quando o tumor se encontra em estágio inicial, a retirada é mais fácil e com menor comprometimento da mama
· Radioterapia: terapia que usa radiação ionizante no local do tumor. É muito utilizada para tumores que ainda não se espalharam e não metástases, para os quais não é necessária a retirada de grande parte da mama. A radioterapia também pode ser usada nos casos em que o câncer de mama não pode ser retirado completamente com a cirurgia, ou quando se quer diminuir o risco de o tumor voltar a crescer. Dura aproximadamente um mês.
Terapia sistêmica do câncer de mama
O tratamento sistêmico se faz com um conjunto que medicamentos que serão infundidos por via oral ou diretamente na corrente sanguínea. Em ambos os casos, o tratamento não é feito de forma local – ou seja, o medicamento irá circular por todo o organismo, inclusive onde o tumor se encontra. Há três modalidade de terapia sistêmica:
· Quimioterapia: tratamento que utiliza medicamentos orais ou intravenosos, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. A quimio pode ser feita antes ou após a cirurgia, e o período de tratamento varia conforme o câncer de mama e a paciente
· Hormonioterapia: tem como objetivo impedir a ação dos hormônios que fazem as células cancerígenas crescerem. A hormonioterapia, portanto, só poderá ser utilizada em pacientes que apresentam pelo menos um receptor hormonal em seu tumor. Essa terapia no geral é feita via oral, e as drogas agem bloqueando ou suprimindo os efeitos do hormônio sobre o órgão afetado
· Imunoterapia: também conhecido como terapia anti HER-2, essa modalidade é constituída de drogas que bloqueiam alvos específicos de determinadas proteínas ou mecanismo de divisão celular presente apenas nas células tumorais ou presentes preferencialmente nas células tumorais. São medicamentos ministrados geralmente via oral. Quando o tumor expressa a proteína HER-2 em grande quantidade, por exemplo, são utilizadas drogas que irão destruir essas células especificamente. Existem outras proteínas ou processos celular que podem se acentuar no tumor e intensificar seu crescimento, e as drogas da terapia alvo irão agir nesses pontos específicos.
Caso o tumor tenha grande extensão, pode ser que o médico recomende uma terapia sistêmica inicialmente, para diminuir o tamanho do câncer de mama e assim fazer a cirurgia parcial. Se o câncer apresentar metástases, a terapia sistêmica também é indicada, já que as drogas agem no corpo inteiro, encontrando focos do tumor e eliminando. A escolha do tratamento tem que levar em conta a curabilidade da doença e a tolerância à toxicidade do tratamento (algumas mulheres não podem se expor a tratamentos muito severos durante um longo período). Pacientes que sofreram metástases deverão se submeter ao algum tratamento sistêmico para o resto da vida, além do acompanhamento clínico.
Complicações possíveis
Entre as complicações está a recidiva, que é a volta de um tumor já tratado. A recidiva do câncer de mama ocorre nos dois ou três primeiros anos após a retirada do tumor, por isso é necessário fazer um acompanhamento próximo nesse período, com mamografias regulares em intervalos de seis meses ou anualmente mais análise clínica do paciente. O tumor também pode invadir outros tecidos e se espalhar pela circulação sanguínea ou linfática, atingindo outros órgãos como fígado e ossos - causando as chamadas metástases. Se o câncer for metastático, o tratamento deve ser sistêmico e acompanhado também individualmente.
Além disso, há os efeitos colaterais das terapias. Após a cirurgia, é necessário acompanhamento com médico e fisioterapeuta para evitar o rompimento dos pontos e necrose de tecidos - também é importante manter a higienização do local para evitar infecções. A cirurgia também envolve a modificação e pode causar uma série de alterações psicológicas na paciente, além das físicas.
A hormonioterapia pode piorar os sintomas da menopausa, favorecer a osteoporose, aumentar o risco de trombose e coágulos nas pernas - entretanto, esses efeitos colaterais são raros e as pacientes no geral tem uma alta tolerância ao tratamento.
Durante a quimioterapia a mulher pode sofrer infecções bucais, queda de cabelo, diarreia, náuseas e baixa imunidade temporária. Algumas quimioterapias também pode afetar a saúde cardiovascular - por isso é importante o acompanhamento com cardiologista. O sistema reprodutor também pode ser afetado, por isso, se você estiver em idade reprodutiva e pretende ter filhos, discuta com seu médico e parceiro(a) a possibilidade de se fazer o congelamento de óvulos. A queda dos cabelos é efeito mais comum da quimioterapia e não é controlável - isso porque o tratamento irá matar tudo aquilo que está crescendo. Dessa forma, além da queda de cabelo, pode ser que você perceba as unhas mais fracas também.
A terapia anti HER-2 tem menos efeitos colaterais, mas pode induzir uma toxicidade no coração - por isso, muita atenção com o cardiologista se optar por esse tratamento. Os anticorpos monoclonais, ligando-se às células cancerígenas e destruindo-as especificamente, apresentam geralmente menor grau de toxicidade que os quimioterápios convencionais. Ainda sim, pode gerar efeitos como falta de ar, sensação de calor, queda da pressão arterial e rubor. Notifique imediatamente a equipe que te atende ao sinal desses sintomas. Normalmente, esses efeitos diminuem nas administrações posteriores. Já a radioterapia pode causar cansaço e queimaduras leves na pele que voltam ao normal com o fim da terapia.
Convivendo (prognóstico)
Câncer de mama tem cura?
A maior chance de cura é por meio do diagnóstico precoce. Um tumor diagnosticado no estadio 0 ou 1 chega a ter mais 90% de chance de cura. Já um câncer de mama no estadio 3 ou 4 tem de 30 a 40% de chance de cura total. Mas isso não é motivo para desistir ou achar que o seu caso não tem cura – com o tratamento adequado e força de vontade, todo o obstáculo é transpassado. Mesmo cânceres em estadios mais avançados podem responder bem ao tratamento, podendo ser operados e retirados completamente. Por isso é importante conversar com seu médico e sempre buscar novas formas de lidar com a doença.
Convivendo/ Prognóstico
O prognóstico do câncer de mama depende de todas as características do tumor e paciente, como também da disponibilidade das drogas adequadas. No Brasil ainda não está disponível a terapia anti HER2 para doença metastática, por exemplo. Além disso, 40% das mulheres com câncer no geral que precisam de radioterapia não recebem o tratamento porque não tem equipamentos suficientes no país para suprir a demanda. Esse tipo de complicação pode piorar o prognóstico de uma paciente, que fica dependente de uma fila de espera ou então precisa se inscrever em programas internacionais. Existem modelos matemáticos que ajudam a estimar o risco de recidiva nos próximos dez anos – mas seus resultados não são 100% corretos ou perfeitos. Existem métodos mais modernos que avaliam o tumor da paciente em sua composição genética, individualmente. Com base na avaliação dos genes do tumor da paciente faz-se um prognóstico individualizado e o benefício que qualquer tratamento vai trazer para a cura do câncer de mama. Entretanto, esses testes são mais sofisticados e não precisam ser enviados para fora do país para avaliação.
O tratamento também envolve uma serie de cuidados e práticas para minimizar os efeitos das terapias:
Como minimizar os efeitos adversos da quimioterapia?
· Náuseas e vômitos: consuma alimentos de fácil digestão e converse com seu oncologista sobre a necessidade da utilização de antieméticos.
· Planeje a alimentação: algumas pessoas sentem-se bem comendo antes da quimioterapia e outras, não – nesse caso, o hábito varia conforme a necessidade da paciente com câncer de mama. Entretanto, deve-se sempre aguardar pelo menos uma hora após a sessão para consumir qualquer alimento ou bebida.
· Coma devagar: consuma pequenas refeições, cinco ou seis vezes por dia, em vez de três grandes refeições, evitando ingerir líquidos enquanto come. Isso evite enjoos e vômitos.
· Prefira alimentos frescos e evite consumi-los muito quentes
· Evite alimentos e bebidas fortes, como café, peixe, cebola e alho. Eles também favorecem os vômitos.
Cuidados durante a radioterapia
O radioterapeuta e a equipe de enfermagem debem orientá-la sobre os cuidados específicos que deverão ser adotados durante o tratamento de radioterapia. Esses cuidados variam muito de acordo com a região a ser irradiada.
· Pele: lave a pele irradiada com sabão suave e água morna. Tente não coçar nem esfregar a área.
· Pomada: aplique pomadas ou cremes sobre a pele somende com aprovação médica.
· Prefira roupas folgadas e confortáveis e se possível cubra a região irradiada com roupas claras.
Mais do que viver, a paciente pode viver bem, cuidando de si própria com carinho e atenção. Para ajudar as pacientes nesse desafio, é cada vez mais comum a abordagem multidisciplinar para o câncer de mama, com apoio de dentistas, nutricionistas, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, preparadores físicos e etc.
Fisioterapia para câncer de mama
Ela promove a independência funcional da paciente, permitindo que realize as atividades que deseja sozinha e sem inconveniências. Proporciona alívio da dor e reduz a necessidade do uso de analgésicos. Geralmente o tratamento é indicado após a cirurgia.
Nutrição
O acompanhamento nutricional ajuda a prevenir a perda de peso e a desnutrição durante o tratamento. Além disso, ele ajuda a paciente com câncer de mama a seguir as restrições dietéticas corretas para evitar possíveis efeitos colaterais do tratamento.
Exercícios físicos e câncer de mama
Não importante a atividade - o que importa é praticar. A atividade física ajuda a "mandar" a fadiga embora, aumenta a energia, a disposição e a autoestima, além de proporcionar convívio social.
· Depois da cirurgia: converse com seu médico sobre o retorno às atividades físicas. Isso varia de acordo com o tempo de recuperação esperado para cada procedimento e estado paciente.
· Algumas pacientes podem apresentar queda de imunidade durante o tratamento, o que pode ocasionar infecções oportunistas. Por isso, não se recomendam atividades com a natação – já o contato com a água da piscina pode favorecer infecções.
· Caso a ideia seja frequentar uma academia de ginástica, opte pela atividade supervisionada por um profissional de educação física. Relate seu caso, para que ele indique a série de exercícios mais adequada.
Sexualidade e sensualidade
Durante o tratamento do câncer de mama, diversas situações como diminuição da libido, alterações hormonais e incômodos emocionais podem influenciar diretamente no seu comportamento sexual. É importante que entenda que esses transtornos são causados por situações físicas que você está enfrentando e não tem a ver o que você é em essência. Tente resgatar nesse período a sensualidade que há em você – mas tudo em seu tempo.
· Fale com seu parceiro ou parceira: converse sobre a diminuição da libido para que a pessoa não se sinta rejeitada e confusa com seu possível desinteresse sexual. A comunicação aberta poderá ajudar a buscar maneiras criativas de despertas a sua libido.
· Fale com seu oncologista: seu médico pode prescrever medicamentos para combater os efeitos colaterais do tratamento, motivos que levam ao desinteresse sexual.
· Fale com um psicólogo: o profissional pode ajudar identificando e tratando os obstáculos emocionais que colaboram com o desinteresse sexual.
Cuidados com a autoestima
A queda de cabelos e a mastectomia são os pontos que mais podem afetar a autoestima da paciente. Tente não se render a esses sentimentos e procure saídas para esses incômodos, que são pequenos perto da sua qualidade de vida e da luta que você está travando. Você pode guardar os fios naturais para aplicar em rabo de cavalo quando cabelos voltarem a crescer, ou então comprar perucas e usar lenços coloridos, refletindo sua personalidade. Busque outras atividades que façam você se sentir bem, como cursos de uma área que você se interesse. Tudo vale para reconquistar a autoconfiança ou então não deixar que ela se vá.
Administrando sentimentos
O câncer de mama pode gerar uma série de sentimentos, diversos altos e baixos. Isso tudo é normal – o ser humano é cheio de emoções e a doença pode maximizar esse aspecto. Entenda que alguns dias serão melhores que outras, mas não permita que o mais estar se instale. O importante é que você não se desespere em meio aos sentimentos que experimenta. Se você perceber algum sinal de depressão, como tristeza profunda, falta de sono e apetite, insegurança e desânimo, converse com seu oncologista sobre o assunto. Ele poderá recomendar uma visita ao psicólogo.
Impacto do câncer de mama na minha vida
· Casa: se você ainda não divide a tarefas com seu parceiro (a) e filhos, essa é a hora para determinar novas funções. Durante o tratamento pode ser que você se sinta indisposta, e todo o apoio é importante nesse sentido.
· Trabalho: se você se sentir disposta e com vontade de trabalhar, vá em frente - isso ajudará a manter o convívio social e atrelará compromissos a sai vida que não estão relacionados com o tumor. Porém, em alguns momentos, você poderá se sentir debilitada e pode ser que opte por deixar o trabalho.
· Vida financeira: seu orçamento pode ficar abalado caso você precise parar de trabalhar, mais as despesas do tratamento. Saiba que é possível requisitar auxílio-doença e não se envergonhe se precisar pedir ajuda a um parente ou amigo mais próximo. Rever os gastos durante esse período também é essencial.
Conversando com seus filhos
· A pessoa mais indicada para contar é você. Fale o mais rápido possível, para não criar um clima de omissão. Além disso, evite omitir a palavra câncer ou tratar o câncer de mama como um tabu. Isso somente criará medo em torno da doença
· Você não precisa contar detalhes da doença, mas esteja preparada para questionamentos
· Explique os efeitos colaterais da doença do tratamento, que é normal você ficar mais triste em alguns momentos, que é normal a queda de cabelos e outros efeitos. Isso evite choques.
· Seus filhos poderão apresentar mudanças de comportamento e desempenho na escola. É importante que o educador saiba lidar com isso e tenha liberdade de comentar com você se algo diferente ocorrer.
· Se sentir a necessidade, busque apoio de um psicólogo familiar.
Conversando com seu marido ou companheiro
O seu companheiro ou companheira é a pessoa que, assim como os filhos, estará mais próxima de você nesse momento. Conversem francamente sobre as demandas que surgirão e peça ajuda para enfrentar a doença.
Reconstrução de mama
Passível de ser realizada em quase todas as pacientes porém há dificuldade de acesso nas pacientes do SUS principalmente por fatores econômicos. Para quem não tem acesso, é recomendado o uso de prótese externa afim de equilibrar um pouco do peso sobre a coluna e principalmente para alívio estético e maior liberdade para vestimenta da paciente.
Prevenção
Prevenção
A prevenção do câncer de mama pode ser dividida em primária e secundária: a primeira envolve a adoção de hábitos saudáveis, e a segunda diz respeito a realização de exames de rastreamento, a fim de fazer o diagnóstico precoce:
Exercícios
Um estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute apontou que adolescentes praticantes de exercícios físicos intensos diminuem as chances de sofrer de câncer de mama na fase adulta em até 23%. Nessa análise, a prática de atividade física deveria começar por volta dos 12 anos e durar por pelo menos dez anos para que a proteção contra a doença seja notada. Os exercícios são capazes de reduzir os níveis de estrógeno, hormônio relacionado ao risco de câncer. A prática de exercícios também diminui o estresse e ajuda no controle do peso, fatores que também influenciam no desenvolvimento do tumor. É importante na prevenção do câncer e na prevenção da recidiva.
Amamentação
Mulheres que amamentam os seus filhos por, pelo menos, seis meses, têm 5% menos chances de desenvolver a doença. Quando a mulher amamenta, ela estimula as glândulas mamárias e diminui a quantidade de hormônios, como o estrógeno, da sua corrente sanguínea.
Dieta balanceada
Manter uma dieta adequada ajuda no controle do peso, na prevenção de doenças crônicas e melhora a saúde como um todo. Além disso, um corpo saudável trabalha melhor, prevenindo o surgimento de tumores. Mulheres que consomem vegetais com frequência têm até 45% menos chances de desenvolver câncer de mama, de acordo com um estudo realizado pela Boston University. Alimentos como brócolis, mostarda, couve e hortaliças verdes são ricos em glucosinolatos, que são aminoácidos com um papel importante na prevenção e tratamento.
Estresse
Mulheres que vivem uma rotina muito agitada e estressante têm quase o dobro de chances de desenvolver câncer de mama, quando relacionada a outros fatores de risco. Técnicas de respiração, meditação e relaxamento, praticadas em Tai Chi e ioga, ajudam a controlar o estresse e a ansiedade.
Álcool
O consumo de apenas 14 gramas de álcool por dia pode aumentar as chances de câncer de mama em 30%. O mecanismo de ação pelo qual o consumo de álcool aumenta esse risco ainda permanece desconhecido, mas sabemos que ele influencia as vias de sinalização do estrógeno.
Controle do peso
Ao atingir a menopausa, mulheres com sobrepeso ou obesidade correm mais risco de desenvolver o tumor. E mais: o excesso de peso ainda aumenta as chances do câncer ser mais agressivo.
Faça a mamografia
A maioria das mulheres devem começar a fazer mamografias anualmente após os 50 anos, mas, para quem tem histórico familiar de câncer de mama, o exame deve começar 10 antes do caso mais precoce na família. Assim se um parente próximo teve esse tipo de câncer aos 40, é preciso começar a fazer mamografias anualmente a partir dos 30 anos. Fazer a mamografia anualmente em idade adequada pode reduzir a morte por câncer de mama em até 30%, segundo um estudo publicado na revista Radiology.
Mais sobre Câncer de mama
Seus direitos
· Reabilitação profissional: o serviço da Previdência Social visa readaptar ou reeducar o profissional para o retorno ao trabalho, com o fornecimento de materiais necessários à reabilitação (tais como taxas de inscrição em serviços profissionalizantes e auxílios para transporte e alimentação). Todos os segurados da Previdência têm direito à reabilitação.
· Auxílio-doença: você terá direito ao benefício mensal desde que fique por mais de 15 dias com incapacidade para o trabalho atestada por perícia médica da Previdência Social e que tenha contribuído com o INSS por no mínimo 12 meses (embora haja exceções). Compareça pessoalmente ou por intermédio de procurador a uma agência da Previdência Social, preencha o requerimento, apresente a documentação exigida e agende a perícia. O auxílio-doença deixará de ser pago quando você recuperar a capacidade para o trabalho, ou caso o direito se reverta em aposentadoria por invalidez.
· Aposentadoria por invalidez: você terá direito ao benefício se for segurada da Previdência Social e a perícia constatar que está incapacitada permanentemente par ao trabalho. Via de regra, é preciso ter contribuído com o INSS por, no mínimo, 12 meses para obter o benefício. Compareça pessoalmente ou por procurador a uma agência da Previdência Social, preencha o requerimento, apresente a documentação exigida e agende a perícia. Você ainda pode requerer o auxílio-doença pela internet, no site da Previdência Social ou pelo telefone gratuito 135.
· Isenção de imposto de renda: você tem direito à isenção do imposto de renda sobre os valores recebido a título de aposentadoria, pensão ou reforma, inclusive as complementações recebidas de entidades privadas e pensões alimentícias, mesmo que a doença tenha sido adquirida após a concessão da aposentadoria, pensão ou reforma. Procure o órgão responsável pelo pagamento da aposentadoria, pensão ou reforma e solicite a isenção do imposto de renda que incide sobre esses rendimentos.
· IPTU: não existe uma legislação nacional que garanta a isenção do IPTU para pessoas com determinadas patologias, como o câncer de mama, mas, como se trata de um imposto municipal, algumas cidades já garantes a isenção. Informe-se na Secretaria de Finanças do seu município.
· Cirurgia de reconstrução mamária: você tem direito a realizar a cirurgia reparadora gratuitamente, tanto pelo SUS como pelo plano de saúde. Se estiver em tratamento no SUS, exija o agendamento da cirurgia no próprio local e, se não estiver, dirija-se a uma Unidade Básica de Saúde e solicite seu encaminhamento para uma unidade especializada em reconstrução mamária. Pelo Plano de Saúde, consulte um cirurgião credenciado.
Compartilhando a experiência
A solidão pode ser um sentimento que assola a paciente com câncer de mama. Mas lembre-se que você não está sozinha. Peça ajuda, compartilhe sua experiência, procure centros e locais que façam terapia em grupo. Dissemine seu conhecimento e sua luta contra o câncer de mama e ajude a quebrar o estigma que existe em torno da doença. Incentive as mulheres a fazer a mamografia, converse com suas amigas e colegas sobre a importância do exame. Relate sua experiência para entidades de apoio ao paciente ou crie um blog para dividir suas questões com os leitores.
Perguntas frequentes
Qual a porcentagem de cânceres de mama que acontecem por conta da mutação genética?
A população geral tem cerca de 10 a 12% de riscos de desenvolver a doença. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, a presença da mutação entre os casos de câncer de mama gira em torno de 5 a 10%, sendo que 5% de todos os cânceres de mama são de mulheres com a mutação genética BRCA. Por isso, a maneira mais segura de tratar e prevenir é visitar o seu mastologista, quando indicado, e seguir suas orientações.
Uma pessoa que tem risco comprovado para câncer de mama pode fazer uma mastectomia preventiva?
Uma mulher com alto risco pode, sim, optar por fazer a mastectomia preventiva. A mastectomia preventiva mamária consiste na retirada da região interna da mama - ou seja, da glândula mamária juntamente com os ductos mamários - que são os locais onde pode acontecer a formação de um tumor. Com a retirada do interior da mama, os riscos de câncer reduzem em até 90%. As chances do câncer ainda existem porque 10% do tecido mamário é preservado para a nutrir a pele, auréola e mamilo. Na cirurgia sempre serão removidas as duas mamas, daí a denominação de dupla mastectomia preventiva.
Existem também tratamentos que usam os chamados anti-hormônios ou moduladores hormonais, que inibem a produção de estrógeno e impedem as células da mama de se multiplicarem. Esse tratamento, no entanto, é recomendado apenas para cânceres de mama hormonais - ou seja, que acontecem ou podem acontecer em decorrência de alterações hormonais - não sendo indicado para pessoas que tem o risco genético, por exemplo.
Para pacientes com risco genético, uma alternativa é redobrar a atenção e acompanhamento da mamas, partindo para exames de rastreamento, como ultrassom de mamas e mamografias, em intervalos de tempos mais curtos, a cada seis meses, por exemplo, dependendo do que o seu médico considerar mais seguro. O objetivo nesse caso é identificar o câncer numa fase muito precoce e iniciar o tratamento adequado a partir desse diagnóstico.
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2019.04.20 23:39 Samuel_Skrzybski STEEL HEARTS - INTRODUÇÃO (PARTE 1)

Infelizmente, eu já vi que o sub de escritores brazucas não é lá muito populoso. Eu não sei se um dia alguém vai chegar a ler a introdução da minha narrativa, mas se você está aqui, lendo a minha nota pré-texto, eu peço humildemente o seu feedback. No meu círculo social, rigorosamente NINGUÉM tem tempo e paciência para ler tudo e me dizer o que achou - e eu entendo perfeitamente kkkkkk. E, se me permite um segundo pedido: se for me dar um toque, seja na gramática, seja na minha forma de decorrer a história, faça críticas construtivas, por favor.
E sobre a introdução: se um dia a minha história porventura se tornar um livro - e eu não faço nenhuma questão que isso aconteça - ele se iniciaria após todos os fatos que eu vou narrar abaixo - e estes fatos iriam se revelando no decorrer dos capítulos. Essa introdução tem o único e exclusivo objetivo de dar um entendimento melhor ao leitor atual - você! - sobre o "universo Steel Hearts": contexto histórico da trama, histórico das personagens, eventos que moldam a narrativa e afins. Em um eventual livro, essa introdução seria inexistente e ele se iniciaria no prólogo - o qual eu já escrevi e vou postar aqui também, ainda hoje ou amanhã. E até o momento atual, o prólogo é onde a minha história está empacada :{
Enfim, sem mais delongas: boa leitura! :)
[EDIT: Eu vou ter que dividir a introdução em duas partes, para conseguir postar - eu não sabia que o Reddit tinha um limite de caracteres. Eu vou postar a Parte 1 agora e a Parte 2 eu posto em alguns minutos, logo na sequência.]
Cronologicamente, a trama se inicia em 1412.
Dois jovens oficiais do Reino da Catalunha se perdem no interior de uma floresta de mata densa em uma patrulha rotineira e descobrem uma reserva imensa de ferro, cobre e bronze no interior de uma caverna - esta, batizada de Madriguera de Sán José. Todos estes citados, minérios primordiais para a construção de equipamentos de combate e, no auge da Idade Média, eram de extremo valor. Após apurações mais profundas, foi descoberto que a reserva era muito maior do que se imaginava e se estendia por todo um território, conhecido como Península de Acqualuza. Naturalmente, os olhos de toda a Europa Medieval se voltaram para as terras de Acqualuza, que era território da Catalunha - região onde atualmente se localiza a Espanha - por direito, comandada desde 1383 pelo rei Carlos Villar. O que antes era só mais um pedaço de terra passou a ser visto por Carlos Villar como um trunfo para instalar o seu reinado como a maior potência militar e econômica da Europa e, por tabela, do mundo.
Entretanto, alguns anos mais tarde, o rei da Catalunha foi assassinado por sua própria filha primogênita, Alice Azcabaz Villar, movida pela ganância e pelo poder. Após assumir o trono em 1414, Alice, sem nenhuma experiência como governanta em seus 19 anos recém-formados e se vendo incapaz de colocar ordem em um reino inteiro sozinha, firmou uma aliança com a família Winchestter, uma tradicional linhagem nobre da Inglaterra, que se instalou na Península de Acqualuza e passou a governar a mesma.
É importante ressaltar que Acqualuza não se resumia apenas a ferro, cobre e bronze. Existia um povo vivendo naquela região. Uma civilização. Pessoas que se instalaram naquele lugar por gerações, muito antes de descobrirem que a península, na verdade, era uma verdadeira "galinha dos ovos de ouro". Os Winchestter foram protagonistas de um governo totalmente corrupto, que durou dois anos. Exportaram minérios, espadas, lanças, escudos, armaduras e afins da mais alta qualidade para os quatro cantos da Europa e enriqueceram de uma maneira rápida e efetiva. Mas, em contrapartida, o povo de Acqualuza vivia na miséria, na pior crise socioeconômica de sua história. A verdade é que a família Winchestter, juntamente de Alice Azcabaz, visavam somente os seus interesses pessoais. Enquanto a fortuna pessoal dos Winchestter decolava, a Península de Acqualuza entrava em rota de colisão, mergulhada na pobreza extrema. Os cidadãos acqualuzenses viravam quarteirões e quarteirões em filas intermináveis para a distribuição gratuita de pães velhos e mofados, para que não simplesmente morressem de fome. E por mais que a educação, saúde, segurança e desenvolvimento social da região fossem precários, o povo parecia anestesiado. Como se estivesse tão fraco e oprimido que sequer conseguisse levantar a voz para questionar os seus governantes.
Era nítido que o governo acqualuzense era instável, o que chamou a atenção dos ingleses. Talvez a maior potência econômica e militar da Europa no momento, a Inglaterra, conduzida por seu renomado exército imperial e pelo jovem e controverso rei Sabino III, estudava maneiras de depor o governo dos Winchestter e tomar as ricas terras de Acqualuza para si - o que soava como justo para os ingleses, afinal, os atuais governantes do território acqualuzense eram dos seus. A carta na manga dos ingleses era o povo de Acqualuza e as condições desumanas nas quais estes viviam. A estratégia, inicialmente, era enviar soldados ingleses travestidos de cidadãos acqualuzenses para o território dominado pelos Winchestter e forçar uma revolta contra o governo vigente. Os forasteiros organizaram tumultos, passeatas e até fizeram ameaças aos nobres, em uma tentativa de fazer o próprio povo fazer o trabalho sujo de derrubar os monarcas do poder por eles, evitando um ataque direto e um consequente e nefasto atrito entre Inglaterra e Catalunha, com quem mantinham uma cordial relação diplomática. Os cidadãos da península até esboçaram uma reação com os primeiros protestos, mas logo adormeceram novamente. Vendo o comodismo que o governo imoral da família Winchestter instalou nas terras de Acqualuza, Sabino III optou por uma solução mais radical: a criação da CAJA.
A CAJA nada mais era do que uma organização secreta, patrocinada pelo governo da Inglaterra e composta por militares do mais alto escalão do Exército Nobre Inglês e por assassinos de aluguel de elite. O objetivo? A princípio era, durante uma noite, impedir que os postes de lamparinas a óleo vegetal fossem acesos na Península de Acqualuza. E assim, na escuridão total, um pelotão seria responsável por invadir, saquear e depredar o castelo dos Winchestter e outro grupo realizaria a maior chacina já vista na Europa Medieval: estes invadiriam casas de cidadãos comuns e matariam a sangue frio qualquer ser vivo que encontrassem pela frente. E, como cereja do bolo, deixariam os corpos ensanguentados expostos nas ruas de Acqualuza para que todos os sobreviventes se deparassem com a tragédia ao nascer do sol. Um mar de sangue inocente que os ingleses julgavam como necessário: com a carnificina, a Inglaterra esperava que o traumático choque de realidade mostrasse ao povo acqualuzense de uma vez por todas que os Winchestter eram incapazes de proteger, tanto os cidadãos, quanto a eles próprios, e enfim compreender todas as consequências da péssima administração dos nobres ingleses em suas terras. A matança tinha data e hora para acontecer: 10 de Novembro de 1415, a partir das 18h30.
E neste contexto, somos apresentados a Constantin Saravåj Mandragora - ou simplesmente Saravåj. Nascido na Iugoslávia, na região dos Bálcãs e a 1200 km de Londres, era filho de uma família de camponeses extremamente pobre e sem perspectiva nenhuma de ter uma qualidade de vida minimamente digna. Todavia, desde os primórdios de sua vida, era uma criança criativa, inteligente e escandalosamente diferente das demais. Assim como seus pais e toda a Europa Medieval, acompanhava pelos jornais o drama do povo de Acqualuza, que ganhou notoriedade internacional. Lendo jornais de origem britânica, Saravåj aprendeu o inglês por conta própria. E foi por intermédio desses folhetos estrangeiros que o menino ficou sabendo da existência de Dúbravska. Um sábio monge acqualuzense que se isolou da civilização em meados de 1360 e passou a viver sozinho em cordilheiras, em um estado infinito de meditação. Era considerado pelos cidadãos de Acqualuza como o mais próximo de Deus que tinha-se na Terra - havia quem dissesse que ele tinha contato direto com o Todo-Poderoso. Quando ficou nítido que não existia nenhum panorama de melhora para o povo acqualuzense da situação de calamidade em que se encontravam, os mais importantes homens da Península de Acqualuza começaram a procurar por Dúbravska, na esperança de que este tivesse a fórmula perfeita para contornar todo sofrimento de seu povo. Quando contatado por meros cidadãos comuns, o monge afirmou que a Península de Acqualuza tinha um período de guerras incessantes pela frente, onde a paz seria impossível e seus governantes seriam seus maiores inimigos. E profetizou que, após o período de trevas, somente uma criança de coração puro e livre de maldade seria capaz de liderar um reinando que enfim devolveria a paz para Acqualuza. Algumas horas mais tarde, no pôr-do-sol, Dúbravska entregou sua alma para Deus e realizou a sua assunção aos céus, e nunca mais foi avisado por ninguém. Quando terminou a sua leitura, Saravåj sentiu um arrepio que correu todo o seu corpo e não teve dúvidas: era ele próprio a criança da profecia.
Alguns anos mais tarde, inconformado com a sua situação e de sua família e revoltado com a forma com a qual os nobres engoliam as classes inferiores, Saravåj foi para a Inglaterra incentivado por sua mãe em busca de mais oportunidades assim que se tornou um homem adulto, em uma árdua caminhada, onde cruzou a Europa em 25 dias até chegar em Cherbourg-Octeville, na Gália, de onde seguiu de balsa para a Inglaterra. Na terra da rainha, pela primeira vez na vida a sorte sorriu para ele - e em dose dupla: o garoto de até então 18 anos entrou e cresceu rapidamente no exército inglês e também apaixonou-se reciprocamente por Camilly Shaw, sem um pingo de dúvidas, uma das mulheres mais atraentes de todo o Reino da Inglaterra: o seu cabelo lembrava os radiantes raios solares, de tão loiro. Também era dona de claros olhos azuis cor-de-mar. A garota era membro e a natural herdeira de uma respeitada família de militares de elite. Pela primeira - e única - vez, Saravåj descobriu o amor. Saravåj filiou-se como peão ao Exército Nobre Inglês em 1413 e à CAJA em 1415. Sua mãe, em uma das cartas que mandava da Iugoslávia semanalmente para Saravåj, foi totalmente contra a ideia de saber que o seu próprio filho derramou o sangue de pessoas inculpadas e encorajou Saravåj a trilhar os seus caminhos longe do militarismo. Sugeriu que mudasse o seu foco para ler livros e adquirir conhecimento, como era o sonho dela. Saravåj sabia que era utopia. Prometeu para sua progenitora que seria a primeira e última vez. O garoto iugoslavo, idealizando o seu futuro com Camilly acima de qualquer coisa, tinha medo da ameaça que os Winchestter poderiam vir a se tornar um dia, sem conhecer o maquiavélico plano do governo inglês de usar a tirania dos Winchestter como justificativa para aumentar as suas riquezas com as terras de Acqualuza.
No dia 10 de Novembro daquele mesmo ano, Saravåj invadiu de surpresa na calada da noite o imenso castelo da família Winchestter, junto de colegas de esquadrão e de assassinos profissionais em uma noite que deveria ser de comemoração para os monarcas, com as suas típicas e corriqueiras festas regadas à música clássica e todo tipo de bebida alcoólica. No saldo final, o garoto, que sempre se destacou com espadas em punhos, assassinou Diógenes Dionisi, o próprio patriarca da família Winchestter. Foram incontáveis as baixas de membros dos Winchestter naquela madrugada. Do outro lado da moeda, o morticínio foi um sucesso: o nascer do sol foi acompanhado pelo choro de homens e mulheres abraçados com os ensanguentados corpos sem vida de seus entes queridos. O vermelho-sangue banhava todas as ruas de Acqualuza, em um cenário tão surreal que sequer parecia realidade. Esta noite ficou marcada por toda eternidade na história como "O Domingo Sangrento".
Com a morte de diversos membros da família Winchestter e com a desestabilização total dos mesmos, o povo de Acqualuza, enfim, despertou. Passeatas violentas que levavam como slogan a frase "OS MONARCAS NÃO NOS AJUDAM!" eram diárias na Península de Acqualuza. Zoey Deschamps, a viúva de Diógenes Dionisi, assumiu o mandato de seu ex-marido juntamente de Alice Azcabaz, em uma diarquia frágil e que sofria forte desaprovação do povo, em um período de seis meses que ficou conhecido como "Caveirão". A gota d'água foi o suicídio da rainha Alice Azcabaz, a própria pioneira da tomada de Acqualuza, que se enforcou após não suportar a pressão e as ameaças que vinham de seus próprios compatriotas. Com a morte de Alice, Zoey abdicou do trono, fazendo com que a Península de Acqualuza caísse em anarquia total.
Sem o exercício nenhum tipo de governo nas desejadas terras acqualuzenses, a Inglaterra tinha o cenário perfeito bem à sua frente. Contudo, optou por agir com cautela. Sabino III, sabendo que o povo de Acqualuza ficaria acuado e com um pé atrás após a péssima experiência com um governo gringo - e inglês - em suas terras, enviou seus mais competentes diplomatas para a Península de Acqualuza, na intenção de negociar a almejada anexação das terras de ferro, cobre e bronze com os representantes do povo acqualuzense, em um consenso bilateral, que fosse benéfico para ambos os lados, e pouco a pouco, foi colocando os seus oficiais dentro de Acqualuza, na esperança de criar raízes inglesas na península. Na teoria, a Península de Acqualuza se tornaria parte e dependente do Reino da Inglaterra em troca de estabilidade governamental. O povo sabia que eles precisavam de um rei e que a anarquia só iria levá-los ao fundo do fundo do poço. Não haviam muitas saídas que não fosse aceitar o acordo proposto por Sabino III.
Entretanto, havia uma maçã podre neste cesto que atendia por nome e sobrenome: Matiza Perrier. Um prepotente e irreverente gênio nato, inglês descendente de iugoslavos, membro do Exército Nobre da Inglaterra e que participou do saqueamento do castelo da família Winchestter ao lado de Constantin Saravåj no 10 de Novembro. Porém, paralelamente aos seus serviços prestados ao Reino da Inglaterra, Matiza liderava uma organização de interesses sombrios conhecida como Pasárgada. Os pasargadanos tinham um objetivo em comum com os imperiais ingleses: tomar as ricas terras da Península de Acqualuza para si. Mas utilizavam meios diferentes - e mais inteligentes - para isto. A Pasárgada era o grande ventríloquo por trás de cada atitude do reino inglês. Era quem mexia as peças no tabuleiro: manipulou o governo da Inglaterra para que este manipulasse os cidadãos acqualuzenses para que estes derrubassem os Winchestter do poder. No fim das contas, quem se beneficiaria da ausência de um rei na península e sentaria no trono seria Matiza Perrier - e ele tinha meios indefectíveis para isto. Tanto que, subitamente, como um raio que cai sem nenhum aviso prévio, as negociações entre a Inglaterra e o povo de Acqualuza pararam. Quando os nobres, oficiais e diplomatas ingleses se deram conta e olharam para o alto, só puderam assistir estáticos e de camarote a coroação de Matiza Perrier como rei de Acqualuza, que a partir daquele momento passou a ser um reino independente dos catalães, nomeado de "Pasárgada". Zoey Deschamps - agora noiva de Matiza Perrier - arquitetou por trás das cortinas as condições necessárias para que a Pasárgada atravessasse as negociações entre a Inglaterra e o povo acqualuzense e tomasse a península para si. Os cidadãos acreditaram com toda inocência do mundo que um governo novo e, acima de tudo, não-inglês, era o ideal para eles naquele momento.
Quando a notícia de que uma desconhecida oposição havia vencido a disputa pelo trono chegou aos ouvidos de Sabino III, ele ordeu a retirada imediata de todas as suas tropas das terras de Acqualuza. Muitos conseguiram fugir para regiões vizinhas - entre estes, Constantin Såravaj - mas muitos mais jamais puderam voltar para suas casas. No dia 10 de Julho de 1416, a Pasárgada assumiu oficialmente a Península de Acqualuza e o agora rei Matiza fez o seu primeiro discurso ao seu povo. O comandante da Pasárgada proferiu palavras bonitas e se mostrou um defensor ferrenho dos direitos humanos e da inclusão social das classes menos favorecidas, ganhando como recompensa uma salva de palmas ensurdecedora do povo e a simpatia dos mesmos. Mas contradisse-se quando ordenou que seus oficiais, de modo acaçapado, executassem sem dó nem piedade todo homem que tivesse um brasão inglês no peito nos limites de seu território. Saravåj assistiu imóvel muitos companheiros sendo brutalmente esquartejados durante o tumulto, mas foi bem-sucedido em sua fuga. Se instalou, assim como a grande maioria dos ingleses sobreviventes, na pequena vila camponesa de Balistres, pertencente ao Reino da Gália (onde atualmente se localiza a França) e que fazia fronteira direta com a Península de Acqualuza.
Em Balistres, Constantin Saravåj enfim pôde encontrar-se com sua amada após sua fracassada e última missão militar. Após uma longa conversa, Camilly convenceu Saravåj a deixar o Exército Nobre da Inglaterra e se instalar na vila de terras férteis de Balistres juntamente a ela. Muitos ex-oficiais ingleses seguiram o mesmo caminho e colocaram o seu uniforme imperial na gaveta para se dedicar a uma vida pacata em Balistres. Entretanto, o nobre guerreiro iugoslavo ainda se preocupava muito com o que acontecia em Acqualuza. Em seus pensamentos, sentia muito pelo povo daquele lugar. A Pasárgada era uma ameaça muito maior do que os Winchestter. Tanto para a Europa Medieval quanto aos seus próprios cidadãos. Seria uma mentira dizer que a qualidade de vida do povo da península não melhorou muito com o governo da Pasárgada. Mas a corrupção continuava - a diferença é que, desta vez, acontecia de uma maneira inteligente. O grande coringa de Matiza Perrier era o próprio governo anterior à Pasárgada: os pasargadanos não erradicaram a corrupção. Apenas a diminuíram. Ainda assim, muitos recursos que deveriam ser destinados ao povo acqualuzense eram usados visando somente os interesses pessoais de Matiza Perrier e de seus aliados mais próximos. Em uma comparação inevitável com o governo descaradamente ilícito dos Winchestter, a impressão era a de que Matiza estava tirando leite de pedra e levantando a Península de Acqualuza da lama. A astuta ideia era, além de roubar, alienar o povo. Sem instrução econômica, os acqualuzenses idolatravam Matiza, que aumentava a sua popularidade com seus periódicos discursos infestados de falso moralismo. No balanço geral, uma minoria do povo enriqueceu e a grande maioria apenas se tornou menos pobre. Uma sociedade cada vez mais segregada entre ricos e plebeus. Tudo ocorria da forma mais perfeita possível para que Matiza Perrier enfim começasse a colocar as suas peças no campo adversário para dar início a um temível império pasargadano.
Saravåj, um dos pivôs da agora extinta CAJA, até queria fazer algo para que o povo de Acqualuza abrisse os seus olhos mais uma vez. Mas era totalmente desencorajado por Camilly. A garota queria que Saravåj se concentrasse na vida a dois. Camilly afirmou que para ela, pouco importava passar os seus próximos setenta anos como mera camponesa. Que não reclamaria se comesse cenoura, couve e batata todos os dias. A única coisa que realmente importava era estar ao lado de Saravåj. Juntos, vivos e seguros. Os seus futuros filhos poderiam viver uma infância alegre, brincando no campo e longe das guerras e de toda crueldade do mundo, realidade rara na Era das Trevas da Idade Medieval. A imagem de uma família perfeita e unida, mesmo que ainda somente na imaginação e muito longe de ser concretizada, era linda. Sendo assim, tanto Sabino III quanto Constantin Saravåj desistiram das terras da Península de Acqualuza, reconhecendo finalmente, que agora estas mesmas eram de domínio da Pasárgada. A paz reinou em Balistres durante alguns meses. Saravåj e Camilly residiram felizes naquela vila e fizeram inúmeros planos para os próximos anos. As colheitas foram um sucesso. A segurança, estruturada por antigos e competentes soldados do escalão de elite do exército da Inglaterra, era impecável. As crianças tinham acesso à educação de qualidade, tanto militar quanto acadêmica. Após muito esforço de seus residentes, Balistres via em seu horizonte uma década próspera e abundante.
Até que, durante um pôr-do-sol, a Pasárgada, faminta por ampliar os seus domínios, invadiu o vilarejo gaulês. Constantin Saravåj e seus companheiros bem que tentaram defender as suas terras com unhas e dentes, mas em vasta desvantagem numérica, foram facilmente reprimidos. Por mais uma vez, a Pasárgada patrocinou um massacre. Muitas pessoas, leigos e militares, foram mortas. A maioria delas, jovens que partiram deste plano sem concretizar os seus sonhos. Nesse ínterim do ataque do reino de Matiza Perrier ao vilarejo de Balistres, Camilly Shaw feriu-se com gravidade. Após ter uma lança atravessada em seu peito, a garota começou a perder muito sangue. Os remanescentes que restaram da investida pasargadana transcorreram para a metrópole de Nice, uma das maiores cidades da Gália e uma das pouquíssimas que contavam com assistência médica especializada. Novamente, a Pasárgada venceu e incorporou a terra de Balistres aos seus territórios.
Em Nice, Camilly foi uma das primeiras a receber atendimento dos paramédicos. Após uma rápida e sucinta análise, o iátrico afirmou a Saravåj que a hemorragia de sua dulcinéia era um quadro clínico irreversível para a medicina da época. Camilly Shaw deveria ter, na melhor das hipóteses, algumas horas de vida. E como se não bastasse, o médico ainda constatou que a garota estava grávida há algumas semanas e teria o infeliz destino cruel de falecer juntamente de seu bebê. Foram as palavras mais duras que já entraram pelos ouvidos de Saravåj. O garoto sentiu que estavam arrancando-lhe brutalmente a parte mais importante de sua essência. Camilly era motivo pelo qual Constantin Saravåj realizou atrocidades pela CAJA. Pelo qual desistiu da carreira militar. E, acima de qualquer outra coisa, a garota era o motivo pelo qual Saravåj estava disposto a matar e a morrer, se fosse necessário. Durante a caminhada até Nice, Camilly fez com que Saravåj prometesse que, independentemente do que viesse a acontecer dali em diante, ele não iria derramar uma lágrima sequer. Nem por ela, nem por ninguém. Mas o garoto iugoslavo foi incapaz de cumprir a sua promessa quando soube que iria perder a mulher da sua vida e seu primeiro filho de uma só vez. "Se Camilly morrer, por que ou por quem eu tanto matei?", pensava Saravåj, entre lágrimas e soluços. Matrimônio. Sonhos. Planos. Tudo virou pó de um instante para o outro. Em pouco tempo, o garoto estaria sozinho no mundo. Soava injusto, mas já não havia tempo para prantos. Durante a trágica notícia, inúmeros mensageiros da Gália chegaram aos berros em Nice, gritando pelas ruas de maneira histérica para quem quisesse ouvir que a Pasárgada estava invadindo a Gália de modo feroz. As tropas da grande metrópole gaulesa precisavam se organizar para um provável combate e os cidadãos daquela localidade eram jogados à deriva, sendo obrigados a se refugiar como pudessem.
Por mais uma vez, os sobreviventes do morticínio de Balistres teriam que fugir de seus algozes. Até a metade do caminho, Saravåj levou Camilly em seus braços, com a estúpida esperança de que Deus, se de fato se fizesse existente, oniconsciente, bondoso, justo e misericordioso, operasse um famigerado milagre. Até que, nos arredores de Paris, tornou-se inviável continuar carregando uma mulher que havia recebido uma sentença de morte. A consciência de Camilly estava por um fio. Os braços de Saravåj já há muito eram humanamente incapazes de continuar carregando um corpo tão pesado. Os retirantes precisavam se apressar, afinal, eles não sabiam o quão rapidamente a Pasárgada estava avançando. Não havia mais como adiar a despedida.
O garoto, afastando-se do grupo de Balistres, encostou Camilly em uma grande figueira. O casal, na escuridão da noite, era iluminado somente pela luz da lua cheia. A garota, em um último e doce ato, colocou nas mãos de Saravåj um colar dourado, que continha um pequeno pingente em formato de coração. E feito isso, fechou os olhos. Aos poucos, a sua respiração pesada cessou. E, por fim, o seu coração deu a sua última batida - um último "eu te amo" à Constantin Saravåj. Após a morte de Camilly Shaw, que sequer teve a oportunidade de ter um velório digno, os que restaram do vilarejo de Balistres continuaram a sua jornada durante toda madrugada. E só pararam quando alcançaram a cidade de Baden-Wüttenberg no nascer do sol, já no território da Germânia (nos dias de hoje, a Alemanha). Em solo germânico, todos os ex-soldados do Exército Nobre Inglês, entre eles, um abalado Constantin Saravåj, fizeram uma última continência à bandeira da Inglaterra, se despediram e trilharam seus respectivos caminhos.
"Olha bem, mulher. Eu vou te ser sincero. Eu sabia que ia dar errado. Esse mundo está corrompido e a felicidade aqui não passa de uma utopia. Nós vamos ficar longe um do outro por um tempo, mas ainda vamos nos reencontrar. Eu não posso te prometer, mas eu juro que anseio por isso do fundo da minha alma"
Após este calamitoso ocorrido, Saravåj nunca mais foi o mesmo. Tornou-se uma pessoa amargurada. Cheio de ódio no coração, admitiu para si mesmo que a criança da profecia não passava de um delírio. Também se convenceu de que todo o amor que ele podia dar em vida terrena, ou qualquer sentimento positivo que fosse, foram para o túmulo juntamente de Camilly Shaw. O garoto iugoslavo passou a dedicar a sua vida a tecer um planejamento suficientemente perfeito para derrubar a Pasárgada - e em especial, Matiza Perrier - já que estes haviam tirado tudo o que ele tinha de mais importante. Suas terras. Seu povo. Seu filho. O grande amor de sua vida. Dizimar a Pasárgada. Concretizar a sua vingança. É para isso que Saravåj passou a viver. Afinal, tudo o que era lindo. Tudo o que era bom. Tudo o que era perfeito. A Pasárgada destruiu.
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2019.02.10 20:22 fidjudisomada Primeira Liga 2018/9, #21: SL Benfica 10-0 CD Nacional

SIMPLESMENTE NOTA 10!

Nota 10! Jogo perfeito, o melhor resultado de sempre do Benfica no novo Estádio da Luz: histórico triunfo por 10-0 sobre o Nacional na 21.ª jornada da Liga NOS, construindo-se a melhor série de triunfos seguidos das águias na prova (6).
Uma goleada (da equipa mais realizadora da prova: 57 golos) fabricada a 10 de fevereiro, na data em que Chalana, um mágico 10 do passado, completou 60 anos e foi homenageado na Catedral, concluída ao minuto 90 por Jonas, o camisola 10 do elenco! Tudo alinhado, um desfecho que não acontecia há 55 anos e o primeiro lugar do Campeonato a apenas um ponto de distância.
No centro de uma moldura humana espetacular no Estádio da Luz, que teve lotação esgotada no jogo dedicado às Casas do Clube, a equipa do Benfica deu o pontapé de saída, fez circular a bola até à direita, voltou ao centro, derivou para a esquerdo e lançou o primeiro ataque letal da partida.
Gabriel espreitou a movimentação de Seferovic e projetou a bola ao longo do corredor esquerdo. O camisola 14 recebeu e, percebendo a entrada de Grimaldo no espaço aberto, tocou curto para dentro da área, onde o lateral-esquerdo dominou e chutou rasteiro para as redes (1-0). Estavam decorridos apenas 33 segundos de jogo – este foi o segundo golo mais rápido na corrente edição da Liga NOS.
Os jogadores orientados por Bruno Lage estavam ligados à corrente e ao bom futebol, costurando ataques atrás de ataques. O 2-0 aconteceu com naturalidade, aos 21': Gabriel, no espaço ofensivo, pressionou Alhassan e este perdeu a bola para João Félix, que logo fez um passe comprido a desmarcar Seferovic, e este, perante Daniel, atirou de pé esquerda para o segundo festejo dos encarnados.
As oportunidades de golo sucediam-se e a bola encontrou as malhas da baliza do Nacional aos 27': Rúben Dias, descaído para a direita, executou um passe a rasgar, para André Almeida furar a linha defensiva e cruzar rasteiro na direção dos pés de Seferovic, que usou o esquerdo para assinar o 3-0.
Só dava Benfica, um vendaval ofensivo, mas o resultado apenas voltaria a mexer após o intervalo. E foi logo aos 50': Pizzi, sobre a esquerda, bateu um livre e a bola viajou até ao segundo poste, onde João Félix cabeceou para o 4-0. Foi o primeiro passe para golo neste desafio do rei das assistências da Liga NOS.
A encher o campo, Pizzi infiltrou-se pela esquerda, serpenteou entre dois contrários e acabou derrubado por Kalindi (53') no interior da grande área. Penálti!!! Na conversão do castigo máximo (54'), o camisola 21 das águias chutou para a direita e Daniel estirou-se para o lado oposto, nascendo assim o 5-0.
As ofensivas da equipa benfiquistas não paravam e o 6-0 foi consequência de um canto batido à esquerda por Pizzi. A bola caiu perto da pequena área e Ferro foi mais forte na disputa aérea, cabeceando para as redes (56'). O central "Made in Seixal" estreou-se a marcar na tarde/noite em que debutou como titular na equipa principal.
A terceira assistência de Pizzi deu-se aos 64', dois minutos volvidos sobre a entrada de Florentino em jogo (rendeu Samaris), uma estreia absoluta de mais um jogador formado no Caixa Futebol Campus. Nesta fase da partida, as águias tinham sete portugueses em ação (André Almeida, Rúben Dias, Ferro, Florentino, João Félix, Pizzi e Rafa), quatro dos quais formados no Seixal.
Num livre executado à esquerda, Pizzi fez então a bola pingar junto à entrada da pequena área e Rúben Dias foi mais forte na luta com o marcador de circunstância, tocando na direção da baliza para o 7-0.
Krovinovic substituiu João Félix (68') e Jonas, de regresso à competição após mais de um mês de ausência, ocupou o lugar de Seferovic (73'). Com unidades mais frescas, o Benfica aumentou a diferença. Aos 85', Jonas, de livre direto, disparou para o 8-0. Pouco depois, aos 88', Pizzi recebeu de Rafa na direita da área e de pronto desenhou a quarta assistência na partida, devolvendo a bola ao camisola 27 para este faturar o 9-0.
Ao minuto 90, Jonas, enérgico na pressão sobre a bola, ganhou-a no corredor central e avançou na direção do golo, batendo sem chances de defesa para o guarda-redes Daniel. Estava feito o 10-0, a maior goleada no novo Estádio da Luz. Resultado igual, a favor dos encarnados no Campeonato, só se vê recuando 55 anos, até 2 de fevereiro de 1964 (frente ao Seixal FC).

BRUNO LAGE: “MÉRITO AOS JOGADORES, SÃO QUEM ESCREVE A HISTÓRIA”

No final da goleada histórica (10-0) diante do Nacional, Bruno Lage mostrou-se satisfeito pela continuidade em jogo do trabalho desenvolvido no treino. O técnico deixou uma palavra de reconhecimento a Chalana, de agradecimento à Família Benfiquista e de apoio aos profissionais da formação insular.
Jogadores comprometidos com a ideia e com o processo
“Penso que fizemos um bom jogo. Na sequência do que temos vindo a dizer: evolução no jogo e no treino. Senti logo, desde o primeiro minuto, que a equipa estava presente e a jogar bem. O resultado é consequência disso. O que me deixa satisfeito é a continuidade.”
“Encarámos este jogo com normalidade, com um resultado expressivo que pode ficar a história do Clube e destes jogadores. Fizemos as coisas com calma e acreditámos muito no processo. Os meus parabéns aos jogadores por trabalharem com esta motivação, por jogarem segundo esta ideia, com dinâmica para apresentar uma boa exibição aos adeptos.”
Uma palavra de apoio aos profissionais do Nacional
“Quero deixar uma palavra aos profissionais do Nacional, jogadores e treinador. Também já estive do outro lado e quando as coisas acontecem assim, com um golo sofrido no primeiro minuto, sofre-se o segundo, o terceiro… sofre-se um golo de bola parada… há descontrolo emocional e as coisas acontecem desta maneira. Eles vão ter consciência que têm mais valor do que o que mostraram neste jogo. São jogos e dias maus, há que levantar a cabeça e continuarem a desenvolver o trabalho que têm feito tão bem.”
Estreia de Florentino a jogar e de Ferro a marcar
“Conhecemos os jogadores, agora é dar-lhes a oportunidade de crescerem neste patamar. Sentia que eram dois miúdos que estavam preparados e quando cheguei [à equipa principal] puxei-os para jogarem e treinarem a este nível. Vi o Florentino a fazer desarmes, mas também vi o Jonas, com 34 anos, a recuperar bolas no meio-campo ofensivo. Vejo todos a trabalhar. Estamos com uma transição defensiva cada vez mais forte, construímos com qualidade, chegamos ao golo e criamos oportunidades. Mérito total aos jogadores, são eles que escrevem a história.”
Dia das Casas, de Chalana… Da Família Benfiquista
“Senti o que disse na antevisão: o Benfica são as pessoas. Foi dessa forma que fui educado e aprendi. Hoje [domingo] era o dia da família, dos adeptos, das Casas, de fazer uma bonita homenagem ao Fernando Chalana. Os jogadores juntaram-se e fizeram uma grande exibição, a jogar com qualidade. A equipa está a crescer de treino para treino e de jogo para jogo. Uma vitória muito boa.”
Exigência máxima em todos os jogos
“O que temos de valorizar é o que foi feito de forma progressiva. Tínhamos de conquistar os adeptos com a qualidade do nosso futebol, os adeptos tinham de nos apoiar e isso aconteceu. Senti que no dia 10 há uma homenagem ao Chalana, há os adeptos a puxar pela equipa, os jogadores a corresponderem. Reduzir a desvantagem pontual é muito bom para nós, estamos a um ponto. O que nos leva a vencer mais vezes, a sermos competitivos é o nosso jogo. A nossa exigência tem de ser esta: apresentar-nos sempre com esta organização.”
A promessa de trabalhar dia a dia
“Promessas? Prometo que amanhã [segunda-feira] estou a treinar no Caixa Futebol Campus, às 10h30, para fazer mais uma boa exibição com o Galatasaray.”
Pressão e foco para a tarefa
“A pressão que coloco diariamente nos jogadores é de jogar com qualidade e com a organização que treinamos. Essa é a máxima, porque é a pressão que coloco também em mim. Temos de ir focados para os jogos, a saber o que temos de fazer, a saber qual é a estratégia. O resto não existe.”
“Em determinada altura senti que havia futebolistas a acusar o desgaste e com o que foi acontecendo, podíamo-nos tornar mais individualistas. O que lhes pedi foi que não perdessem o posicionamento e que continuassem com a circulação de bola.”

Coisas e Loisas

  • Álex Grimaldo marca o 6.º golo nesta temporada; já era a sua época com mais golos. Foi o 4.º remate certeiro na Liga Portuguesa. O defesa espanhol marcou 3 golos nos últimos 4 jogos realizados na Luz para o campeonato;
  • Álex Grimaldo não conseguiu bater o recorde do golo mais rápido na nova Luz (desde 2003): 2019 Álex Grimaldo aos 35 seg. vs Nacional [D1]; 2017 Jonas aos 52 seg. vs Portimonense [TL]; 2011 Rodrigo aos 25 seg. vs Olhanense [D1];
  • Haris Seferovic continua a marcar em todos os jogos [6J] na Liga NOS com Bruno Lage no comando. O avançado suíço está com uma média de 1,5 golos/jogo nos últimos 6 jogos [9 golos];
  • Haris Seferovic marcou tantos golos [23] em duas épocas de Benfica como nas quatro anteriores [19 Eintracht Frankfurt e 4 Real Sociedad]. Marcou 11 golos nos últimos 11 jogos (desde Novembro);
  • Desde abril 2015 que o Benfica não estava em vantagem [+3 golos] aos 30 minutos de um jogo na Liga Portuguesa: 2018/19 Benfica [3-0] Nacional; 2014/15 Benfica 5-1 Académica OAF;
  • Haris Seferovic fez o 5.º bis da carreira: x2 Nacional - Benfica, Liga [B. Lage]; x2 Boavista - Benfica, Liga [B. Lage]; x2 Rio Ave - Benfica, Liga [B. Lage]; x3 Livorno - Novara, Serie B [Aglietti]; x2 Crotone - Novara, Serie B [Aglietti];
  • É a 2.ª vez que o Benfica chega ao intervalo com uma vantagem de 3 golos nesta temporada (V. Guimarães e Nacional). Só por uma vez na sua história (212J, 211V) o Benfica foi surpreendido após uma vantagem de 3 golos ao intervalo: Besiktas 3-3 Benfica, UCL 16/17;
  • João Félix fez o 9.º golo nesta temporada; marca há 3 jogos consecutivos na Liga NOS 18/19. João Félix ultrapassa Jonas como 3.º melhor marcador das águias na Liga Portuguesa;
  • Desde maio 2017 que um central do Benfica não marcava na estreia na Liga: 2019 Ferro vs Nacional [C]; 2017 Kalaica vs Boavista [F]. Últimas estreias com golos no SLB: 2019 Ferro; 2017 Seferovic; 2017 Kalaica; 2016 André Horta; 2015 N. Semedo;
  • Rúben Dias marca há dois jogos consecutivos na Liga NOS 18/19 (Sporting e Nacional). O defesa central fez o 7.º golo pelo Benfica, o 6.º no campeonato português: 71% dos golos foram na sequência de bola parada e de cabeça;
  • Jonas marca no regresso à competição 38 dias depois. O último golo do avançado brasileiro tinha sido frente ao SC Braga, terminando uma série de 3 jogos a marcar. Fez o 7.º golo na Liga NOS 18/19 e iguala João Félix no 3.º posto dos goleadores encarnados;
  • Foi a 9.ª vez que o Benfica fez 10 golos num jogo da Liga: 2019 Nacional [10-0]; 1965 Seixal [11-3]; 1964 Seixal [10-0]; 1957 Barreirense [10-1]; 1954 Boavista [11-0]; 1947 Sanjoanense [13-1]; 1945 Salgueiros [11-3]; 1943 FC Porto [12-2]; 1939 Casa Pia [10-1]; 1937 Leixões [10-2];
  • HISTÓRICO!!! Maior goleada do Benfica na Liga Portuguesa dos últimos 55 anos. Maiores goleadas das águias na Liga: 10-0 Nacional [2019] +10; 10-0 Seixal [1964] +10; 11-0 Boavista [1954] +11; 13-1 Sanjoanense [1947] +12; 12-2 FC Porto [1943] +11;
  • Últimas goleadas na Liga por 10+ golos de diferença: 2019 Benfica x Nacional [10-0]; 1964 Benfica x Seixal [10-0]; 1959 Académica x Caldas [11-0]; 1959 FC Porto x Caldas [10-0]. A maior goleada na Liga [+14]: 1943 Unidos Lisboa 14-0 V. Guimarães; 1942 Sporting 14-0 Leça;
  • Benfica aumentou a diferença no topo da lista das equipas com mais golos na Liga [57 golos]. Apesar dos 10-0 ao Nacional à 21.ª jornada, não permitiu a equipa de Bruno Lage ultrapassar o registo de Rui Vitória em 15/16 com 59 golos nos primeiros 21 jogos;
  • Benfica de Bruno Lage num só jogo fez 50% dos golos que tinha feito até à data. Bruno Lage no comando das águias: 9 jogos, 8 vitórias [100% de triunfos na Liga], 30 golos marcados, 9 golos sofridos;
  • Há 30 anos que um equipa não marcava 7 golos numa 2.ª parte de um jogo da Liga Portuguesa: 2019 Benfica vs Nacional [10-0]; 1989 Benfica vs Penafiel [7-0]; 1965 Benfica vs Seixal [10-0]; 1960 Belenenses vs Boavista [8-0]; 1959 Sporting vs V. Setúbal [8-0];
  • 4 assistências de Pizzi no mesmo jogo: Tem 13 na Liga: igualou o melhor registo de um jogador na prova em 2017/18 (Alex Telles); Passou a ser o jogador com participação em + golos na Liga (21); Tem 16 assistências em 2018/19 (todas as competições);
  • Desde 2010 que um jogador do Benfica não fazia 4 assistências num jogo: 2010 Carlos Martins (vs Lyon, Champions); 2019 PIZZI (vs. Nacional);
  • 10x0: maior goleada no Séc. XXI entre as 10 principais Ligas UEFA (segundo o atual ranking UEFA). Marcaram 10 golos nas Ligas Top 10 UEFA no Séc. XXI: 2015/16 Real Madrid (10x2 vs Rayo Vallecano); 2018/19 BENFICA (10 x vs Nacional).

Multimédia

Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o Galatasaray SK na próxima partida, no Türk Telekom Arena, em jogo a contar para os 32-avos-de-final da Liga Europa 2018/9. Quais as perspetivas?

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2019.02.06 04:31 orpheu272 Odisseia p.4

A Odisseia p.3 me fez refletir muito e trouxe muitas sensações nostálgicas - boas e ruins.
Após os acontecimentos relatados anteriormente, muita coisa aconteceu. Eu contei tudo sobre a ida de meu pai e eu à casa de sua outra mulher. Minha mãe ficou em choque, mas, resumindo, nada fez. Meus pais discutiram feio, porém como em um forte temporal, tudo se acalmou e o único despedaçado pelos ventos fortes fui eu.
Nossa vida seguiu como se nada tivesse acontecido. Meu pai continuava “trabalhando” nos fins de semana, e minha mãe acreditava fielmente nisso.
O ano era 2004. Na época eu estudava no Imaculada Conceição (“entra burro, sai ladrão”, essa era a piada interna de nossa sala da 3ª série) - hoje o colégio não existe mais, no seu lugar foi construído uma nova escola chamada Ativa. Minha vida seguiu e eu fui jogando todo aquele acontecimento para longe, em um lado da memória que eu pretendia nunca mais acessar. Minha rotina era como a de qualquer criança: pela manhã eu acordava bem cedo e assistia o Art Attack e todos os desenhos possíveis, almoçava e saia junto à minha mãe para o colégio que ficava duas ruas de distância de minha casa; de lá minha mãe seguia para o trabalho, em uma escola menor, três ruas atrás de onde eu estudava. Quando eu saia do colégio, subia a ladeira do IPE que dava direto a uma casa larga com dois pés de jambo na frente. Era a casa da minha avó. Lembro que eu subia aquela rua contando meus passos; meu primo sempre me esperava junto ao meu avô, na calçada. Eram tempos bons, sem preocupação e sem nenhum planejamento quanto ao futuro. Tudo o que me importava estava ali: meus avós, meu primo, meus tios, minha mãe e irmãos, aquela imensa rua e todos os meus amigos, todo o IPE que eu tinha a liberdade de correr.
(abro um parêntese aqui apenas para mostrar esse fato curioso: https://www.google.com/maps/@-5.8519077,-35.3517844,3a,75y,35.43h,93.97t/data=!3m6!1e1!3m4!1sSkt77cA6_uDfibvoWpUAiA!2e0!7i13312!8i6656 - essa é a minha avó sentada na frente de sua casa. Ao seu lado está seu vizinho, Manoel, mais conhecido como “Mané Capeta”.)
Certo dia minha mãe disse que precisávamos nos mudar. Foi uma notícia repentina. Nosso destino era Santa Cruz, cidade do interior do RN, lugar aonde meu pai nasceu e cresceu e onde, também, vivia toda a família dos meus avós paternos. Tudo isso foi uma surpresa muito boa, pois eu sempre amei aquela cidade, sempre me senti atraído por tudo o que havia lá. Santa Cruz é uma cidade impressionante, ao seu redor há serras e um clima de tranquilidade que eu nunca vi - até hoje sinto isso quando visito meus familiares que moram lá. Eu fiquei muito feliz com a notícia, embora na época não soubesse -e até não ligasse - o motivo de nossa ida. Mais tarde descobri que estávamos nos mudando porque meu pai havia contraído uma dívida alta com um agiota e outras pessoas. No desespero todos nós nos mudamos, meus pais e avós paternos.
A chegada em Santa Cruz foi interessante. Eu sentia uma paz e alívio, talvez meu inconsciente estivesse ciente de certos acontecimentos que o meu “eu” criança não estava dando muita bola. Nossa primeira parada foi na rua Mossoró, na casa de meus bisavós, os pais da minha avó Arlete. De lá, fomos para a casa que minha avó alugara para ela, meu avô e tia. Era uma casa muito comprida, três quartos, uma cozinha imensa e um quintal grande que ficava no térreo da casa. Lá nós passamos a noite, para nos mudarmos para nossa casa no dia seguinte. As coisas foram se encaixando de forma mágica: antes de chegarmos à Santa Cruz, meu bisavô conhecido como “Seu Peão” havia falado com um amigo sobre seu neto, esposa e filhos que estavam chegando para morar na cidade, prontamente seu amigo disse que tinha uma casa para alugar e que seria nossa assim que chegássemos. Eu não tenho como provar isso para vocês, mas espero que acreditem, o aluguel da casa custava R$ 80,00. Eu nunca vi isso em lugar nenhum do MUNDO! Enquanto meu bisavô fazia essa gentileza, minha tia Shyrlei, irmã de minha avó, estava falando com a diretora da escola em que ela trabalhava. Foi ela que conseguiu a entrevista para minha mãe.
(https://www.google.com/maps/place/R.+Mossor%C3%B3,+Santa+Cruz+-+RN,+59200-000/@-6.2322868,-36.017769,3a,75y,114.24h,81.89t/data=!3m7!1e1!3m5!1swyiXzeGVvR5VbUYR5tTxJQ!2e0!3e11!7i13312!8i6656!4m5!3m4!1s0x7b1fbf19b3cd5c9:0x1e3a8db953381fe8!8m2!3d-6.2332947!4d-36.016516 Essa era a nossa casa. Na época não tinha essa mureta e no lugar da pequena palmeira havia uma árvore que, como não sabíamos a qual espécie pertencia, chamávamos de “pé de pau”. Se vocês andarem para a esquerda, irão se deparar com uma ladeira - também a esquerda - e descendo ela, chegarão ao Santa Lúcia.)
Na semana seguinte estávamos em nossa casa, minha mãe trabalhando e eu com uma nova turma no colégio. Eu amava tanto aquela casa, amava tanto o canto dos pássaros, o cheiro fedido dos besouros que ficavam na árvore na frente de casa, acordar cedo para comprar o leite que vinha direto de um sítio, mas eu amava o conjunto de tudo isso e a sensação de que todos os problemas e aquela vida pesada havia ficado para trás, lá em Macaíba.
Na rua ao lado morava os meus primos, Tainã e Thiego. A minha tia Arleide, irmã da minha avó, cuidava deles, mas o único que morava com ela era Tainã, seu neto mais velho. Toda tarde, ao voltar do colégio, eu assistia Cavaleiros do Zodíaco na Bandeirantes, jantava e corria para brincar com eles e os meninos da rua. Eu amava tudo aquilo. Nós corríamos da Rua Mossoró até a praça Tequinha Farias - e minha mãe nem fazia ideia. Era comum nos finais de semana a gente subir o cruzeiro que, na época, não tinha a Santa Rita como monumento.
Santa Cruz é uma cidade católica, de pessoas bondosas e uma limpeza invejável. Eu me sinto em casa sempre que vou até lá. Lembro das ruas por onde andei, os amigos com quem brinquei e as tardes gostosas que passei na casa da minha doce a amada bisavó Helena, a mãe de meu avô (escrevo brevemente sobre ela nesse parágrafo com uma dor imensa no peito. Em algum momento falarei mais sobre você, vovó).
Mas uma coisa que me marcou em Santa Cruz não foi a sensação de fazer parte de algo ou o preenchimento que aquela cidade me dava. Foi justamente a perda que me marcou como brasa.
Dito isto, iremos iniciar uma nova aventura. Não se preocupe, estou com você, pois fui o primeiro, o original.

A jangada que leva…

Eu e meu primo Tainã éramos muito unidos: brigamos, batemos um no outro ao ponto de ficar um do lado do outro cansado no chão, mas nos amávamos como irmãos. Era minha companhia de todas as horas; andávamos aquela cidade, conhecíamos tudo que havia ali e gostávamos de explorar cada canto ainda não explorado. Tainã era luz, sempre disposto, sempre caridoso. Ele sempre estava para ajudar qualquer pessoa, independente de quem fosse. Ele era puro, verdadeiro e iluminava aonde chegava. Tainã foi meu primeiro melhor amigo. Tudo era bom quando ele estava por perto - mesmo o dia em que zoamos alguns meninos na rua e eles correram atrás de nós dois.
Uma noite de sexta todos estavam brincando na rua da casa de minha tia. Lembro que a gente estava brincando de polícia e ladrão. Acho que foi o dia que mais fiquei sem fôlego. O tempo estava fechado, mas estava quente e sem vento. Era uma noite silenciosa, mesmo com todos aqueles gritos de criança e pessoas em suas calçadas conversando. Às 20:00 me despedi dos meus amigos e do meu primo. Ainda lembro da conversa:
-Vai jogar videogame amanhã comigo, né?
-Vou. Papai vai sair pro sítio amanhã de duas horas, mas se você passar aqui eu vou com você jogar.
-Tá certo.
No dia seguinte eu almocei rápido e pedi dinheiro para minha mãe. Eu estava completamente viciado em Halo e queria logo correr para o videogame. Nesse meio tempo acabei brigando com o meu irmão, bati nele. Minha mãe estava no quintal lavando roupa e ouviu toda a confusão. Por eu ter feito aquilo, ela me proibiu de sair naquele dia para brincar, então eu chorei com muita raiva. Por volta das 14:00, Tainã apareceu na janela da sala, eu o avisei que não iria pois mãe havia me proibido de sair naquele dia. Ele então foi para o sítio junto de Luiz, seu avô (que ele chamava de pai).
Lembro que meu dia foi bem tedioso. A programação da TV aberta sempre foi ruim e a única pessoa que eu podia brincar no momento, estava emburrado comigo, além disso o tempo não ajudava nada, demorava a passar e parecia parado, monótono, cinza.
Eu não lembro bem a hora, mas foi lá pro fim da tarde, minha avó chegou na minha casa e eu fui recebê-la. Ela me gritou, pediu para que eu chamasse minha mãe e que não voltasse. Achei estranho minha avó agir daquela forma comigo, ela nunca tinha feito isso antes e era notório seu nervosismo. Como o quarto de minha mãe era o primeiro e muito próximo da sala,mesmo que elas estivessem falando baixo, eu ainda consegui ouvir “Tainã” e “morreu”.
Eu não quis acreditar no que havia ouvido. Talvez meus ouvidos estivessem pregando uma peça em mim. Era impossível. Tainã estava saudável brincando comigo na noite anterior, eu o vi vivinho horas atrás na janela de minha casa…
Minha avó foi embora em direção à casa de minha tia. Ao entrar no quarto minha mãe fez aquele ar de quem quer conversar. Reconheci na hora aquela cara de quem vem falar algo sério. Ela se sentou ao meu lado na cama, respirou, olhou nos meus olhos e falou calmamente, mesmo com sua voz um pouco trêmula: “meu filho, sua avó veio aqui pra avisar que seu primo foi levado ao hospital em Natal. Ele estava andando de cavalo no sitio, quando caiu e bateu com a cabeça, mas vai ficar tudo bem”.
A verdade é que Tainã já estava morto antes mesmo de chegar em Natal. Ele havia morrido no caminho. No sítio, ele decidiu andar de cavalo, mas a viseira não estava bem encaixada. No momento em que ele puxou, ela acertou o olho do cavalo e este deu um impulso com as patas da frente. Meu primo caiu, bateu com a cabeça justamente em uma pedrinha e sua massa encefálica saiu pelo ouvido.
Mais tarde naquele mesmo dia, fomos à casa de minha tia Arleide. Lembro que entrei, passei pela sala e fui em direção do quarto dela. No momento em que ela me viu, me abraçou. Ali foi a primeira vez que eu senti o peso da vida, das emoções, do pesar. Ela me abraçou como quem se agarra a uma esperança. Talvez ela nem estivesse abraçando Jean Filho, seu sobrinho, mas usando meu corpo para imaginar Tainã, seu neto, o neto que ela tanto amava e que não estava presente no momento de sua partida. Tudo estava parado ali. Nada funcionava; não havia voz, não havia pessoas, muito embora a casa estivesse repleta de familiares. A única coisa que existia ali era aquele abraço forte e um choro de agonia, de dor, de pranto e súplica. Minha tia não perdeu apenas um neto naquele dia. Ela perdeu um filho e uma parte de si.
A morte de Tainã marcou o fim da infância, da inocência, dos tempos bons correndo as ladeiras de Santa Cruz. Sua morte levou um pedaço de todos nós. Eu carreguei umas rosas que me entregaram; fui à frente do velório. Para todo lugar que eu olhava, tinham pessoas nas calçadas olhando, não de curiosidade, mas com um olhar triste e respeitoso. Meu primo foi muito querido em nossa cidade.
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2019.02.04 21:13 orpheu272 Odisseia p.4

A Odisseia p.3 me fez refletir muito e trouxe muitas sensações nostálgicas - boas e ruins.
Após os acontecimentos relatados anteriormente, muita coisa aconteceu. Eu contei tudo sobre a ida de meu pai e eu à casa de sua outra mulher. Minha mãe ficou em choque, mas, resumindo, nada fez. Meus pais discutiram feio, porém como em um forte temporal, tudo se acalmou e o único despedaçado pelos ventos fortes fui eu.
Nossa vida seguiu como se nada tivesse acontecido. Meu pai continuava “trabalhando” nos fins de semana, e minha mãe acreditava fielmente nisso.
O ano era 2004. Na época eu estudava no Imaculada Conceição (“entra burro, sai ladrão”, essa era a piada interna de nossa sala da 3ª série) - hoje o colégio não existe mais, no seu lugar foi construído uma nova escola chamada Ativa. Minha vida seguiu e eu fui jogando todo aquele acontecimento para longe, em um lado da memória que eu pretendia nunca mais acessar. Minha rotina era como a de qualquer criança: pela manhã eu acordava bem cedo e assistia o Art Attack e todos os desenhos possíveis, almoçava e saia junto à minha mãe para o colégio que ficava duas ruas de distância de minha casa; de lá minha mãe seguia para o trabalho, em uma escola menor, três ruas atrás de onde eu estudava. Quando eu saia do colégio, subia a ladeira do IPE que dava direto a uma casa larga com dois pés de jambo na frente. Era a casa da minha avó. Lembro que eu subia aquela rua contando meus passos; meu primo sempre me esperava junto ao meu avô, na calçada. Eram tempos bons, sem preocupação e sem nenhum planejamento quanto ao futuro. Tudo o que me importava estava ali: meus avós, meu primo, meus tios, minha mãe e irmãos, aquela imensa rua e todos os meus amigos, todo o IPE que eu tinha a liberdade de correr.
(abro um parêntese aqui apenas para mostrar esse fato curioso: https://www.google.com/maps/@-5.8519077,-35.3517844,3a,75y,35.43h,93.97t/data=!3m6!1e1!3m4!1sSkt77cA6_uDfibvoWpUAiA!2e0!7i13312!8i6656 - essa é a minha avó sentada na frente de sua casa. Ao seu lado está seu vizinho, Manoel, mais conhecido como “Mané Capeta”.)
Certo dia minha mãe disse que precisávamos nos mudar. Foi uma notícia repentina. Nosso destino era Santa Cruz, cidade do interior do RN, lugar aonde meu pai nasceu e cresceu e onde, também, vivia toda a família dos meus avós paternos. Tudo isso foi uma surpresa muito boa, pois eu sempre amei aquela cidade, sempre me senti atraído por tudo o que havia lá. Santa Cruz é uma cidade impressionante, ao seu redor há serras e um clima de tranquilidade que eu nunca vi - até hoje sinto isso quando visito meus familiares que moram lá. Eu fiquei muito feliz com a notícia, embora na época não soubesse -e até não ligasse - o motivo de nossa ida. Mais tarde descobri que estávamos nos mudando porque meu pai havia contraído uma dívida alta com um agiota e outras pessoas. No desespero todos nós nos mudamos, meus pais e avós paternos.
A chegada em Santa Cruz foi interessante. Eu sentia uma paz e alívio, talvez meu inconsciente estivesse ciente de certos acontecimentos que o meu “eu” criança não estava dando muita bola. Nossa primeira parada foi na rua Mossoró, na casa de meus bisavós, os pais da minha avó Arlete. De lá, fomos para a casa que minha avó alugara para ela, meu avô e tia. Era uma casa muito comprida, três quartos, uma cozinha imensa e um quintal grande que ficava no térreo da casa. Lá nós passamos a noite, para nos mudarmos para nossa casa no dia seguinte. As coisas foram se encaixando de forma mágica: antes de chegarmos à Santa Cruz, meu bisavô conhecido como “Seu Peão” havia falado com um amigo sobre seu neto, esposa e filhos que estavam chegando para morar na cidade, prontamente seu amigo disse que tinha uma casa para alugar e que seria nossa assim que chegássemos. Eu não tenho como provar isso para vocês, mas espero que acreditem, o aluguel da casa custava R$ 80,00. Eu nunca vi isso em lugar nenhum do MUNDO! Enquanto meu bisavô fazia essa gentileza, minha tia Shyrlei, irmã de minha avó, estava falando com a diretora da escola em que ela trabalhava. Foi ela que conseguiu a entrevista para minha mãe.
(https://www.google.com/maps/place/R.+Mossor%C3%B3,+Santa+Cruz+-+RN,+59200-000/@-6.2322868,-36.017769,3a,75y,114.24h,81.89t/data=!3m7!1e1!3m5!1swyiXzeGVvR5VbUYR5tTxJQ!2e0!3e11!7i13312!8i6656!4m5!3m4!1s0x7b1fbf19b3cd5c9:0x1e3a8db953381fe8!8m2!3d-6.2332947!4d-36.016516 Essa era a nossa casa. Na época não tinha essa mureta e no lugar da pequena palmeira havia uma árvore que, como não sabíamos a qual espécie pertencia, chamávamos de “pé de pau”. Se vocês andarem para a esquerda, irão se deparar com uma ladeira - também a esquerda - e descendo ela, chegarão ao Santa Lúcia.)
Na semana seguinte estávamos em nossa casa, minha mãe trabalhando e eu com uma nova turma no colégio. Eu amava tanto aquela casa, amava tanto o canto dos pássaros, o cheiro fedido dos besouros que ficavam na árvore na frente de casa, acordar cedo para comprar o leite que vinha direto de um sítio, mas eu amava o conjunto de tudo isso e a sensação de que todos os problemas e aquela vida pesada havia ficado para trás, lá em Macaíba.
Na rua ao lado morava os meus primos, Tainã e Thiego. A minha tia Arleide, irmã da minha avó, cuidava deles, mas o único que morava com ela era Tainã, seu neto mais velho. Toda tarde, ao voltar do colégio, eu assistia Cavaleiros do Zodíaco na Bandeirantes, jantava e corria para brincar com eles e os meninos da rua. Eu amava tudo aquilo. Nós corríamos da Rua Mossoró até a praça Tequinha Farias - e minha mãe nem fazia ideia. Era comum nos finais de semana a gente subir o cruzeiro que, na época, não tinha a Santa Rita como monumento.
Santa Cruz é uma cidade católica, de pessoas bondosas e uma limpeza invejável. Eu me sinto em casa sempre que vou até lá. Lembro das ruas por onde andei, os amigos com quem brinquei e as tardes gostosas que passei na casa da minha doce a amada bisavó Helena, a mãe de meu avô (escrevo brevemente sobre ela nesse parágrafo com uma dor imensa no peito. Em algum momento falarei mais sobre você, vovó).
Mas uma coisa que me marcou em Santa Cruz não foi a sensação de fazer parte de algo ou o preenchimento que aquela cidade me dava. Foi justamente a perda que me marcou como brasa.
Dito isto, iremos iniciar uma nova aventura. Não se preocupe, estou com você, pois fui o primeiro, o original.

A jangada que leva…

Eu e meu primo Tainã éramos muito unidos: brigamos, batemos um no outro ao ponto de ficar um do lado do outro cansado no chão, mas nos amávamos como irmãos. Era minha companhia de todas as horas; andávamos aquela cidade, conhecíamos tudo que havia ali e gostávamos de explorar cada canto ainda não explorado. Tainã era luz, sempre disposto, sempre caridoso. Ele sempre estava para ajudar qualquer pessoa, independente de quem fosse. Ele era puro, verdadeiro e iluminava aonde chegava. Tainã foi meu primeiro melhor amigo. Tudo era bom quando ele estava por perto - mesmo o dia em que zoamos alguns meninos na rua e eles correram atrás de nós dois.
Uma noite de sexta todos estavam brincando na rua da casa de minha tia. Lembro que a gente estava brincando de polícia e ladrão. Acho que foi o dia que mais fiquei sem fôlego. O tempo estava fechado, mas estava quente e sem vento. Era uma noite silenciosa, mesmo com todos aqueles gritos de criança e pessoas em suas calçadas conversando. Às 20:00 me despedi dos meus amigos e do meu primo. Ainda lembro da conversa:
-Vai jogar videogame amanhã comigo, né?
-Vou. Papai vai sair pro sítio amanhã de duas horas, mas se você passar aqui eu vou com você jogar.
-Tá certo.
No dia seguinte eu almocei rápido e pedi dinheiro para minha mãe. Eu estava completamente viciado em Halo e queria logo correr para o videogame. Nesse meio tempo acabei brigando com o meu irmão, bati nele. Minha mãe estava no quintal lavando roupa e ouviu toda a confusão. Por eu ter feito aquilo, ela me proibiu de sair naquele dia para brincar, então eu chorei com muita raiva. Por volta das 14:00, Tainã apareceu na janela da sala, eu o avisei que não iria pois mãe havia me proibido de sair naquele dia. Ele então foi para o sítio junto de Luiz, seu avô (que ele chamava de pai).
Lembro que meu dia foi bem tedioso. A programação da TV aberta sempre foi ruim e a única pessoa que eu podia brincar no momento, estava emburrado comigo, além disso o tempo não ajudava nada, demorava a passar e parecia parado, monótono, cinza.
Eu não lembro bem a hora, mas foi lá pro fim da tarde, minha avó chegou na minha casa e eu fui recebê-la. Ela me gritou, pediu para que eu chamasse minha mãe e que não voltasse. Achei estranho minha avó agir daquela forma comigo, ela nunca tinha feito isso antes e era notório seu nervosismo. Como o quarto de minha mãe era o primeiro e muito próximo da sala,mesmo que elas estivessem falando baixo, eu ainda consegui ouvir “Tainã” e “morreu”.
Eu não quis acreditar no que havia ouvido. Talvez meus ouvidos estivessem pregando uma peça em mim. Era impossível. Tainã estava saudável brincando comigo na noite anterior, eu o vi vivinho horas atrás na janela de minha casa…
Minha avó foi embora em direção à casa de minha tia. Ao entrar no quarto minha mãe fez aquele ar de quem quer conversar. Reconheci na hora aquela cara de quem vem falar algo sério. Ela se sentou ao meu lado na cama, respirou, olhou nos meus olhos e falou calmamente, mesmo com sua voz um pouco trêmula: “meu filho, sua avó veio aqui pra avisar que seu primo foi levado ao hospital em Natal. Ele estava andando de cavalo no sitio, quando caiu e bateu com a cabeça, mas vai ficar tudo bem”.
A verdade é que Tainã já estava morto antes mesmo de chegar em Natal. Ele havia morrido no caminho. No sítio, ele decidiu andar de cavalo, mas a viseira não estava bem encaixada. No momento em que ele puxou, ela acertou o olho do cavalo e este deu um impulso com as patas da frente. Meu primo caiu, bateu com a cabeça justamente em uma pedrinha e sua massa encefálica saiu pelo ouvido.
Mais tarde naquele mesmo dia, fomos à casa de minha tia Arleide. Lembro que entrei, passei pela sala e fui em direção do quarto dela. No momento em que ela me viu, me abraçou. Ali foi a primeira vez que eu senti o peso da vida, das emoções, do pesar. Ela me abraçou como quem se agarra a uma esperança. Talvez ela nem estivesse abraçando Jean Filho, seu sobrinho, mas usando meu corpo para imaginar Tainã, seu neto, o neto que ela tanto amava e que não estava presente no momento de sua partida. Tudo estava parado ali. Nada funcionava; não havia voz, não havia pessoas, muito embora a casa estivesse repleta de familiares. A única coisa que existia ali era aquele abraço forte e um choro de agonia, de dor, de pranto e súplica. Minha tia não perdeu apenas um neto naquele dia. Ela perdeu um filho e uma parte de si.
A morte de Tainã marcou o fim da infância, da inocência, dos tempos bons correndo as ladeiras de Santa Cruz. Sua morte levou um pedaço de todos nós. Eu carreguei umas rosas que me entregaram; fui à frente do velório. Para todo lugar que eu olhava, tinham pessoas nas calçadas olhando, não de curiosidade, mas com um olhar triste e respeitoso. Meu primo foi muito querido em nossa cidade.
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2019.02.04 21:11 orpheu272 Odisseia p.4

A Odisseia p.3 me fez refletir muito e trouxe muitas sensações nostálgicas - boas e ruins.
Após os acontecimentos relatados anteriormente, muita coisa aconteceu. Eu contei tudo sobre a ida de meu pai e eu à casa de sua outra mulher. Minha mãe ficou em choque, mas, resumindo, nada fez. Meus pais discutiram feio, porém como em um forte temporal, tudo se acalmou e o único despedaçado pelos ventos fortes fui eu.
Nossa vida seguiu como se nada tivesse acontecido. Meu pai continuava “trabalhando” nos fins de semana, e minha mãe acreditava fielmente nisso.
O ano era 2004. Na época eu estudava no Imaculada Conceição (“entra burro, sai ladrão”, essa era a piada interna de nossa sala da 3ª série) - hoje o colégio não existe mais, no seu lugar foi construído uma nova escola chamada Ativa. Minha vida seguiu e eu fui jogando todo aquele acontecimento para longe, em um lado da memória que eu pretendia nunca mais acessar. Minha rotina era como a de qualquer criança: pela manhã eu acordava bem cedo e assistia o Art Attack e todos os desenhos possíveis, almoçava e saia junto à minha mãe para o colégio que ficava duas ruas de distância de minha casa; de lá minha mãe seguia para o trabalho, em uma escola menor, três ruas atrás de onde eu estudava. Quando eu saia do colégio, subia a ladeira do IPE que dava direto a uma casa larga com dois pés de jambo na frente. Era a casa da minha avó. Lembro que eu subia aquela rua contando meus passos; meu primo sempre me esperava junto ao meu avô, na calçada. Eram tempos bons, sem preocupação e sem nenhum planejamento quanto ao futuro. Tudo o que me importava estava ali: meus avós, meu primo, meus tios, minha mãe e irmãos, aquela imensa rua e todos os meus amigos, todo o IPE que eu tinha a liberdade de correr.
(abro um parêntese aqui apenas para mostrar esse fato curioso: https://www.google.com/maps/@-5.8519077,-35.3517844,3a,75y,35.43h,93.97t/data=!3m6!1e1!3m4!1sSkt77cA6_uDfibvoWpUAiA!2e0!7i13312!8i6656 - essa é a minha avó sentada na frente de sua casa. Ao seu lado está seu vizinho, Manoel, mais conhecido como “Mané Capeta”.)
Certo dia minha mãe disse que precisávamos nos mudar. Foi uma notícia repentina. Nosso destino era Santa Cruz, cidade do interior do RN, lugar aonde meu pai nasceu e cresceu e onde, também, vivia toda a família dos meus avós paternos. Tudo isso foi uma surpresa muito boa, pois eu sempre amei aquela cidade, sempre me senti atraído por tudo o que havia lá. Santa Cruz é uma cidade impressionante, ao seu redor há serras e um clima de tranquilidade que eu nunca vi - até hoje sinto isso quando visito meus familiares que moram lá. Eu fiquei muito feliz com a notícia, embora na época não soubesse -e até não ligasse - o motivo de nossa ida. Mais tarde descobri que estávamos nos mudando porque meu pai havia contraído uma dívida alta com um agiota e outras pessoas. No desespero todos nós nos mudamos, meus pais e avós paternos.
A chegada em Santa Cruz foi interessante. Eu sentia uma paz e alívio, talvez meu inconsciente estivesse ciente de certos acontecimentos que o meu “eu” criança não estava dando muita bola. Nossa primeira parada foi na rua Mossoró, na casa de meus bisavós, os pais da minha avó Arlete. De lá, fomos para a casa que minha avó alugara para ela, meu avô e tia. Era uma casa muito comprida, três quartos, uma cozinha imensa e um quintal grande que ficava no térreo da casa. Lá nós passamos a noite, para nos mudarmos para nossa casa no dia seguinte. As coisas foram se encaixando de forma mágica: antes de chegarmos à Santa Cruz, meu bisavô conhecido como “Seu Peão” havia falado com um amigo sobre seu neto, esposa e filhos que estavam chegando para morar na cidade, prontamente seu amigo disse que tinha uma casa para alugar e que seria nossa assim que chegássemos. Eu não tenho como provar isso para vocês, mas espero que acreditem, o aluguel da casa custava R$ 80,00. Eu nunca vi isso em lugar nenhum do MUNDO! Enquanto meu bisavô fazia essa gentileza, minha tia Shyrlei, irmã de minha avó, estava falando com a diretora da escola em que ela trabalhava. Foi ela que conseguiu a entrevista para minha mãe.
(https://www.google.com/maps/place/R.+Mossor%C3%B3,+Santa+Cruz+-+RN,+59200-000/@-6.2322868,-36.017769,3a,75y,114.24h,81.89t/data=!3m7!1e1!3m5!1swyiXzeGVvR5VbUYR5tTxJQ!2e0!3e11!7i13312!8i6656!4m5!3m4!1s0x7b1fbf19b3cd5c9:0x1e3a8db953381fe8!8m2!3d-6.2332947!4d-36.016516 Essa era a nossa casa. Na época não tinha essa mureta e no lugar da pequena palmeira havia uma árvore que, como não sabíamos a qual espécie pertencia, chamávamos de “pé de pau”. Se vocês andarem para a esquerda, irão se deparar com uma ladeira - também a esquerda - e descendo ela, chegarão ao Santa Lúcia.)
Na semana seguinte estávamos em nossa casa, minha mãe trabalhando e eu com uma nova turma no colégio. Eu amava tanto aquela casa, amava tanto o canto dos pássaros, o cheiro fedido dos besouros que ficavam na árvore na frente de casa, acordar cedo para comprar o leite que vinha direto de um sítio, mas eu amava o conjunto de tudo isso e a sensação de que todos os problemas e aquela vida pesada havia ficado para trás, lá em Macaíba.
Na rua ao lado morava os meus primos, Tainã e Thiego. A minha tia Arleide, irmã da minha avó, cuidava deles, mas o único que morava com ela era Tainã, seu neto mais velho. Toda tarde, ao voltar do colégio, eu assistia Cavaleiros do Zodíaco na Bandeirantes, jantava e corria para brincar com eles e os meninos da rua. Eu amava tudo aquilo. Nós corríamos da Rua Mossoró até a praça Tequinha Farias - e minha mãe nem fazia ideia. Era comum nos finais de semana a gente subir o cruzeiro que, na época, não tinha a Santa Rita como monumento.
Santa Cruz é uma cidade católica, de pessoas bondosas e uma limpeza invejável. Eu me sinto em casa sempre que vou até lá. Lembro das ruas por onde andei, os amigos com quem brinquei e as tardes gostosas que passei na casa da minha doce a amada bisavó Helena, a mãe de meu avô (escrevo brevemente sobre ela nesse parágrafo com uma dor imensa no peito. Em algum momento falarei mais sobre você, vovó).
Mas uma coisa que me marcou em Santa Cruz não foi a sensação de fazer parte de algo ou o preenchimento que aquela cidade me dava. Foi justamente a perda que me marcou como brasa.
Dito isto, iremos iniciar uma nova aventura. Não se preocupe, estou com você, pois fui o primeiro, o original.

A jangada que leva…

Eu e meu primo Tainã éramos muito unidos: brigamos, batemos um no outro ao ponto de ficar um do lado do outro cansado no chão, mas nos amávamos como irmãos. Era minha companhia de todas as horas; andávamos aquela cidade, conhecíamos tudo que havia ali e gostávamos de explorar cada canto ainda não explorado. Tainã era luz, sempre disposto, sempre caridoso. Ele sempre estava para ajudar qualquer pessoa, independente de quem fosse. Ele era puro, verdadeiro e iluminava aonde chegava. Tainã foi meu primeiro melhor amigo. Tudo era bom quando ele estava por perto - mesmo o dia em que zoamos alguns meninos na rua e eles correram atrás de nós dois.
Uma noite de sexta todos estavam brincando na rua da casa de minha tia. Lembro que a gente estava brincando de polícia e ladrão. Acho que foi o dia que mais fiquei sem fôlego. O tempo estava fechado, mas estava quente e sem vento. Era uma noite silenciosa, mesmo com todos aqueles gritos de criança e pessoas em suas calçadas conversando. Às 20:00 me despedi dos meus amigos e do meu primo. Ainda lembro da conversa:
-Vai jogar videogame amanhã comigo, né?
-Vou. Papai vai sair pro sítio amanhã de duas horas, mas se você passar aqui eu vou com você jogar.
-Tá certo.
No dia seguinte eu almocei rápido e pedi dinheiro para minha mãe. Eu estava completamente viciado em Halo e queria logo correr para o videogame. Nesse meio tempo acabei brigando com o meu irmão, bati nele. Minha mãe estava no quintal lavando roupa e ouviu toda a confusão. Por eu ter feito aquilo, ela me proibiu de sair naquele dia para brincar, então eu chorei com muita raiva. Por volta das 14:00, Tainã apareceu na janela da sala, eu o avisei que não iria pois mãe havia me proibido de sair naquele dia. Ele então foi para o sítio junto de Luiz, seu avô (que ele chamava de pai).
Lembro que meu dia foi bem tedioso. A programação da TV aberta sempre foi ruim e a única pessoa que eu podia brincar no momento, estava emburrado comigo, além disso o tempo não ajudava nada, demorava a passar e parecia parado, monótono, cinza.
Eu não lembro bem a hora, mas foi lá pro fim da tarde, minha avó chegou na minha casa e eu fui recebê-la. Ela me gritou, pediu para que eu chamasse minha mãe e que não voltasse. Achei estranho minha avó agir daquela forma comigo, ela nunca tinha feito isso antes e era notório seu nervosismo. Como o quarto de minha mãe era o primeiro e muito próximo da sala,mesmo que elas estivessem falando baixo, eu ainda consegui ouvir “Tainã” e “morreu”.
Eu não quis acreditar no que havia ouvido. Talvez meus ouvidos estivessem pregando uma peça em mim. Era impossível. Tainã estava saudável brincando comigo na noite anterior, eu o vi vivinho horas atrás na janela de minha casa…
Minha avó foi embora em direção à casa de minha tia. Ao entrar no quarto minha mãe fez aquele ar de quem quer conversar. Reconheci na hora aquela cara de quem vem falar algo sério. Ela se sentou ao meu lado na cama, respirou, olhou nos meus olhos e falou calmamente, mesmo com sua voz um pouco trêmula: “meu filho, sua avó veio aqui pra avisar que seu primo foi levado ao hospital em Natal. Ele estava andando de cavalo no sitio, quando caiu e bateu com a cabeça, mas vai ficar tudo bem”.
A verdade é que Tainã já estava morto antes mesmo de chegar em Natal. Ele havia morrido no caminho. No sítio, ele decidiu andar de cavalo, mas a viseira não estava bem encaixada. No momento em que ele puxou, ela acertou o olho do cavalo e este deu um impulso com as patas da frente. Meu primo caiu, bateu com a cabeça justamente em uma pedrinha e sua massa encefálica saiu pelo ouvido.
Mais tarde naquele mesmo dia, fomos à casa de minha tia Arleide. Lembro que entrei, passei pela sala e fui em direção do quarto dela. No momento em que ela me viu, me abraçou. Ali foi a primeira vez que eu senti o peso da vida, das emoções, do pesar. Ela me abraçou como quem se agarra a uma esperança. Talvez ela nem estivesse abraçando Jean Filho, seu sobrinho, mas usando meu corpo para imaginar Tainã, seu neto, o neto que ela tanto amava e que não estava presente no momento de sua partida. Tudo estava parado ali. Nada funcionava; não havia voz, não havia pessoas, muito embora a casa estivesse repleta de familiares. A única coisa que existia ali era aquele abraço forte e um choro de agonia, de dor, de pranto e súplica. Minha tia não perdeu apenas um neto naquele dia. Ela perdeu um filho e uma parte de si.
A morte de Tainã marcou o fim da infância, da inocência, dos tempos bons correndo as ladeiras de Santa Cruz. Sua morte levou um pedaço de todos nós. Eu carreguei umas rosas que me entregaram; fui à frente do velório. Para todo lugar que eu olhava, tinham pessoas nas calçadas olhando, não de curiosidade, mas com um olhar triste e respeitoso. Meu primo foi muito querido em nossa cidade.
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2019.01.10 00:22 AlfonsoLambert Parte 1

Há tempos desejo escrever algo. Tirar da minha cabeça essas milhões de ideias que estão presas e latentes dentro do meu ser e que na hora que tento as colocar no papel somem em um grande abismo. Pois hoje foi diferente, aqui preso nos grilhões do tédio e da falta do que fazer resolvi me dar essa chance. Talvez seja porque estou de alguma forma perdido em buscas de respostas que não tive no ano anterior. Talvez porque tenho esperança de encontra-las escrevendo algo. Então me perdoe leitor futuro que desconheço e muito menos sei se irá algum dia ler tais infames e devaneios que possuo na minha mente. Acredito que para o seu azar talvez não esteja escrevendo para você e sim para mim. Um ato egoísta meu, devo admitir, afinal quem escreve deve fazê-lo para que outros leiam e compreendam. Não existe livros de receitas se não tiver quem possa executa-las, não existe tramas ou romances que não sejam direcionados a um público alvo. Não me importo com tais rigores, acredito que quem um dia for lê-las estará apenas em posse de algo que passe o longo e tedioso tempo deles e quiçá aprenda alguma coisa com meus fortúnios e infortúnios da vida. Que irônico, talvez, no final dos pesares, eu tenha um público alvo afinal. A ironia é sempre amarga, mas por algum motivo sempre deixa um doce sabor no final.
Antes de qualquer relato que se passe aqui gostaria de repassar como se encontra minha situação atual para que o ávido leitor compreenda o estado e origem dessas palavras que os direcionam.
Estou enclausurado em um local que antes foi talvez meu forte contra o mundo externo, um pequeno mundo que criei que me distraísse e fugisse do mundo externo. Meu porto. Agora, no entanto, não passa de uma prisão que me mantém preso e me permite cuidadosamente planejar meu próximo passo em direção a esse novo ano que começa. Queria evitar de colocar datas, mas gostaria de pelo menos deixar indícios de qual parte do ano estamos falando. Estou no que gosto de chamar no calendário de período matutino.
Feliz época do ano em que as pessoas se deleitam em metas e objetivos para esse sombrio e nevoado caminho que começa a se relevar. A esperança de tempos melhores é o combustível que todo homem busca ao encarar novamente os ciclos da lua. E eu, caro e estimado leitor, não poderia estar mais sedento em conseguir admirar a bela luz que possa vir de tempos melhores.
Apesar de preso e um pouco entediado me encontro com um arsenal de tarefas e desejos que preciso fazer. Posso separar elas em três etapas básicas que até os mais leigos chamariam de obviedades. São elas: sair daqui, buscar sustento e sobreviver. Apesar de estar nesses grilhões imaginários me sinto feliz em poder compartilhar o que me levou a esse momento atual. Gostaria de dizer que foi uma linda jornada cheia de aventuras e mistérios dignos de um filme americano, mas a verdade é que está lotada de caminhos sinuosos e que muitas vezes não levaram a lugar algum, mas que foram de grande valia para a experiência. Muitas quedas e dores que fariam o mais forte e nobre dos guerreiros espartanos tremerem suas lanças ao se depararem com tais aflições, ou não. Pode ser apenas hipérboles minhas feitas apenas para acentuar os pesos dessa longa narrativa.
Independente, estou aqui preso com poucos equipamentos de consolo. Um livro de a “Arte da Guerra”, um clichê inegável que prometo a mim mesmo ler durante anos, um computador conectado a uma biblioteca infinita de conteúdos superficiais (ou profundos de acordo com seu interesse de pesquisa), uma geladeira abastecida com alguns refrigerantes de cola, um congelador com alguns mantimentos, um fogão, uma pia, uma mesa e a visita de alguns conhecidos ou clientes inoportunos que por vez interrompem essa minha vagarosa escrita. Vocês devem suspeitar que essa prisão parece com uma cozinha e eu não os culpo porque de fato é. A verdade é que muitas vezes nos encontramos durante a vida preso em certos lugares e situações que nos prendem ali e nos forçam a tomar atitudes com relação a elas.
Veja bem, um trabalhador que vive em prol do seu trabalho remunerado de segunda a sexta deixando o final de semana para seu merecido descanso e lazer não está mais livre que eu nessa cozinha enfadonha olhando para o meu livro vermelho escrito por um General Chinês. Falo isso com convicção afinal de contas temos algo em comum, algo que nos obrigue a repetir os processos incansavelmente dia após dia, algo que mantém nossas cabeças abaixadas firmemente como uma garra em nosso pescoço olhando incansavelmente a linha branca traçada no chão nos obrigando a segui-la com uma promessa deliciosamente tentadora. Estabilidade. Uma pesquisa rápida e já sabemos o que estabilidade significa: “está associada à ideia de permanência em um determinado estado por um determinado ente”. Nada mais belo do que uma rotina para garantir uma permanência de estado. Otimistas dirão que isso é SOBREVIVÊNCIA é o que nos garante que vejamos nossas vidas até a enegrecida (e enferrujada) foice da morte passar sob nossas cabeças e nos tire desse plano astral miserável. Pessimistas dirão que é um calabouço perpétuo que te colocará em correntes até o mesmo e inevitável fim, a pergunta é, qual posição é a mais confortável. Acho que vocês, espertos leitores, conseguem dizer de que lado do espectro estou. Muito bem, para a tristeza de vocês eu não pretendo falar como sair e se libertar dessa prisão em que todos estão. Não porque minha natureza é má ou sou uma pessoa que gosto de manter segredos. Jamais pensem isso de mim, meus caros, como talvez percebam nessas próximas leituras eu nunca fui uma pessoa que mantive uma índole ruim, não me considero boa nem má. Apenas uma pessoa normal como você que vive com seus defeitos e busca se aperfeiçoar da melhor forma possível, as vezes em prol da sociedade e do bem comum, as vezes em prol de familiares e parentes, outras por amigos e amados e no final, bem no final em prol de você mesmo. Claro que essa ordem pode variar de individuo para individuo assim como a forma de pondera-las. Mas sejamos sinceros, em momento nenhum, poderemos classificar essas pessoas como sendo boas ou ruins. O maniqueísmo é uma resposta rápida e fácil para classificar os bons dos maus elementos, mas é muito precário, infundado e sem nenhum estudo prévio. Ferramenta perfeita para aqueles que não tem tempo de se preocupar com assuntos que não são de interesse próprio.
O que posso dizer é que assim como o bem e o mal são ferramentas preguiçosas de classificação o certo e o errado não poderiam estar mais distantes. Podemos dizer até que estão na mesma linhagem, mas ratifico não são próximos como irmãos e sim um pouco distantes, como aqueles primos com quem costumamos passar as férias escolares em que viajamos para o interior em busca de quebrar um pouco as correntes que nos prendem. Isso porque o bem e o mal variam de acordo com a perspectiva de cada pessoa que as carrega no peito, uma bussola moral feita sob medida para cada indivíduo e que muito dificilmente consegue se mudar para onde o norte aponta. Já o certo e o errado dependendo do campo que atuam não tem como questionar em certas situações. Mas não se entristeçam, meu insistentes leitores, pois essas situações estão apenas em campos físicos, matemáticos ou biológicos felizmente. 2+2 são 4. Isso está certo, pelo menos nesse plano meta-físico que vivemos. A terra gira em torno do sol. O fogo queima. A luz brilha e a escuridão escurece. Tudo isso está certo até que se prove o contrário e essa talvez seja a beleza do mundo científico, a busca incessante por aquilo que é certo. Para nossa felicidade, quando trazemos isso para o campo das ciências humanas, o certo e o errado estão longe de ser algo perto de ser alcançado. A humanidade é um enorme prisma com infinitas possibilidades de se enxergar a luz que nos ilumina. O certo e o errado sempre estarão em conflito assim como nossas relações inter-pessoais.
Por isso digo que não existe um caminho certo ou errado para sair de suas correntes. Existem apenas caminhos que você, doce leitor, apenas poderá segui-lo e aproveita-lo ao máximo. E apenas nessa frase, posso ter ironicamente ter contado aquilo que não deveria.
Como disse, nunca fui bom em guardar segredos e também nunca fui bom em discernir o certo do errado. Da mesma forma que essa história que começa pode também nunca acabar.
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2018.05.05 07:59 koyaanisqatsi_guy Me apaixonei por uma colega de trabalho... e mudou minha vida.

O título já diz tudo. Vou contar brevemente essa experiência, pois é algo que eu vou precisar de muita força de vontade para superar.
Isso aconteceu um ano atrás...
Eu trabalho no mercado de comunicação, a rotatividade de pessoas entre empresas é muito grande, em um ano que consegui diversas entrevistas acabei passando por 3 empresas grandes, e na última delas eu conheci essa garota.
Foi por indicação de um amigo que eu fiz entrevista nesse lugar. E ele trabalhava com ela, não diretamente, mas no mesmo setor. Eu demorei um tempo pra notar que ela era diferente, a primeira vista foi só mais uma garota de 28 anos, linda e meio nerd. Porém, eu estava em uma fase de focar apenas no trabalho, pois sempre tive muita dificuldade com o lado social. Desde que me mudei para essa cidade decidi me envolver com qualquer garota que fosse fisicamente atraente, devido as frustrações de amar alguém profundamente, acabei me forçando a ser superficial. Isso foi me afetando aos poucos, até chegar em um ponto que eu simplesmente não via mais razão para isso, foi quando eu me afastei socialmente de tudo e comecei a trabalhar demais, o meu desempenho profissional aumentou, então decidi procurar lugar melhor, melhor salário, que no caso, foi a indicação do meu amigo.
Alguns anos atrás eu estava em uma faze em que projetava sinais e razões em tudo. Algo como me convencer a fazer algo por que música x que lembra pessoa y está tocando no momento em que eu estou no lugar z, então eu devo seguir meu "instinto" de investir naquela pessoa, mesmo se não tiver nenhuma chance.
Voltamos para o mês em que eu entrei na empresa nova, dezembro/16. Em janeiro eu estava almoçando com ela e com o grupo do setor dela, que incluía meu amigo, praticamente todos os dias. No terceiro dia meu amigo confirmou o que já se passava pela minha cabeça.
No almoço acontecia do grupo todo ter um assunto, mas eu e ela outro, não importa aonde estávamos sentados,longe, perto, a conversa era muito interessante pra ficar quieto.
Isso me deixou em completo estado de choque. Ela era simplesmente muito parecida comigo, eu ficava bugado, não sabia o que fazer.
Devido ao stress do trabalho, minha ansiedade tinha aumentado e como medida eu comecei a fazer terapia alguns anos atrás, meu terapeuta foi enfático em me dizer que eu deveria me permitir a amar e a me arriscar. Eu abracei a ideia.
Como um cara timído, nerd, com alto-estima baixa conquista uma garota? Eu não tenho a mínima ideia. Na minha humilde opinião e experiência própria isso é extremamente difícil. Mas não impossível.
Durante o processo da 'conquista' eu estava em um estado de negação a vida, pois eu achava ela atraente e interessante demais para minha pessoa. Passava horas questionando o por que do universo colocar essa pessoa em minha vida, pensando em todas coincidências que aconteceram para eu conhecer ela e de fato me interessar, era algo surreal. Mesmo gosto por música, filmes, nosso assunto preferido era realidade simulada, sério!
Eu decidi que iria ser sincero, deixar claro meu interesse e ver no que dava. Enquanto isso meu amigo e meus novos amigos da empresa comentavam que ela realmente dava sinais de interesse. Nesse ponto eu já estava imaginando coisas. Mas foi frustrante. Ela tinha acabado de sair de um namoro de 7 anos, engatado em uma relação breve de 3 anos e alguns meses antes ela tinha se envolvido com uma pessoa da empresa. Quando eu descobri isso, abri mão. Entrei em um estado de pré-depressão. Eu uso muito metro, ficava parado, esperando o vagão passar pensando em como seria mais facil me jogar ali do que esperar eu conseguir o amor dela.
Isso foi me dominando, essa vontade de querer fazer ela feliz e ver ela ao meu lado me implodia de angustia por não conseguir ver isso se concretizando. Há essa altura eu já sábia que ela não tava fazendo nem um pouco bem para mim, mas eu não estava pensando nisso, estava pensando em fazer ela feliz.
A primeira tentativa foi demonstrar interesse, coisa que fiz até demais. Chamava ela pra sair pro bar toda quinta e sexta feira, não conseguia me conter em ficar feliz com um sorriso de orelha a orelha quando ela aceitava. Era algo maior que o meu auto controle e que a minha força de vontade. Em janeiro foi o mês de colocar as cartas na mesa, eu deixei claro que me interessava por ela e queria sair apenas com ela, então, ela finalmente colocou um ponto final em tudo. Me disse que não queria se envolver com pessoas do trabalho, então contou os relacionamentos dela. Ai tudo fez sentido, finalmente, o medo de falhar que eu tinha, se tornou realidade.
É engraçado, pois foi muito aliviante. Eu finalmente tinha o não dela e com isso podia me conformar com mais um não da vida, me lembrar o por que eu focava no trabalho o por que disso. A frustração me fazia esquecer tudo e me deixava muito produtivo. Eu sempre usei tristeza, raiva e sofrimento ao meu favor.
Começou fevereiro
Nos dias seguintes, o mais absurdo acontece: ela me chama para ir na casa dela. Após o fora, eu imaginava que iria existir um silêncio e que o nosso começo de amizade iria morrer rápido, mas foi o oposto. Amizade era o objetivo dela, talvez uma amizade colorida. Mas definitivamente nada sério. Eu aceitei o convite de ir para casa dela, mas com uma consciência de que eu era apenas amigo. Conhecendo amigos que forçam beijo na balada e fazem esse tipo de coisa escrota, eu nunca iria tentar beijar ela após o fora. Ia ser muito constrangedor se ela não gostasse e isso era o fim do mundo em loop para mim.
Ela deu diversos sinais, mas ao mesmo tempo me contou como sempre teve mais amigos homens do que mulheres, eu achei que tinha lido a situação de uma maneira correta. Nesse dia eu fui o mais tapado possível, fui um amigo mesmo, não tentei nada. Depois disso, quarta feira, na sexta ela estava no bar comigo e com o pessoal do trabalho e convidou para irmos até a casa dela. Eu falei para o meu amigo que tinha interesse nela (não era o amigo do trabalho). Isso foi surreal. Um amigo de um outro ciclo de amigos tinha conhecido ela naquele dia, e ela convidou nós dois para irmos até lá. Eu não entendi nada. Fui sincero com ele, falei que estava muito interessado e que gostaria de tentar algo naquele dia. Ele foi super gente boa e foi embora uma meia hora depois.
Era isso, eu estava sozinho com ela no apartamento dela. Mas na verdade eu estava aprisionado dentro da minha cabeça não me permitindo tentar nada. Então eu não tentei. Nem cheguei perto. Falei tanto que a coitada caiu de sono. Nesse dia eu estava conformado que tinha zerado quaisquer ruídos e chances de relacionamento amoroso com ela.
Eu descobri que ela estava com receio de ficar comigo pelo nível de atenção e interesse que eu demonstrava por ela. Ela estava corretíssima, nós estávamos em sintonias diferentes ainda sim nosso radinho de pilha captava a frequência do outro sem querer. O fatídico dia foi durante um happy hour da empresa, no próprio local onde nós trabalhávamos. O fato de pensar em ver ela me dava ansiedade, então comecei a evitar. Não queria ir até o happy hour por nada, então fiquei na minha mesa trabalhando, naturalmente, quando todos já estavam se alcoolizando e socializando. Eu estaria bem ali a noite inteira, talvez angustiado mas transformando tudo em produtividade, é o que eu sei fazer afinal. Mas meu amigo tramou um plano, chamou a melhor amiga dela no trabalho e quando eu percebi estava sozinho com ela. A reação dela quando eu me aproximei? Foi virar para o outro lado.
Imediatamente voltei para minha mesa, coloquei meu fone e voltei a trabalhar como se nada houvesse acontecido. Ela me liga 3 vezes e comeca a mandar mensagens, pedindo para eu responder, perguntando se eu estava bravo. Eu falei a verdade, que não deveria mais ver ou falar com ela pois estava me atrapalhando e me fazendo mal. Era a hora perfeita para tudo acabar e eu voltar para a minha vida medíocre.
Ela então, as 2 horas da manhã me chama para ir no apartamento dela. Nunca, nem em 100 vidas eu diria não. Eu fui, sentindo que tinha atingido um objetivo superficial, quando na verdade, no meu interior, eu me preocupava com as consequências. Eu não queria encontrar ela bêbada, queria que fosse algo verdadeiro mesmo que fosse uma simples conversa.
Eis que eu fiz a maior besteira da minha vida. Eu preferi ela do que eu mesmo. Eu escolhi por fazer alguém feliz e me fazer infeliz, sem pensar ou medir as consequências. Então eu convenci ela, e a mim mesmo que eu tinha entendido a situação e que nós poderíamos ficar aquele dia e sermos amigos. Acabamos dormindo juntos, foi de fato um dos melhores dias da minha vida, não apenas pelo sexo, mas pela satisfação em fazer alguém que você ama feliz. Comecei a me alimentar daquela sensação. A relação foi cada vez mais tomando uma forma e quando eu percebi, estava ali, moldado, desenhado e exposto: Eu estava vivendo para ela.
Ela me ligava de noite, pedia para eu ir até a casa dela, eu pegava o táxi e ia na hora, não importa o dinheiro, distância, sono, nada, o que importa é fazer essa garota feliz. O problema é que durante o dia, eu sabia que ela não queria nada, então no trabalho eramos apenas colegas na perspectiva dos outros. Eu fui ficando cada vez mais interessado, fui me cedendo cada vez mais, ao chegar no ponto em que eu via que apenas ela definia quando iriamos nos ver. Eu não conseguia chamar ela pra sair e receber um sim, tinha que ser algo quando ela queria. Nessa altura do campeonato eu já estava muito perdido, a consequência da solidão batia na porta mas eu simplesmente ignorava e achava que era uma viagem minha, que tudo iria dar certo e eu iria conquistar ela.
Isso foi criando um vazio dentro de mim, pois eu sabia que ela não tinha terminado o último relacionamento dela de forma amigável, isso começou a afetar ela e consequentemente a mim, que ficava imaginando o que teria acontecido, pois ambos estavam quase morando juntos.
Então, março
O fim veio rápido como o final do feriado de carnaval. Passamos todos os dias juntos transando, conversando, mas aquela bola de neve gigante estava vindo e nós dois sabíamos, o problema é que eu tinha convencido ela que não tinha bola de neve e tava tudo bem. Um dia, ela me chamou para ir na casa dela jantar. Era meio que um big deal, pois nunca havia existido um convite antecipado como esse. Ela tinha arrumado a varanda com luzes e uma mesinha, foi simplesmente uma das coisas mais legais e agradáveis que eu já vivenciei com alguém. Infelizmente a bola de neve engoliu tudo esse dia. Claramente incomodada com a situação, com o que nós estávamos fazendo, ela ficou em um mood estranho e distante de mim. Era a primeira vez que ela fazia aquilo. Eu não entendi e tentei contornar, em um certo ponto eu soube que aquele era o último dia.
Depois disso ela se distanciou de mim, parou de falar comigo frequentemente. Eu achei que era algum tipo de mind game feminino, para eu correr atrás ou algo do tipo. Eu corri atrás e dei de cara em uma parede quilométrica. Não existia mais aquela ponte entre a gente, não existia mais nada a não ser uma tensão de quando vai ser a proxima vez que ela vai me chamar. Os pensamentos suicidas voltaram, eu já não conseguia trabalhar no mesmo local com medo de olhar no olho dela e saborear aquela sensação de que ela não me quer na vida dela, além dos meus pensamentos auto depreciativos de que eu era um bosta e que eu tinha me colocado em uma situação de merda.
A minha ansiedade piorou, tive que me ausentar um mês do trabalho por causa de crises constantes de ansiedade, comecei tratamento psiquiátrico junto com a terapia para segurar a ansiedade, não conseguia sair de casa, não conseguia fazer nada a não ser pensar nesse fracasso. Engordei 17 kg em um período de 9 meses. Eu fazia academia para emagrecer para ela me notar. Tenho 1,78 e estava com 80kg, depois disso, cheguei aos 98kg.
What a ride.
Depis de maio-abril de 2017 eu expliquei para ela que seria melhor se eu me afastasse para sempre. Bloqueei ela em todas minhas redes sociais, toda vez que via ela saia imediatamente do campo de visão dela, pois me dava crise de ansiedade. Evitava todos lugares achando que ela estaria ali. Não existia mais tranquilidade, ela aparecia nos meus sonhos, pesadelos. Eu realmente me perdi. Nunca mais vou conseguir falar com ela, perdi a chance de fazer essa garota incrível feliz. Obviamente a culpa de tudo isso é minha. Não tive maturidade para lidar e deu no que deu.
Atualmente eu lido com isso de uma maneira objetiva, que é: aprendizado. A vontade de morrer sempre vai existir, afinal, eu ainda amo essa garota. Nunca vou superar totalmente essa experiência devido a maneira que aconteceu. Eu me isolei socialmente por quase 12 meses, cheguei a excluir diversos amigos de longa data apenas por que eles namoravam. Apaguei familia de todas redes sociais, tudo me fazia lembrar de como eu era um miserável solitário que tinha falhado na única chance de conquistar a mulher da minha vida.
A única razão que eu estou escrevendo tudo isso, é por que eu preciso tirar isso de dentro de mim. Se eu realmente quero viver e tenho amor a mim mesmo, eu tenho que seguir em frente e ser resistente. Isso foi apenas um aprendizado, dos mais difíceis de toda minha vida. Eu questionava diariamente o por que de tudo isso ter acontecido. Eu nunca mais vou ser o mesmo, essa lição me mostrou muita coisa, uma delas é que eu tenho uma batalha constante com o meu eu interior. Nosso auto controle define quem somos, se você não em auto controle, possivelmente você vai se colocar em situações que podem mudar você e sua vida para sempre, eu espero que de maneira positiva.
Eu ainda tenho muito tempo pela frente para transformar o saldo dessa história em positivo. Mas o que eu queria mesmo era estar com ela.
Saudades de você, n.
TLDR;
Me iludi com uma colega de trabalho que era muito parecida comigo, fingi que estava preparado para uma relação superficial mas me apaixonei e acabei me perdendo dentro de mim mesmo. Entrei em depressão e me isolei socialmente por quase um ano, suicídio era mais aliviante do que pensar em um futuro positivo. A existência era dolorosa e pesada. Hoje eu sei que isso foi um aprendizado, daqueles fudidos que não é para a gente esquecer. Vou levar isso pro resto da vida, espero que com o tempo transforme o resultado em algo positivo.
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2018.04.08 17:04 EdSantos_321 Como o r/Portugal nos pode salvar dos filtros de censura

Viva, somos o Eduardo Santos (D3), a Paula Simões (AEL) e o Marcos Marado (ANSOL). No seguimento deste post (em que participaram Eduardo, Paula e a Teresa Nobre da Creative Commons), vimos dar algumas actualizações e fazer a ousada afirmação de que o Portugal pode muito bem acabar a salvar a Europa dos filtros de censura. Explicamos:
A situação actual é a seguinte: a Comissão JURI vota dia 24 deste mês (se não adiarem novamente). Neste momento, as informações que temos dizem que a situação está complicada, o equilibro de forças está dependente de muito poucas variáveis, e uma delas é o voto do Marinho e Pinto (e, não sendo a única, é aquela em que podemos tentar ajudar).
Neste momento o eurodeputado Marinho e Pinto está inclinado para seguir o voto do seu colega de grupo parlamentar, Jean-Marie Cavada, vice-presidente desta comissão. O Sr. Cavada é um senhor que diz coisas do género: a Wikimedia é um monopólio americano (final do 3º parágrafo, link em francês) que serve para fugir ao pagamento de direitos de autor, ou que os conteúdos que se criam na Internet são lixo. Claro que está a favor da reforma tal como ela está.
No entanto há alguma esperança de que possamos convencer nosso o eurodeputado a mudar o seu voto. Algumas razões para isso:
Mas dado que as negociações (entendimentos e posicionamentos intra-JURI) já se encontram adiantadas e com posições definidas, ele provavelmente não irá mudar de sentido de voto se não sentir que existe pressão pública nesse sentido, vinda de Portugal, a pedir que o faça. É aqui que o Portugal pode entrar, se assim o entenderem. A imprensa não está a dar atenção a esta reforma (e a verdade é que têm interesse económico directo no assunto - vide art. 11), e esta comunidade é das poucas com sensibilidade e massa crítica para assuntos de direitos digitais, e com dimensão suficiente para agir colectivamente.
O que fazer, exactamente? Temos duas sugestões, mas também se aceitam ideias. A imaginação é o limite :D
(se não estiverem muito à vontade no assunto e/ou precisarem de argumentos, vejam também o link acima, que resume do que se trata).
Importante! Embora saiba bem "ventilar" um pouco ou ter uma atitude mais agressiva com políticos com os quais discordamos ou possamos não apreciar, a verdade é que isso normalmente só tem efeitos contra-producentes. Ninguém gosta de lidar com pessoas agressivas ou receber emails em tom hostil, e ainda para mais isso coloca as pessoas numa atitude defensiva, logo menos receptivas a outras opiniões. Por favor assumam sempre uma atitude positiva nos vossos contactos. Usem as vossas razões, não as vossas emoções. #diznaoaobullying :D
Mas qual é o verdadeiro impacto que podemos ter? Será que conseguimos organizar algo com dimensão suficiente para fazer a diferença? A verdade é que acreditamos que não precisemos sequer de muito, para termos impacto: a fasquia está baixa. Por um lado, os eurodeputados portugueses não estão nada habituados a ver os portugueses interessados e a pronunciarem-se sobre os assuntos com que lidam em Bruxelas (se a culpa é deles, se nossa, dava uma thread só por si). Por outro lado, o deputado Marinho e Pinto não parece ser uma pessoa muito activa no mundo digital. Assim sendo, sim, cremos que uma iniciativa aqui mesmo numa thread do Portugal pode conseguir impressionar o deputado e fazer a diferença :D
Bora fazer isto?
EDIT: A Comissão dos Assuntos Jurídicos (JURI) anunciou novo adiamento da data da votação desta matéria. O que é positivo para nós, é sinal que ainda não há acordo entre os vários grupos. No entanto, as reuniões "shadow" (reuniões dos membros da JURI mas com apenas 1 representante de cada grupo político) irão continuar, e elas são determinantes pois é lá que se alcançam os acordos e se definem as posições que permitem chegar a uma maioria, no dia de voto. É importante continuar a contactar o deputado Marinho e Pinto, para ele saber que estamos cá e estamos atentos. A nova data da votação é 20 ou 21 de Junho. Faremos nova ronda aqui no Portugal durante o mês de Junho!
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2018.03.11 13:38 hgg Contratos das PPP

Neste thread apareceram pessoas a dizer que os contratos das PPP são secretos. Houve, no passado, alegações da existência de clausulas secretas: António Barreto denuncia existência de “cláusulas secretas” nos contratos das PPP. Talvez venha daqui essa ideia. No entanto estes contratos não são secretos.
Eu penso que quando tentamos desmontar as trafulhices feitas pelos políticos devemos ser extremamente rigorosos para lhe secarmos os argumentos.
Pelo menos até 20 de Maio de 2013 o site da DGTF tinha uma lista com os contratos de PPP da administração central. Felizmente temos a WayBackMachine, consegui encontrar uma cópia com a página dos contratos. Ainda mais curioso é o facto dos contratos ainda estarem disponíveis no site da DGTF, podemos obtê-los se tivermos os links directos para os PDFs:
Isto coloca algumas questões:
Nota final: na lista acima faltam as PPPs dos municípios. Essa é outra história de terror...
Edição:
Edição II: Obrigado pelo ouro!
Edição III: O grade-x fez o OCR dos contratos e disponibilizou-os aqui. A qualidade é surpreendentemente boa.
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2018.03.02 21:49 Guiff Com o termino da Licença maternidade da minha namorada, empresa está tentando "forçar" ela a pedir demissão.

Minha namorada morava e trabalhava em outra cidade no interior, ela pediu para fazer acordo de demissão e eles disseram que fariam depois das ferias dela, porem no meio das ferias descobrimos q ela estava gravida e agora a empresa só iria mandar ela embora depois da licença.
Chegou na data da licença e eles disseram q tudo estaria certo para mandar ela embora quando ela voltasse de licença mais as ferias novamente, então ela quebrou o contrato da casa q alugava e se desfez dos moveis se mudando para minha casa.
Porem agora na ultima semana de ferias dela, eles entraram em contato dizendo q n iriam poder mandar ela embora nos próximos messes por causa do Dissidio, e q ela teria q trabalhar pelo menos mais alguns messes para um possível acordo.
Não temos condições de ir para la durante esses meses, então queria saber se alguém tem alguma dica do q podemos fazer além de pedir demissão, a maioria das pessoas disse q deveríamos dar atestados durantes esses meses, mas nem sei se conseguimos, outros q poderíamos entrar com processo por a empresa ter mentido, nem tenho ideia se isso é algo realmente possível.
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2017.08.15 23:53 feedreddit Longe de Charlottesville, São Paulo também celebra o “lado errado da história”

Longe de Charlottesville, São Paulo também celebra o “lado errado da história”
by Ana Maria Gonçalves via The Intercept
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A manifestação neonazista e o atentado ocorridos na semana passada em Charlottesville giram em torno da disputa simbólica da herança representada pelos monumentos confederados. A cidade da Virgínia, seguindo o exemplo de algumas outras cidades do sul dos Estados Unidos, pretende remover a estátua do general Robert E. Lee, e os supremacistas brancos estavam por lá para defendê-la.
Lee foi o militar que comandou o exército da Virgínia contra a União, numa guerra separatista que queria manter a escravidão no Sul do país. A discussão tomou fôlego em 2015, depois que um supremacista branco matou nove pessoas negras em um atentado a uma igreja em Charleston, na Carolina do Sul. A cidade de New Orleans, por exemplo, comemorou, em maio passado, a remoção do último dos quatro monumentos confederados, exatamente uma estátua do general Lee.
O prefeito Mitch Landrieu, que é branco, reconheceu que tais monumentos celebram a supremacia branca, e disse que tal ato poderia fazer com que o estado da Louisiana finalmente começasse a se curar [dos males da escravidão], pois “não é bom continuar reverenciando uma falsa versão da história e colocar a Confederação em um pedestal”, completando que há que se reconhecer que os confederados estavam no lado errado da história.
“Não é bom continuar reverenciando uma falsa versão da história e colocar a Confederação em um pedestal”Por “lado errado da história”, por mais que se tente amenizar ou mesmo mascarar a intenção dos estados do sul durante a Guerra da Secessão, deve-se entender:o lado que defendia a manutenção de uma economia baseada na escravidão.
Não é apenas nos Estados Unidos que o “lado errado da história” é celebrado e mascarado. Aqui no Brasil, em Santa Bárbara D´Oeste (SP), há mais de 30 anos acontece a Festa Confederada. Com patrocínio estatal e incluída no calendário oficial do Estado de São Paulo, a festa, segundo os organizadores, foi organizada para “manter viva a memória dos nossos ancestrais” – ou seja, os confederados que, depois de derrotados nos sul dos Estados Unidos, vieram procurar abrigo no Brasil, onde ainda havia escravidão.
A história desses ancestrais e de como chegaram a esta região do estado de São Paulo pode ser lida no livro “Brazil: the Home for Southerners” (“Brasil, lar dos sulistas”, em tradução livre), do reverendo Ballard S. Dunn. Na festa dos descendentes dos confederados brasileiros, assim como nas casas e nas manifestações dos supremacistas estadunidenses, a bandeira confederada está em todos os lugares: nas roupas, na decoração, nos uniformes, pintada no palco onde acontecem shows e apresentações.

O contexto dessa imigração

Um dos grandes problemas deixados por séculos de escravidão foi o que fazer com o enorme contingente de negros libertos ou libertados, que nunca seriam totalmente integrados à sociedade. Aos olhos dos ex-senhores e das autoridades, representavam tanto uma ameaça à ordem pública, em locais onde eram muito numerosos, como uma ameaça à composição étnica, por serem considerados inferiores.
Os Estados Unidos fundaram uma colônia na África (Libéria), para onde enviaram todos os negros que se dispunham a deixar o país, com todas as despesas pagas. A ideia de uma colônia de negros norte-americanos no Brasil, mais especificamente na região amazônica, também era bastante atraente, por ser mais perto e por acreditarem que tínhamos aqui um modelo de sociedade menos racista.
O governo brasileiro chegou a ser consultado em algumas ocasiões, abortando a ideia porque, na época, mesmo antes da Abolição por aqui, já se pensava em um processo de branqueamento da população. Havia leis que proibiam a entrada de africanos livres no país e, ainda em 1945, imigrantes deveriam ser selecionados de acordo com a “necessidade de preservar e desenvolver, na composição étnica da população, as características mais convenientes de sua ascendência européia.” A política de incentivos para atrair imigrantes europeus brancos acabou atraindo também os brancos norte-americanos.
Descendentes de sulistas americanos na Festa Confederada de 2017
Reprodução: Festa Confederada / Facebook
Com o fim da Guerra Civil, alguns sulistas brancos escravocratas se sentiram humilhados com a derrota imposta pelo norte abolicionista, acreditando que não havia mais condições de permanecerem no país. Na década de 1860, o reverendo Ballard S. Dunn fez uma longa expedição pelo Brasil e acabou escolhendo, com o aval do Imperador, uma região no interior do estado de São Paulo. Mudando-se para lá junto com várias famílias, fundou os povoamentos que dariam origem às cidades de Americana e Santa Bárbara D´Oeste. A ligação com o passado é tão forte que até 1998, o brasão de Americana ainda fazia alusões à bandeira confederada.
Nenhum problema que os descendentes de confederados brasileiros queiram continuar reverenciando seus antepassados, mas que o façam com a verdade, em respeito à História e aos descendentes de escravizados.Os descendentes dos confederados de Santa Bárbara D´Oeste, representados por uma associação chamada Fraternidade Descendência Americana, soltaram uma nota condenando e lamentando o atentado em Charlottesville. A nota contém trechos de uma mesma nota emitida em 2015, quando do atentado na igreja de Charleston, como podemos ver reportagem, e pode ser lida na íntegra aqui , mas da qual destaco:
“A Fraternidade Descendência Americana representa milhares de descendentes de imigrantes Americanos que escolheram o Brasil como novo lar após sofrerem os horrores da guerra da secessão. Este conflito resolveu todas as divergências filosóficas, políticas, econômicas e sociais, onde o lado vencedor ditou as regras para todos daquele país, cujos efeitos refletem no atual sistema de vida dos Norte Americanos. Nossos ancestrais encontraram no Brasil o abraço acolhedor e a paz para recomeçarem suas vidas, sendo seus descendentes os maiores demonstradores da integração entre raças e povos frutos dos casamentos inter-raciais que ocorrem desde das primeiras gerações de descendentes.”
E:
“Aproveitamos para ressaltar que o General Robert E. Lee é considerado um dos melhores generais da história dos EUA e que ele não possuía escravos e entendia que a escravidão era um grande mal. Ele liderou as tropas confederadas na sua luta pela independência. Desta forma, o General Robert E. Lee não representa os grupos extremistas de direita estadunidense.”
Há tantos problemas nestes dois parágrafos acima que fica difícil começar, mas vou me ater ao que se refere ao general Lee. Nenhum problema que os descendentes de confederados brasileiros queiram continuar reverenciando seus antepassados, mas que o façam com a verdade, em respeito à História e aos descendentes de escravizados.
A bandeira dos Confederados é hasteada para a festa no interior de São Paulo.
Divulgação: Festa dos Confederados / Facebook
“Informações sobre a vida de Lee foram editadas para apresentá-lo sob uma luz favorável, começando imediatamente após sua morte – até mesmo no Norte”, diz este artigo, que ainda traz a seguinte declaração do ex-escravo, escritor e abolicionista Frederick Douglass: “Dificilmente podemos pegar um jornal que não esteja cheio de bajulações nauseantes” acerca de Lee, sobre quem “parece que o soldado que mais matou homens em batalhas, até mesmo por má causa, é o maior dos cristãos, qualificado por um lugar no paraíso.”
O artigo também dá conta de que Lee teve escravos sim, ao contrário do que muitos tentam negar: “Lee possuía escravos próprios antes da Guerra Civil, até 1852 [sua esposa continuou possuindo depois disto], e considerou comprar mais depois desta data, de acordo do a biografia escrita por Elizabeth Brown Pryor, que se baseia nas correspondências de Lee.” Em carta para a esposa, o general diz o que acha da escravidão: “A escravidão, como instituição, é um mal moral e político em qualquer país”.
A Guerra Civil foi, sim, uma luta pela manutenção da escravidãoDeve ser daqui que a Fraternidade Descendência Americana tirou a declaração sobre Lee, esquecendo-se, no entanto, do que complementa essa sua declaração. Lee afirma que a escravidão era pior para os brancos do que para os negros, e que era necessário que os negros a suportassem, para que fossem civilizados:
“A dolorosa disciplina pela qual estão passando é para a instrução de sua raça… Por quanto tempo esta instituição será necessária é sabido e ordenado por uma sábia Providência Misericordiosa.”
Ou seja: só Deus sabia, e não cabia aos homens libertá-los. Aqui se confirma o argumento de que a Guerra Civil foi, sim, uma luta pela manutenção da escravidão, na qual a religião foi forte componente. O que pode ser confirmado neste artigo, que a coloca no centro das declarações dos vários estados confederados.
Ou seja, naquele tempo e agora, os símbolos confederados, como a bandeira e as estátuas do general Lee, representam um ideal defendido tanto por Trump quanto pelos supremacistas brancos: a américa para os americanos – e apenas os brancos protestantes. Os mesmos que migraram para o Brasil e deram origem às cidades de Americana e Santa Bárbara D`Oeste. Que seus descendentes queiram honrar sua memória é completamente entendível, mas que também assumam a verdade histórica da herança que trouxeram com eles.
Foto em destaque: Polícia protege estátua em Charlottesville, no último sábado, dia 12. Michael Nigro/ AP
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2016.06.12 21:24 shirleioliveira A IMPORTÂNCIA DAS FÁBULAS NA LITERATURA INFANTO - JUVENIL

Acadêmicos: Cristiane Cardoso da Silva Mat: 327818, Damarys Oliveira da Silva de Paiva Mat: 714725 Karita Marreiros Mat: 917241 Rita de Cassia Mat: 863453 Shirlei de Sousa Oliveira Mat: 785936 Professor-Tutor Externo: Clebson Peixoto Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI Curso (LED 0259) – Prática do Módulo V 21/05/16
RESUMO: A intenção desse trabalho é mostrar que a literatura é uma manifestação artística e que possui uma comunicação importante que atua como tecelã da linguagem e a transmissão do conhecimento das expressões humanas. O objetivo deste trabalho é abordar quanto ao gênero, fábulas e a importância da literatura na formação do ensino fundamental e no EJA (Educação de Jovens e Adultos) da Escola Elcione Barbalho, localizada no bairro Liberdade da cidade de Marabá-PA, na literatura infanto - juvenil buscamos através de referência documentos, revistas, jornais, livros, pesquisa de campo e internet. Este estudo aborda o papel da escola na formação do individuo, buscando incentivar a escrita e a leitura para assim facilitar o seu desenvolvimento social e emocional, onde iremos utilizar a didática pedagógica da literatura infantil, baseado nas ideias dos seguintes autores: Cândido Antônio, Azevedo, Bruno Betteilheim.
Palavras Chaves: Fábula. Ensino. Educação. Literatura Infanto-Juvenil.
1 INTRODUÇÃO: Neste trabalho apresentamos a didática para a utilização da importância das fábulas na literatura infanto - juvenil, onde levaremos em consideração a importância dos contos de fábulas para a construção do seu imaginário. Este estudo se baseará em autores como Bruno Betteilheim, Cândido Antônio e Azevedo, que tratam de contos de fábulas, cada autor tem uma área específica.
 O objetivo desse trabalho é mostrar que a literatura é uma manifestação artística e também observar a influência dos contos de fábulas no imaginário infanto - juvenil da escola Elcione Barbalho na cidade de Marabá-PA. Acreditamos que os contos de fábulas ajudarão os jovens no ensaio de vários papéis sociais, proporcionando a construção de uma personalidade sadia e também promover a socialização. A troca de experiência é uma maior inserção no grupo social assim promovendo o desenvolvimento da imaginação, da criação, da percepção de mundo a partir das possíveis interpretações dos contos de fábulas. A importância do nosso paper que seja ,um arquivo para pesquisas futuras. Este trabalho utilizou-se em duas etapas de pesquisas sendo que uma etapa foi de observação da prática pedagógica das professoras e uma segunda etapa onde ela trabalha a oralidade e a produção textual , ortografia e linguística. Dentro das problemáticas encontradas buscamos analisar, investigar a importância das fábulas como gênero literário dentro de sala de aula e também levantamos questionamentos em relação a problemas na prática da docência em relação ao gênero literário. Como as professoras utilizam as fábulas em sala de aula na aprendizagem e aumento da cognição do aluno? Como a instituição escola trabalha a literatura para fazer leitores nos estudos observados. 
2 Entendemos por literatura: Uma comunicação de caráter humano, que utiliza de vários recursos seja humano, físico, material, intelectual, social, estético, formador, educador, lúdico entre outros recursos , transferindo aprendizagem, saber, conhecimento, instrução e valores próprios da alma humana através do diálogo significativo ficcional / real desta forma de expressão e produção intelectual humana objetivando a interiorização, a identificação, a inserção e a transformação do indivíduo em seu meio ou sociedade. Podemos definir a literatura como: produção intelectual, expressão artística humana. Azevedo (2007, p.215) afirma que:
“A importância da literatura é indiscutível pois é através dela que nos relacionamos com os valores humanos mais nobres e os mais baixos como o amor e ódio, a bondade e a maldade, a inveja e a solidariedade, a angústia e a alegria , o ciúme e a caridade a soberba e a humildade entre outros”. Cabe a Literatura a finalidade de transformar por meio da escola a expressão artística com o decoro a instrução dos jovens. Neste paper a literatura é considerada em sua funcionalidade formadora e educadora para criar leitores. Antônio Cândido nomeia três funções para a literatura: Função Psicológica : Capacidade individual de fantasiar pela ficção, Função Formadora: Formação e educação do ser humano movida por ideais, Função Humanizadora: Humaniza em sentido profundo porque faz viver. O atuar do diálogo com o texto quer seja por meio do professor para com o aluno, ou por meio de indivíduo para um grupo de pessoas nos ajuda a compreender a literatura. Através de uma aprendizagem sócio interacionista e sócio construtivista (Piaget e Vygotsky). Observamos então a importância de fazer leitores assíduos pelos textos literários, que auxiliam na cognição do indivíduo com criatividade e compreensão do mundo que o rodeia . A fábula o qual trabalhamos no paper e procuramos investigar através de pesquisa documental em arquivos de órgãos públicos e instituições privadas assim também informativos, revistas, anais, relatórios de pesquisa, periódicos , cujo autores que baseiam e norteiam a nossa pesquisa de caráter, qualitativo e quantitativo são Antônio Cândido, Bruno Bettelheim e Azevedo, trabalhamos também com a pesquisa de campo entrevistando alunos e duas professoras de língua portuguesa de uma escola de ensino fundamental localizada no bairro da liberdade no município de Marabá, uma escola que faz parte de um projeto social do governo federal para alunos do EJA ( alunos com idade variante de 15 a 25 anos ) cuja pesquisa foi feita com questionários com perguntas previamente elaboradas. Segundo o dicionário Aurélio (2000, p.30) a fábula é uma narração breve cujas personagens via de regra são animais que pensam, agem e sentem como os seres humanos. Esta narrativa tem por objetivo transmitir uma lição de moral. Alguns escritores de fábulas são : Esopo, temos também os brasileiros Monteiro Lobato e Leonardo Boff obra em destaque (a águia e a galinha ) cuja fábula será abordada neste paper. No primeiro passo da pesquisa, será mostrado aos alunos através de recursos audiovisuais e no segundo passo os alunos serão observados para análise de interpretação de texto, ortografia , linguística e oralidade. Os objetivos deste paper abordam a questão da importância do trabalhar as fábulas em sala de aula descrevendo e realizando o diagnóstico necessário no cotidiano escolar. Sendo que esta pesquisa está dividida em três capítulos distintos: No primeiro capitulo Observação didática sobre a fábula pela professora regente da turma, no segundo capitulo a análise foi feita para Verificando se a professora reconhece a importância de trabalhar as fábulas em sala de aula o terceiro capítulo procura Analisando o impacto que a fábula tem sobre a realidade do educando. Para a realização deste trabalho a fábula foi escolhida por ser um gênero literário de narrativa curta e de fácil entendimento para o aluno auxiliando-o na aprendizagem de uma forma diferenciada , prazerosa e atrativa. A fábula estudada foi encontrada na internet assim como o vídeo . As professoras trabalham em sala de aula com um livro chamado o Guia de Estudo Integrado Unidade Formativa I , que possui todas as disciplinas fundamentais como Português, Matemática , Geografia ,Ciências, Inglês e História. Todos os alunos possuem livros que foram dados pelo Governo Federal. Este paper busca compreender, analisar e investigar a importância da fábula como gênero literário dentro da sala de aula, e levantar questionamentos em relação a problemas como é a prática da docente em relação gêneros literários? A fábula utilizada está de acordo com o nível de desenvolvimento do aluno ? Neste estudo foi observado a prática pedagógica das duas professoras de língua portuguesa, de que forma as atividades literárias estão sendo desenvolvidas em sala de aula e se estas professoras estão formando leitores que apenas leem ou leitores que leem e tem uma visão critica acerca da leitura e quais as dificuldades encontradas por estas professoras ao usar a fábula em sala de aula e de que forma elas podem intervir para resolver os problemas. O ambiente de sala de aula foi preparado para receber os alunos como se fosse um clima de cinema, na sala estava instalado o data show com o vídeo da fábula a na biblioteca da escola, os alunos estavam sentados confortavelmente em suas carteiras, sendo que aos alunos foi permitido que levassem pipoca,com a luz apagada eles assistiram ao vídeo logo após foi feito pelas professoras uma explanação oral sobre a fábula e a culminância desta atividade se deu de forma de uma produção textual ( síntese ) escrita sobre a compreensão daquela fábula. A professora da turma acredita que as fábulas motivam os alunos a estudar, auxiliando na oralidade e a produzir textos. Ao passo que a expectativa das duas professoras de língua portuguesa em relação a aprendizagem do aluno eram : Falar sobre o significado da representação do papel de cada animal apresentado e qual a funcionalidade moral da fábula e compreender a literatura, objeto de aprendizagem, que assimila a vida real através da ficção os resultados obtidos a partir deste estudo foram satisfatórios pois pudemos sanar algumas dúvidas e questões em relação ao tema fábulas. 3 Observação didática sobre a fábula pela professora regente da turma. As educadoras se preocuparam com aspectos a temas motivacionais com as fábulas , que transmitem esperança , perseverança já que os alunos do EJA são pessoas que trabalham o dia todo e a noite ainda vão estudar, sendo que a maioria dos estudantes são mulheres , tem um caso de uma aluna que vai estudar e o marido que não é estudante da escola, fica esperando na cantina as quatro horas de aula a mulher terminar os estudos. Tem casos também de mulheres que engravidaram e tiveram que deixar de estudar, mas como o programa oferece creche para as alunas, tiveram oportunidade de estudar ou são pessoas que abandonaram os estudos por vários motivos: dificuldades econômicas, sociais, geográficas, culturais etc.. A professora também preocupou se os alunos já tinham conhecimento prévio da fábula, todos responderam que não. Outra preocupação em trabalhar fábulas para EJA de ensino fundamental é não praticar infantilização dos textos pois são pedagogias diferentes. A simbologia da fábula a águia e da galinha é interessante e vai de acordo com o interesse que cativam o aluno, a fábula trabalha o paradoxo e a ambivalência entre os dois animais pois a águia tem o significado de que ela é uma vencedora e ela pode voar e conquistar novos horizonte , enquanto a galinha é um animal da terra que fica ciscando o chão, que está preso a terra e não pode voar. Inicialmente a produção das fábulas no novo mundo foi disseminada por Esopo foi somente com Jean de La Fontaine que elas tiveram uma característica educacional e artística, as fábulas com o decorrer da história foram de adaptando aos novos tempos sendo que com Jean de La Fontaine as fábulas apresentaram característica oral e foram trabalhadas as simbologias, exemplificando a águia tem uma simbologia de vencedora enquanto a galinha tem uma simbologia de conformidade. Como as fábulas possuem caráter antropomórficos em que os animais possuem a capacidade de projetar-se como seres humanos com sentimentos e valores morais humanos, foi feita esta comparação simbolicamente para que os alunos se identificassem com a história e quiçá transformassem o meio em que vivem . Podemos perceber que as professoras tinham uma boa formação pedagógica a fábula não ficou infantilizada e auxiliou no desenvolvimento e aprendizagem dos alunos. Fábula utilizada em sala de aula : A águia e a galinha Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: – Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia – De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão. – Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas. – Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia. Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: – Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe! A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. O camponês comentou: – Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha! – Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã. No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe: – Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe! Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas. O camponês sorriu e voltou à graça: – Eu lhe havia dito, ela virou galinha! – Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar. No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe! A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou… voou… até confundir-se com o azul do firmamento…” (Fonte http://www.catequisar.com.bmensagem/reflexoes/06/msn_147.htm)
4 Verificando se a professora reconhece a importância de trabalhar as fábulas em sala de aula : No momento da entrevista duas professoras respondiam ao questionário e com suas respostas conseguimos chegar ao objetivo geral do paper aonde trabalhamos a importância de se trabalhar fábulas em sala de aula. Nesta fase a professora número 1 respondeu que a importância é que a fábula motivava os alunos, enquanto a professora 2 respondeu que a fábula desperta a construção do caráter da cidadania dos alunos. Analisando as perguntas e as respostas desta pesquisa podemos perceber quando a professora 1 responde que trabalhar fábulas em sala de aula motiva os alunos, logo eles conseguem se identificar com os personagens da fábula pois quando o escritor cria um modelo de personagem tem essa concepção de ser , de fazer com que o leitor se identifique com um dos personagens, identificando quer seja com a simbologia ou característica que este personagem tem na sua vida , acontece então esta transcendência do mundo fictício para o mundo real Betteilheim (2007, pag. 54). Quando a professora 2 responde sobre a utilização de fábulas para os alunos é que ela desperta a construção do caráter do aluno , podemos então entender nesta frase a função formadora de instrução educacional da fábula. Segundo Coelho (2000, pag. 40) a terceira fase da leitura que abrange as crianças e os adolescentes, ou seja, a fase do leitor critico ( a partir dos 12/13 anos ) Aonde o leitor já possui uma capacidade , habilidade de refletir e ter pensamentos críticos em relação a textos e em relação a leitura que lhe é apresentada. Outra importância de se trabalhar fábulas em sala de aula, que as professoras reconheceram foi a facilidade que a fábula tem na produção e interpretação do texto, auxiliando também na oralidade, na ortografia e na linguística. Percebe-se isto na resposta das entrevistas quando a professora 1 disse que o objetivo de utilizar fábulas em sala de aula seria a sua facilidade no entendimento que ajuda na interpretação de textos, sendo que a professora 2 respondeu que a fábula possui um valor diagnóstico pois identifica qual aluno possui mais facilidade na interpretação de texto, quando foi perguntado para a professora quais os resultados alcançados a professora 1 respondeu que a fábula auxilia na produção de pequenos textos , na interpretação , na oralidade, ortografia e na linguística . A fábula sendo uma narrativa geralmente curta ,considerada um gênero de característica universal aonde pode ser captada de um modo simples que remonta aos antepassados humanos desde a contação de estórias nos interiores das cavernas ou entre os descansos após as caçadas. Justificando assim a facilidade do gênero fábula em se trabalhar interpretação produção e oralidade em sala de aula , pois o aluno ao produzir e interpretar textos é desafiado a usar a criatividade, a reflexão , o senso critico na escrita auxiliando na ortografia pois ele vai ter que exercitar a gramática da língua portuguesa em sua atividade de sala de aula , em quanto o auxilio na fábula na oralidade se dá, quando a professora questiona oralmente ao aluno quanto ao o que ele entendeu sobre a fábula apresentada no ambiente escolar, esta metodologia incentiva até os alunos mais tímidos a se expressar oralmente, entretanto quando a professora 1 fala que a fábula auxilia também na linguística do aluno ela se refere que a fábula pode também trabalhar as variações linguísticas e o regionalismo em sala de aula, o exemplo deste, são as fábulas do famoso escritor brasileiro Monteiro Lobato. 5 Analisando o impacto que a fábula tem sobre a realidade do educando . Utilizamos a amostragem de 35 alunos para compreendemos esta investigação. Através do método de observação e realização de um formulário quantitativo Por mediação da literatura os valores da humanidade são apresentados aos alunos quando no primeiro momento de nossa pesquisa a professora dentro da biblioteca e apresentando o vídeo perguntou no final se eles entenderam a fábula e se eles queriam ser águia ou galinha? Todos os alunos responderam que queriam ser águia , os alunos se identificaram com águia de simbologia vencedora, conquistadora e heroica despertando neles sentimentos motivados por valores humanos como orgulho, desejo, vontade , esperança, virtude e coragem, desejo de serem vencedores como a águia . Portanto a maioria dos alunos são de baixa renda e através da educação poderia conseguir um bom emprego como foi o caso de uma aluna que comentou que estava estudando para concluir o ensino fundamental porque ela no serviço de faxineira de uma siderúrgica tinha perdido uma promoção , de trabalhar de secretária porque não tinha o ensino médio. Com a sua função humanizadora, a fábula, formou leitores e produtores de pequenos textos, apesar de alguns problemas enfrentados ( ponto fraco em relação a fábula é que quando existem alunos semianalfabetos, ou analfabetos funcionais as fábulas devem ser trabalhadas oralmente ou através de recursos audiovisuais) pela professora e pelos alunos, na questão de alfabetização e letramento e dificuldades ortográficas , pois alguns alunos não sabiam ler e escrever corretamente entretanto a intervenção da professora para sanar estes problemas foi aulas de reforço escolar. A fábula trabalhada em sala de aula teve um impacto social na vida destes alunos pois a fábula a águia e a galinha despertou a vontade de transformação e inclusão social deste alunos. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS De acordo com a regência feita em sala de aula , os resultados obtidos a partir dos estudos foram esclarecedores . Analisamos que as fábulas desenvolvem a capacidade da criança e do jovem de fantasiar , e na criatividade, outras contribuição foram interpretação e produção de textos, ortografia e linguística, os problemas que surgiram durante a pesquisa foram dificuldades de letramento e alfabetização aonde a intervenção foi aulas de reforço. Observamos também que é boa a prática pedagógica das professoras, e os textos estavam de acordo com o desenvolvimento dos alunos, sendo que esta pesquisa nos levou ao conhecimento e contribuição para futuras pesquisas aos estudos de fábulas e entendimento sobre que as fábulas têm no processo de formação da criança e jovens.
 Questionário 
1) Qual a importância da utilização de fábulas para os alunos ? Professora 1 R= A motivação que a fábula proporciona ao aluno Professora 2 R= Temos que despertar a construção do caráter da cidadania dos alunos 2) Qual o objetivo de usar fábulas ? Professora 1 R= Porque a fábula é um Gênero Textual de fácil entendimento auxiliando na interpretação de textos . Professora 2 R= A fábula tem um valor diagnóstico pois através dela podemos perceber quais os alunos possuem facilidade de interpretação 3)Como a professora utiliza estas fábulas em sala de aula ? Professora 1 R= Usamos com a ajuda de recursos audio visuais no primeiro momento em sala de aula depois fazemos atividades orais e escrita. Professora 2 R= Data Show , depois questionário com pergunta e respostas. 4)Quais eram as fábulas utilizadas? Professora 1 R= O Coordenador envia as fábulas que são iguais para todos os professores foram elas a fábula da galinha e da águia, a fábula do porco espinho e a fábula da raposa e do lenhador. Professora 2 R= A fábula do porco espinho ,a fábula da raposa e do lenhador, a fábula da galinha e da águia 5) Quem eram os autores ? Professora 1 e Professora 2 R= Esopo ,Leonardo Boff, Irmãos Grimm 6) Quais os resultados alcançados ? Professora 1 R= A fábula auxilia na interpretação de textos, na produção de pequenos textos, na ortografia e na linguística Professora 2 R= Ajuda na interpretação de texto , na oralidade pois os alunos tem que contarem o que eles entenderam do texto.
 Tabela com a observação de alunos 
1) Quantos alunos se mostraram interessados em assistir o vídeo da fábula a águia e a galinha. Todos os 35 alunos 2) Quantos alunos se identificaram com a fábulas ? Todos os 35 alunos 3) Quantos alunos se expressaram oralmente 3 três 4) Quantos alunos conseguiram fazer a síntese do texto ? 25 alunos 5) Quais problemas enfrentaram ? Letramento e alfabetização
6) A fábula estava de acordo com a faixa etária do aluno , para que não ocorresse infantilização do Texto? Sim 35 alunos
 Foto 1 Apresentação do vídeo da fábula aos alunos Fonte : https://projovemelcionebarbalho.blogspot.com/ Foto 2 No segundo momento os alunos estão fazendo a produção textual escrita, sobre a fábula. Fonte : https://projovemelcionebarbalho.blogspot.com/ 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BETTELHEIM , Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. 26. ed. São Paulo: Paz e Terra.2007 RIBEIRO, Helena. Livro, 2012. Disponível em: < http://www.helenaribeiro.com/livro-voce-a-aguia-e-a-natureza/a-historia-da-aguia-e-a-galinha>Acesso em 29 mar.2016 ROCHA,Janaina. Monografia, 2011. Disponivel em : http://www.uneb.bsalvadodedc/files/2011/05/Monografia . Acesso em 30 mar.2016 SANTOS, Abraão Junior Cabral. et al. Literatura infantojuveni. Indaial, SC: Uniasselvi, 2013. Fontes: Cartilha do curso de licenciatura em letras Diretrizes da disciplina seminário da Prática http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-da-literatura-para-o-desenvolvimento-da-crianca/9055/ http://www.catequisar.com.bmensagem/reflexoes/06/msn_147.htm http://www.estudopratico.com.bfabula/ http://www.histedbr.fe.unicamp.bacer_histedbjornada/jornada11/artigos/9/[email protected] http://www.infoescola.com/literatura/literatura-infanto-juvenil/ http://literatura.uol.com.bliteratura/figuras-linguagem/37/artigo225090-1.asp https://projovemelcionebarbalho.blogspot.com/
http://www.recantodasletras.com.bteorialiteraria/278085 http://www2.uefs.bdla/graduando/n4/n4.13-23.pdf
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2015.11.29 00:40 tristeza_do_jeca Mais um daqueles desabafos depressivos e confusos de um aleatório qualquer...

Olá /Brasil. Fiquei com um pouco de receio de falar sobre isso aqui, porque eu sei que este não deveria ser um fórum estilo "autoajuda" ou coisa do tipo. Mas eu queria contar minha história pra alguém, e não queria que fosse para um total estranho de cultura diferente lá no /depression ou /suicidewatch ou coisa do tipo. Então já peço perdão por postar esse tipo de coisa aqui.
Primeiramente, sim: Este é um daqueles tópicos falando de depressão, suicídio, solidão e etc. Não precisa ler se não quiser, prometo não ficar magoado. Na verdade eu até recomendaria não ler.
O esquema é: Moro sozinho há 3 anos no interior de um estado, no final deste ano estou terminando ciência da computação na faculdade. Durante 2.5 anos eu tinha um emprego horrível, com péssimas condições de trabalho. Mas tive que ficar durante esse tempo todo porque eu tinha um salário que pagava minhas contas e também que era numa empresa grande, o que pode contar pro meu currículo.
(Hoje eu já saí daquela empresa e tenho outro trabalho de meio período. Não é muito legal e eu ganho 900 reais só, mas pelo menos não tenho toda aquela pressão que tinha na empresa anterior, infelizmente isso dá pra pagar o aluguel, despesas da casa e comida só, termino todo mes sem dinheiro)
O que acontece é que durante este tempo todo eu sempre estive muito infeliz e sozinho. Eu até tenho uns 3 "amigos" isolados, porém a real é que não faço parte de grupo nenhum, então eu nunca tive um círculo social muito grande aqui.. Também não tenho namorada, família e nem ninguém que eu confie e possa falar sobre isso ou pedir ajuda.
Enfim... ultimamente eu tenho me sentido muito mal mesmo aos finais de semana, mais do que era comum. É uma sensação estranha... eu só sei que é de regra toda sexta feira e sábado a noite acontecer o seguinte:
1 - Meu estomago começa a fazer barrulinhos. (Tipo quando vc tá com fome)
2 - Fico extremamente irritado.
3 - Começo a chorar de desespero por alguma coisa que eu não sei é o que é.
4 - Começo a ter vontade de me agredir, e geralmente acabo fazendo. Não é algo que eu tenha controle, não é tão simples assim... do nada eu só começo a ter uma raiva imensa de mim e começo a me bater, geralmente socos na cabeça até o ponto que eu fico com tontura. Depois disso eu acabo ficando mais calmo.
É como se tivesse alguma coisa dentro da minha cabeça e eu quisesse tirar, mas não importa o que eu faça, eu nunca consigo tirar aquilo de lá.
Desnecessário dizer que pensamentos suicidas acompanham o processo todo, certo? Atualmente até mesmo durante a semana quando estou "bem" eu acabo tendo vontade de morrer(na verdade, não lembro qual foi a última vez que eu não tive essa vontade). Porque por mais que eu esteja temporariamente bem, eu sei que vai chegar o final de semana e vai trazer tudo aquilo lá de volta. É como se fosse uma tortura.
Eu sei que isso é algum tipo de problema psquiatrico ou psicológico. E não é de hoje que isso acontece, na verdade, acontece desde meus 15 anos.
Durante os dois últimos anos eu tentei procurar ajuda médica. Mas eu não tenho muito dinheiro, então acabo dependendo do SUS. Eu fui primeiro num clínico geral... ele não quis me mandar pra um psiquiatra porque ele disse que eu só tava lá pra matar trabalho. Depois eu tentei de novo e consegui ser encaminhado para um psiquiatra, mas isso não me ajudou muito também.
Uns meses depois fiz uma consulta com uma psicologa do posto de saúde. Foi bem legal até, ela perguntou bastantes coisas e demonstrou que estava disposta a tentar resolver o problema. Infelizmente alguns dias antes da minha segunda consulta, onde iríamos discutir sobre um tratamento e tal, ela ligou e disse que não seria mais possível porque a prefeitura não iria renovar o contrato dela. E desde então não tem mais psicologo no posto.
Eu sempre estou olhando os preços de consultas com psicologos fora do posto e tal, mas não são preços muito convidativos pra mim. Na verdade, pra eu pagar uma consulta com minha renda atual, eu teria que ficar sem comer por um mês. E pelo que vi, os tratamentos pra essas coisas costumam demorar um pouco, mais consultas até semanais as vezes.
Talvez até tenha algumas alternativas pra conseguir tratamento de graça. Mas eu sou muito tímido pra ir atrás dessas coisas.
Eu vou continuar tentando. A ideia agora é conseguir um emprego que pague um pouco melhor, talvez em outra cidade(já que estou terminando a faculdade). Mas é que é muito difícil fazer as coisas quando estou tendo essas crises. É difícil estudar e produzir, é difícil pensar numa saída. Só pra escrever esse texto que deve estar ficando um lixo sem sentido nenhum eu já tenho que fazer uma força imensa...
E além de tudo isso ainda tá chegnado a pior época do ano, que já é histórico eu me sentir péssimo. Em todos os anos eu me sinto mal no natal e ano novo. Mas esse ano é diferente... é como se tivesse ficado tudo mais sério. Eu estou com muito medo de acabar fazendo alguma coisa irreversível, porque da mesma maneira que eu não consigo me controlar quando começo a me bater, talvez eu tente fazer outra coisa e também não consiga me controlar e me "trazer de volta".
Analisando logicamente minha vida, ou seja: Sem amigos, sem família próxima, sem namorada e com pouco dinheiro e pouca perspectiva de mudança, talvez o melhor seria mesmo suicído. A real é que não sei porque eu to acordando toda manhã se sei que vou ter quase nenhum prazer e vou acabar sofrendo TODO DIA. Pior ainda nos finais de semana que eu não tenho muito o que fazer..
Mas eu não quero isso, eu quero ter uma oportunidade de mudar essa vida que eu to levando.. Me lembro de assistir um vídeo de um vlogger qualquer quando eu tinha 20 anos, e já tinha vontade de morrer ás vezes mas nada tão sério quanto hoje. Nesse vídeo ele falava que entendia que uma pessoa poderia analisar logicamente e decidir morrer. Ele deu até uns exemplos disso. Mas ele disse outra coisa também: Porque não tentar antes? Então ele disse que se tivesse alguém pensando nisso, era melhor estipular uma data limite pra tentar ver se as coisas melhoram. E daí eu estipulei que não faria isso até os 25 anos. Hoje eu tenho 24, então tenho aí mais um ano pra tentar resolver o problema. Só não sei como e não sei se ainda tenho forças pra isso.
Mas por fim... eu não sei realmente se estou postando isso aqui exatamente pra pedir ajuda ou algo do tipo. Acho que eu só queria escrever sobre essas coisas que estou sentido. Postar em um local público.
Talvez daqui uns anos, se eu achar uma saída pra isso, eu possa voltar aqui, ler esse texto e pensar: "Fui bobo, pois no final as coisas estão dando certo". Ou então, caso nada dê certo, pelo menos alguém vai estar sabendo que eu pelo menos tentei por muito tempo antes de desistir.
Enfim, é só isso. Eu não quero ser identificado sob hipótese nenhuma, então mudei algumas informações e ocultei outras. Mas de modo geral era só isso que eu queria falar.
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2012.12.02 13:31 hgg Caso dos Submarinos: Histórias de capa e espada

Repararam no seguinte?
Defesa vai requerer cancelamento do julgamento cache
  • Data: 2012.11.27 18:37
  • Fonte: DN
  • Autor: Lusa, Texto Publicado Por Isaltina Padrão
A defesa dos arguidos alemães, no caso das contrapartidas, vai requerer, dentro de 15 dias, que o tribunal considere o julgamento sem efeito, após a assinatura de novo acordo de contrapartidas entre o atual Governo e a Ferrostaal. No final de mais uma sessão de julgamento nas Varas Criminais de Lisboa, Nuno Godinho de Matos, advogado dos arguidos alemães, disse que o tribunal já forneceu às partes cópia do novo contrato assinado pelo ministro da Economia, tendo agora a defesa um prazo de 15 dias para requerer ao coletivo de juízes que considere o procedimento criminal "esgotado" e "caduco".
  • O governo assinou o tal acordo no dia 1 de Outubro. No dia 2 o acordo assim como um memorando de entendimento é roubado do carro do negociador da Ferrostaal - ao que parece um trabalho profissional feito apenas com o objectivo de roubar os documentos.
Roubados documentos dos submarinos cache
  • Data: 2012.10.03 10:01
  • Fonte: Expresso
  • Autor: Redacção
Vários documentos foram "cirurgicamente" roubados de um carro ontem em Lisboa. O contrato entre o Estado e a empresa alemã Ferrostaal sobre as contrapartidas pela venda a Portugal de dois submarinos foi ontem roubado, segundo revela hoje o "Correio da Manhã".
  • Ontem ficou-se a saber que Klaus Lesker, o administrador da Ferrostaal que assinou o acordo sobre as contrapartidas com o governo, foi um dos gestores detidos em 2010 por corrupção na venda dos submarinos a Portugal.
Alemão preso por corrupção assinou novas contrapartidas cache
  • Data: 2012.12.01 11:12
  • Fonte: DN
  • Autor: Redacção
Klaus Lesker, o administrador da Ferrostaal que há dois meses assinou as novas contrapartidas dos submarinos, foi um dos gestores detidos em 2010 por corrupção na venda dos submarinos a Portugal. Químico de formação, 52 anos, Lesker foi membro da comissão executiva da então MAN Feroostaal entre 2006 e 2010.
  • Dos 1200 milhões de euros de contrapartidas pelas compra dos submarinos, ainda faltam executar uns 490 milhões (lembrar também que os alemães tentaram fugir a este pagamento usando todo o tipo de truques). Segundo a Lusa, que terá tido acesso ao novo acordo assinado pelo governo, a questão das contrapartidas vai-se resolver através de um investimento de 150 milhões de euros no Hotel Alfamar, no Algarve. A ideia é que a este investimento deveremos considerar também como contrapartidas 450 milhões de euros que o projecto irá gerar no futuro. Coisa que eu considero estranha: é evidente que o governo não sabe, nem pode saber, avaliar o risco deste investimento logo estes números são mais uma fantasia e, em segundo lugar, eu penso que para as contrapartidas deveria ser apenas considerado o investimento efectivamente feito e não somar a este os hipotéticos retornos económicos.
PCP pede explicações a ministro sobre submarinos cache
  • Data: 2012.11.29 08:04
  • Fonte: Correio Da Manhã
  • Autor: Redacção
O deputado do PCP António Filipe exigiu esta quinta-feira explicações urgentes do ministro da Economia no Parlamento sobre o "caso escandaloso" das contrapartidas pelos submarinos, considerando que houve "gestão danosa", com o BE a sugerir uma comissão de inquérito. "Estamos evidentemente perante um caso escandaloso de gestão danosa do interesse público, por parte do governo, que não pode passar em claro", afirmou o deputado comunista, numa declaração política no parlamento.
  • Finalmente, o hotel alvo dos investimentos foi construído por um empresário alemão e sempre esteve muito ligado à comunidade alemã. Segundo rumores que correm (que ainda não vi confirmados na imprensa) o actual dono do Hotel estaria ligado ao consórcio alemão que vendeu os submarinos. A ser verdade, o estado português acabou de perdoar 700 milhões de euros de contrapartidas... Tendo em conta os contornos desta história, não me admirava nada. Será interessante observar o futuro dos negociadores deste acordo...
Estas não são as únicas perplexidades deste caso, temos o resumo disto tudo no tretas.org.
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